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quarta-feira, 25 de julho de 2018

CAUSOS SURREAIS - A padaria do seo Saraiva, que fecha às 9h e reabre às 16h

Cláudio Messias*

Raros e excetos leitores, cá estou de volta. Espero, com mais assiduidade de postagens em comparação aos últimos 12 meses, período em que interrompi a hibernação de dois anos para concluir a tese de doutorado defendida na USP em fevereiro do ano passado. Sem espaço, nem tempo, muito menos paciência para discutir ideologia política, partidarismo ou qualquer coisa relacionada a esse poder hegemônico podre, nefasto, que faz amigos tornarem-se inimigos e donos de padaria espantarem clientes.

O que tem a ver dono de padaria com tudo isso? Explico.

Como é do conhecimento de meus seguidores cá no Blog, ou nas redes sociais, sou um paulista de Assis que desde 2010 vem a Campina Grande, na Paraíba, em um desafio acadêmico materializado em compromisso formal, via concurso público, em 2014. Tenho imensa paixão por essa terra, a que denomino, nessas páginas do Blog, como Campina (meu) Grande (amor).

Estou, hoje, residindo no quinto imóvel, alugado, desde que para cá mudei meu endereço profissional. Um apartamento situado em térreo, por recomendação médica após o coração velho de guerra, mesmo com a cirurgia que lhe aplicou quatro safenas e uma mamária, ter dado sinal, no Dia dos Pais do ano passado, de que nem tudo deu certo naquele procedimento cirúrgico de fevereiro de 2015.

Estou em um condomínio que tem dois prédios, no bairro Catolé. Muito, mas muito distante mesmo da universidade pública onde leciono, pesquiso e estendo minhas atividades acadêmicas para a comunidade. Só que, em contrapartida, tenho o sossego para a realidade de uma cidade com anunciados 440 mil habitantes, no Brejo paraibano. Em postagens vindouras vou mostrar que esse sossego não é bem um sossego, mas, está valendo.

Aquele dono de padaria, a quem denomino seo Saraiva, em alusão ao saudoso personagem do Zorra Total, interpretado por Francisco Milani, tem ponto comercial quase em frente ao condomínio. E quando para cá mudei, em fevereiro último, lamentei com o porteiro o fato de haver uma porta comercial de padaria, porém fechada. E, então, fui informado de que aquela padaria funcionava, sim. Mas em horário especial.

O tal do horário especial eu não sei quando começa, pela manhã, nem quando termina, à noite. É certo, apenas, que as portas são baixadas às 9 horas e a padaria só reabre às 16 horas. Estranho isso. Confesso nunca ter visto algo parecido pelos tantos territórios por onde passei nesse planeta, dentro ou fora do Brasil. Na Europa, tudo bem, é parte da cultura de alguns países a sesta do almoço, com o comércio fechando por volta de meio-dia e reabrindo no meio da tarde.

Situação semelhante, mesmo, eu vi em Assis, a nossa Sucupira do Vale, num açougue que funcionou, sob arrendamento, na rua André Perini, ali por volta de 2006/7. O dono fechava o açougue às 13 horas. Ora, quem chega em casa a essa hora e quer comer um bife rápido, fica só na vontade? Sempre achei estranho aquilo. Só que uma coisa é brigar com padeiro. Outra, mais séria, é discutir com açougueiro...

Fiquemos no assunto de pães... 

Em questão de duas semanas vivenciei, em primeira pessoa, três circunstâncias que considero interessantes de ser relatadas na condição de causo. Na primeira delas, fui à padaria ali pelas 7h20, pois o café já estava passado, a manteiga e o queijo coalho estavam sobre a mesa e só faltava o pãozinho. Lá cheguei e seo Saraiva estava anotando algo naquilo que parecia uma caderneta. Havia outra pessoa do lado de cá do balcão e deduzi que fosse um cliente, comprando fiado (cliente parado, padeiro anotando...).

Esperei um pouco, mais um pouco, e a pressa me fez questionar seo Saraiva se poderia, ele, me vender dois reais em pães. Afinal, daqui até a universidade, em horário de rush, levo em torno de 20 a 25 minutos. Assim, para estar na sala de aula às 8 horas preciso sair com o carro do condomínio no máximo 7h35.

