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domingo, 18 de agosto de 2013

Empate fora depende da vontade do time da casa

Cláudio Messias*

No momento, passados 45 minutos do primeiro tempo, o que o Brasil inteiro vê é um Assisense covarde, recuado, e um Fernandópolis com pouca vontade de jogo. Na tela da Rede Vida um jogo horrível, que nada justifica ser contemplado com a transmissão da emissora católica. Imagino que o árbitro Rodrigo Guarizo, padrão Fifa, esteja pensando: "onde eu fui amarrar a minha égua".

O placar igual classifica Fernandópolis e Assisense. Mas, por questões éticas e respeito ao universo do futebol, o que se espera é um dos dois lados buscando a vitória. Coitado do 'palhaço'do torcedor que foi ao estádio "Cláudio Rodante", tirou dinheiro do bolso, deixou de programar coisa melhor com a família ou, então, sentou no sofá acreditando no compromisso daqueles que vestiram a camisa de Assis e foram à outra cidade representar a força e a vontade da cidade.

Alguns mais novatos vão dizer que é normal jogar pelo empate, não ter interesse pela vitória ou, então, que é mais importante voltar para casa com a classificação garantida. Tudo bem, por questões éticas é melhor nem entrar nos detalhes, pois já li, até, que mala branca é normal. Na base do "pagando bem, que mal tem?", fica a dúvida sobre o momento em que separar-se-irá razão e emocional em eventual frustração do projeto de chegar à Série A-3.

Mas, voltando ao campo de jogo em Fernandópolis, insisto que quem determina o interesse ou não pelo empate é o time da casa. O que vejo é aquele mesmo Assisense retrancado que tanto critiquei, aqui, rodadas atrás. E retrancar não é nem nunca será especialidade do Falcão do Vale. Portanto, vejo risco nessa postura, pois os outros resultados cujas combinações eliminam o Assisense estão acontecendo n o momento. Ou seja, um gol do Fernandópolis e vai imperar o desespero, pois os jogadores dividirão a atenção entre buscar o empate e saber como estão os demais jogos da rodada.

Daqui a 45 minutos volto a esse espaço, na expectativa de um segundo tempo melhor. E que tenhamos, ao menos, dado um chute a gol e não continuemos relacionando o nome de Assis a essa vergonha em rede nacional.

*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

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