Seo Saraiva não me respondeu nada, mas continuou anotando sei lá o que naquela página de papel. Olhei delicadamente para o sujeito que estava ao lado, anterior à minha chegada, e ele fez como quem não sabia de nada do que ocorria. Daí percebi que ele trajava roupa semelhante à de quem trabalha no campo, especificamente com gado e mais precisamente na ordenha de vacas. Pronto. Era o entregador de leite. E como haver pão sem leite?

Claro, esperei mais um pouco. Só mais um pouco. E já pedi para ser atendido, pois realmente estava com pressa e ele, o padeiro, não estava vendendo pães àquele sujeito ao lado. A resposta veio curta, grossa e peluda: "se está com pressa, vá embora sem pão". Nesse exato momento uma senhora chamou lá de dentro, vendo a situação por um vidro e ouvindo a voz delicada daquele que parece ser seu marido, perguntou: "é pão que o senhor quer?". O marido tratou de responder por mim: "é, sim, mas ele vai esperar".

A senhorinha veio, perguntou quanto eu queria de pão, me deu os oito pães franceses que se compram com 2 reais, e eu, então, voltei correndo para o apartamento. Não para comer, mas, para pegar meus materiais e seguir para a universidade, pois os 10 minutos que consumo tomando café da manhã foram embora na conta de seo Saraiva.

Aí você, raro e exceto leitor, deve estar deduzindo: claro, Messias nunca mais pisou naquela padaria. Não é bem assim. É difícil, reconheço, conseguir comprar o pão do seo Saraiva. Mas, quando você consegue, compensa. Eita pãozinho bom! Minha norinha, Júlia Bastos, cuja família é proprietária de padaria em Tarumã, cá esteve dias atrás com meu filho, comeu desse pãozinho sofrido de se comprar e concordou: o danado é gostoso. E a padaria fica bem em frente de casa, do outro lado da rua.

Pois bem, voltei à padaria do seo Saraiva nessa segunda-feira. Mesma história: 7h25, horário apertado para tomar o café da manhã e seguir para a universidade, já encerrando o semestre letivo (por conta de greves em 2012 e 2015 o calendário acadêmico está, ainda, em adequação). Pedi os mesmos 2 reais em pães, o padeiro colocou-os na sacolinha plástica branca e eu dei uma cédula de 10 reais. Pra quê?

Seo Saraiva puxou a sacolinha de volta e disse: "não tenho troco". E perguntou se eu não tinha trocado. Claro que não tinha trocado, pois para ir à padaria em frente de casa não levo carteira, só o dinheiro. E se tinha uma cédula de 10 reais, não tinha de 2 reais. Ele, então, me deu uma alternativa para não ficar sem pães: "o senhor ou leva dez reais em pães ou leva 5 reais em pães e os outros 5 reais em outra mercadoria que escolher".

Mais uma vez saí da padaria sem tomar café da manhã antes de ir para a universidade. Dessa vez, porém, em vez dos pães levei de volta, apenas, a nota de dez reais. Em 48 anos, cinco meses e 11 dias de vida eu nunca havia recebido a recusa de venda de algo a mim, com o dinheiro em mãos. E dessa vez nem a senhorinha veio interceder.

Minha teoria para a falta de troco: quem manda abrir sei lá que horas e fechar às 9? Claro, ponto comercial assim não tem circulação de dinheiro. Minha suspeita para a mesma situação de falta de troco: o leiteiro passou antes e zerou o caixa.

Por fim, hoje pela manhã uma equipe da prefeitura veio cortar uma árvore que fica no canteiro central, em frente à entrada do condomínio e, igualmente, quase em frente à padaria. Fui colocar o lixo na lixeira do prédio, na calçada, e deparei com a cena: homens e máquinas interditando a rua, pois as pedras (sim, aqui parte das ruas é pavimentada por pedras semelhantes a paralelepípedos) haviam sido retiradas para extração das raízes da árvore, que causavam estragos na via pública.

Fui até a lixeira e na volta eis que testemunho seo Saraiva discutindo com aquele que, parece-me, era o mestre de obras. Lamentava, o padeiro, que estava perto de fechar, ou seja, já era quase 9 horas, e havia sobrado muito pão, provavelmente porque seus clientes não conseguiam chegar até a padaria por causa da obra. 

O responsável pelo serviço da prefeitura tem lá seus hormônios com pelos de sobrancelhas de Saraiva e literalmente saraivou com palavras: "pois seus clientes vêm comprar pão de que jeito, voando?".

Ninguém riu. O silêncio pairou. Seo Saraiva virou a costas e voltou para a padaria, enquanto eu seguia meu caminho de volta. Entrei e flagrei o porteiro caindo no riso, por conta da situação. Imediatamente ouvi, em meio ao barulho de moto-serra e trator, o som da porta da padaria sendo baixada. 

Às quartas-feiras não dou aulas pela manhã e, portanto, faço minha tapioca com queijo coalho para o café matinal. Demorou, mas vi seo Saraiva perder uma. 

Amanhã, com certeza, vou lá, cedinho, comprar pão. Com moedas trocadas e aquele sorriso que você guarda por dentro da boca, quase gargalhando.

* Jornalista, historiador e professor universitário, é doutor em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

quarta-feira, 21 de março de 2018

FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA - 21MAR

FIM
Uma faixa estampada na fachada de uma das mais tradicionais lojas de confecções da Sucupira do Vale anuncia o fechamento do estabelecimento. A Casa São Jorge está colocando artigos à venda por até 70% de desconto. Se não for jogada de marketing, com certeza e um triste desfecho para uma loja que consolidou-se, no tempo, como referência na revenda de marcas de vestuário hoje representadas em vitrines de lojas de shoppings.

REVIGORADO
A rede Walmart, especulada por publicações como a Exame acerca de uma possível saída do Brasil, surpreendeu o setor de varejo com uma reestruturação em nível nacional. Bom para Assis, que na mesma linha de especulações perderia a filial local.

REVIGORADO II
Quem, a exemplo do blogueiro, prefere compras no Walmart, tem notado, após o Carnaval, um ambiente mais revigorado. E, por consequência, estacionamento repleto de veículos. Além disso, número maior de caixas para efetivação das vendas.

REVIGORADO III
No Nordeste, onde o Walmart denomina suas lojas com a bandeira Bom Preço, algumas mudanças em 2018. No retorno a Assis, semana passada, por exemplo, o blogueiro notou que a loja Bom Preço nas proximidades do aeroporto internacional dos Guararapes está, agora, com a fachada característica do Walmart.

REVIGORADO IV
Em Campina Grande a bandeira Bom Preço tem três grandes lojas, duas delas com perfil de hipermercado. Ambas continuam com a mesma fachada, porém, conforme novo cronograma de gestão anunciado para esse ano, também passarão a ser bandeira Walmart.

CAUSA X CONSEQUÊNCIA
Nessa rotina de deslocamentos entre Assis e Campina Grande o blogueiro tem, desde 2010, testemunhado alguns eventos, digamos, interessantes, relacionados a tráfego por aeroportos. Nada pode ser comparável à inflação de preços das passagens pós-Copa 2014 (o pior 'legado' desse fatídico Mundial), mas um detalhe na legislação de despacho de bagagens, vigente desde 2017, merece um pitaco.

CAUSA X CONSEQUÊNCIA II
Tanto pela Azul quanto pela Gol, companhias aéreas que o blogueiro mais utiliza para ir a ou voltar de Campina Grande, o preço médio, a mais, para despachar mala de 23 quilos varia de R$ 30 a R$ 40 nesse trecho. Simplificando, algo em torno de 10% do preço da passagem multitrechos.

CAUSA X CONSEQUÊNCIA III
A legislação determina e as companhias aéreas especificam que a bagagem de mão tenha (i) tamanho limitado e (ii) peso determinado em 10 quilos. Acontece, porém, que os checkins são feitos online e, portanto, as empresas aéreas não têm como aferir tamanho e peso das bagagens que os passageiros levam para embarque.

CAUSA X CONSEQUÊNCIA IV
Aí é que começa o problema. Passageiros têm levado malas com tamanho que os compartimentos de bagagens internos das aeronaves não comportam. O resultado disso é que se antes você sentava abaixo ou a pouca distância do compartimento onde colocou a bagagem de mão, agora, de não pegar bom lugar na fila de embarque, certamente ficará a metros de sua posse. E isso, claro, atraso o desembarque e gera ainda mais confusão que o normal, considerando que o brasileiro é desesperado para desembarcar de circular, ônibus, trem, metrô, avião ou nave espacial.

CAUSA X CONSEQUÊNCIA V
Nessa mais recente viagem o blogueiro perguntou aos funcionários da Receita e da Polícia Federal que vistoriam bagagens de mão no acesso à área de embarque, em Recife, sobre a competência quanto à verificação de tamanho e peso das malas. A resposta veio em tom de boa ironia pernambucana, supondo que a legislação de despacho de bagagens possa ter sido elaborada por alguém que desconhece a rotina de embarque e desembarquem, sem, portanto, indicar como será feito para que cada passageiro transporte apenas 10 quilos. Faz sentido.

BOM GOSTO
A diretoria do Vocem está utilizando as redes sociais para divulgar os uniformes que o time vestirá em 2018 para a disputa do Campeonato Paulista, que começa em abril. A novidade é que podem ser comprados, pelos torcedores, três modelos de camisa. Além da tradicional vinho e branco, uniforme número 1, há opções com predomínio na cor branco, sendo uma com uma cruz estampada no peito e a outra com inversão de cores do uniforme 1, ou seja, branco com listras em vinho.

TUDO NORMAL
Blogueiro confessa ter prenunciado caos com a alteração de trânsito que devolveu mão dupla de direção à avenida Rui Barbosa, trecho entre a quadra da Prefeitura e o Ônix Hotel. Passados alguns meses, a tradicional caminhada de final de dia em que o comunicador faz esse trajeto confirmou, no rush das 18 horas, que não há nada de anormal no trânsito naquele trajeto.

TUDO NORMAL II
Aliás, cabe ressaltar, aqui, algo que os moradores da cidade, habituados na correria do dia a dia, talvez não percebam: ao menos na região central, Assis está uma cidade bem cuidada, se comparada a outros centros de porte semelhante. Projetos urbanísticos iniciados na gestão Ezio Spera, mantidos por Ricardo Pinheiro e hoje continuados pela atual gestão fazem de Assis uma bela cidade.

CONTRAPONTO
Nada que justifique, por exemplo, o recapeamento asfáltico na rua em três quadras que circundam a casa do prefeito, enquanto a cidade por completo padece com uma buraqueira vergonhosa.

CIDADE 'GRANDE'
Blogueiro retorna à Sucupira do Vale e depara com outra empresa prestando serviços de transporte 'público'. E lê, no site de notícias oficial do município, que a Brambilla socorreu a prefeitura, após quebra de contrato com a empresa anterior. O que surpreende é a contrapartida do município a essa ajuda, pois o preço de R$ 4,00 pela passagem é um dos maiores absurdos da história do setor nessa cidade.

CIDADE 'GRANDE' II
Na mesma semana da chegada do blogueiro o Não Tem Notícias 1.a Edição mostra que em Botucatu a prefeitura irá subsidiar parte do preço da passagem no transporte público. E lá, que é maior do que aqui, o preço do bilhete é de R$ 3,80.

TEM NADA NÃO
E por falar em TV Tem, o jornalismo da afiliada regional da Globo continua o mesmo. Ou seja, muito ruim. Preparar almoço ou fazer refeições ao meio-dia assistindo ao canal é de tirar a fome de qualquer um. Apresentador é um misto de pastor, padre e palestrante de auto-ajuda, e as edições fogem da normalidade. Ao ponto de, nessa quarta, reportagem sobre confusão envolvendo o Marília Atlético Clube afirmar que determinado atleta, que pediu rescisão contratual com o clube, ter sido agredido por jogadores, quando, na realidade, as imagens mostraram eventual desentendimento com torcedores. Que coisa!


terça-feira, 2 de janeiro de 2018

FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA - 02JAN2018

AGUACEIRO
Demorou para começar a chover, mas quando as torneiras foram abertas... Desde 18 de dezembro Assis não ficou um dia sem chuva. Mais impressionante do que isso é o volume de água, pois do dia 26 de dezembro até a manhã dessa terça-feira, 2, choveu o acumulado de 81,3 milímetros na Sucupira do Vale.

AGUACEIRO II
Segundo números do Ciiagro, órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, dezembro foi, também, um dos meses de temperatura média mais amena das últimas décadas. A madrugada do dia 27 de dezembro, por exemplo, registrou 18,9 graus, com sensação térmica de 16 graus, devido à umidade. Muita gente, pois, pegando cobertor para dormir.

AGUACEIRO III
Se o cobertor saiu dos roupeiros, teve muitos pães e panetones que emboloraram por esses dias de festas. Até porque, desde o dia 26 de dezembro a umidade relativa do ar ficou na casa dos 99%. somente no dia 30 de dezembro ela baixou para 98,7% em Assis.

TIRO NO PÉ
Quanto maior o movimento de consumidores, maior a probabilidade de um estabelecimento comercial registrar reclamações por insatisfação, principalmente no que diz respeito a atendimento. Fim de ano, portanto, os índices de reclamação batem recorde nos setores de atendimento dos supermercados. Aqueles que levam a sério o negócio fazem dessas reclamações a pauta de mudanças que podem implicar em melhor satisfação do bem mais precioso, ou seja, aquele que tem dinheiro no bolso e escolhe determinado ponto comercial para gastar.

TIRO NO PÉ II
Blogueiro não usa declarações de outrem para registrar situações de reclamação de estabelecimentos comerciais cá nesse espaço virtual. E nem precisa, pois, consumidor que é, depara-se com bizarrices e, outrossim, as traz para cá, para compartilhamento de angústias. Nesse período recente de festas, claro, os desaforos para com os consumidores excederam a cota.

TIRO NO PÉ III
Tendência desde que redes como Carrefour, Pão de Açúcar e Walmart expandiram suas redes além das capitais, chegando ao interior, as marcas-próprias começaram a ganhar força entre as redes nanicas. É nesse contexto que a marca Nida, da Rede Avenida, proliferou por prateleiras da empresa da família Binato, muitas vezes ocupando lugar de marcas consagradas e/ou tradicionais.

TIRO NO PÉ IV
A Rede Avenida, no entanto, misturou um pouco as coisas quando lançou o refrigerante de sua marca-própria. Pode ser coincidência, mas depois que o tal refrigerante, fabricado pela Casa di Conti, de Cândido Mota, entrou nas geladeiras das lojas Avenida, o tradicional refrigerante Cristalina desapareceu na opção climatizada, sendo encontrado somente "quente" e ainda assim alguns centavos mais caro do que o Nida.

TIRO NO PÉ V
Nesse fim de ano o blogueiro deparou com problema idêntico verificado no feriado de 12 de outubro. Ao tentar comprar uma caixa de litrões de cerveja SubZero, a informação, no balcão de vasilhames, de que havia, somente, litrões da cerveja Conti. Ou seja, você se dá ao trabalho de carregar o peso da caixa de litrões até o interior do supermercado para, então, ser informado de que as cervejas Skol, Brahma e Subzero não estão sendo vendidas naquela versão de vasilhame. Detalhe: o vasilhame da Ambev não serve na compra de litrões da Conti.

TIRO NO PÉ VI
A informação, no setor de vasilhames, era de que a Ambev, fabricante das marcas Skol, Antártica, Subzero e Brahma, não deu conta de atender à demanda de fim de ano da Rede Avenida. Leia-se, pois, que o apreciador de boa cerveja consome produtos da Ambev, e se está sobrando Conti é porque essa vende menos. Nessa lógica comercial argumentada pelos funcionários dos Binato's, refrigerante Cristalina vende mais que Nida porque, apesar de ser mais caro, tem mais saída.

ENFIM...
... blogueiro comprou litrões de SubZero na loja local do Amigão. No Natal e no Ano Novo. Na primeira ocasião foi necessário reabastecer a caixa de litrões, o que foi feito na conveniência instalada no pátio do Posto Park Buracão. Local, pois, onde a Ambev abastece com regularidade, apesar da demanda, acima da média.

TILT
Assinantes da Cabonnet estão reclamando publicamente do serviço de internet banda larga. E não é somente em Assis, não. No site www.reclameaqui.com.br a empresa aparece com 805 reclamações,  sendo a totalidade 'respondida', ou seja, tendo sido dado o feed back ao cliente insatisfeito. Só em 2017 foram feitas 320 reclamações acerca de algum tipo de problema entre assinantes e Cabonnet.

TILT II
No geral, a Cabonnet solucionou os problemas para 72,5% dos reclamantes. Em 2017, no entanto, esse índice de solução caiu para 69,4%. A nota geral da empresa caiu para 4,96 no ano passado, ante a média geral de 4,97. Mas, já foi pior: 4,85 em 2016.

TILT III
De cada 100 reclamantes da Cabonnet, 57,1 argumentam ao ReclameAqui que voltariam a fazer negócio com a empresa.

NOVELA
A histórica é cíclica, e o futebol comprova isso. Comum ver um prefeito que assume o cargo jogando a culpa no antecessor pela interdição de determinado estádio de futebol. Em Assis, isso se repete desde que a bola de jogo é redonda.

NOVELA II
Um ano atrás, assim como em temporadas anteriores, o site Assiscity divulgava que o estádio Tonicão estava interditado pela Federação Paulista de Futebol, cutucando a culpabilidade, para tal irresponsabilidade, ao ex-prefeito Ricardo Pinheiro. Esse, por sua vez, quando assumiu, teve de apelar ao apoio empresarial local para adequar o eternamente inacabado Tonicão, herança anunciada à época como vindo do ex-prefeito Ezio Spera, daí por diante...

NOVELA III
Chegamos aos primeiros dias de 2018 e eis que o inacabado Tonicão está interditado desde o dia 20 de novembro de 2017. Um ano atrás a incompetência era de Ricardo Pinheiro, Ezio Spera, Carlos Nóbile, Romeu Bolfarini, Zeca Santilli, até chegar ao Capitão Francisco de Assis Nogueira e seus cavalos. Agora, no segundo ano de mandato, a quem a culpa será atribuída?

NOVELA IV
De 27 estádios pré-listados pela Federação para a disputa da Segundona Brava em 2018, 11 estão interditados, ou seja, vetados para a disputa de jogos oficiais enquanto as instalações não estiverem em condições mínimas (e olha que essas condições mínimas são o mínimo do mínimo!). Do Oeste Paulista, somente Assis e Jaú estão em situação irregular. Osvaldo Cruz e Presidente Prudente estão com os respectivos estádios liberados para a Segundona.

NOVELA V
De novo, o inacabado Tonicão, que não tem cobertura de arquibancada, encontra-se vetado pelo laudo de prevenção e combate a incêndios, emitido pelo Corpo de Bombeiros no dia 28 de novembro do ano passado, também conhecido como pouco mais de um mês atrás. Como há, na política da cidade, a cultura das medidas paliativas, de novo, no fechar das cortinas, o 'jeitinho brasileiro' será aplicado e o estádio será liberado para, novamente, em novembro próximo, voltar a ser interditado.

NOVELA VI
A vergonha não para aí. De cinco laudos de vistoria necessários para seu funcionamento, o Tonicão tem 4 'aprovados com restrição'. O quinto, como já citado, encontra-se reprovado. Isso demonstra, e bem, o quão 'valorizado' é o esporte na cidade que por mais de uma vez já foi sede dos Jogos Regionais nos últimos vinte anos Belo legado!

HAJA 'ENSES'
No segundo semestre de 2017 houve uma série de especulações sobre a reativação de clubes tradicionais da região, que fizeram história nas divisões inferiores do Campeonato Paulista a partir dos anos 1980. Os Clubes Atléticos Candidomotense e Paraguaçuense, bem como o Palmital Atlético Clube devem continuar 2018 da mesma forma como encerraram suas participações me torneios oficiais.

 CÁ ENTRE NÓS... 
... e a situação do contrato entre o município de Assis e a Sabesp, como fica?