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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Eu, o bicho de estimação

Havia dias eu vinha observando, de canto de olho, um ser passar rasteiro, pelos cantos, aqui no apartamento. De início, achei que era uma lagartixa, mas a cor mais escura do bicho convenceu-me de que, no máximo, seria uma espécie que ainda desconheço.

Anteontem, fazendo varrição em faxina, deparei com o pequeno ser atrás de minha mala, no quarto. O jeito desengonçado de correr comprovou que nem de longe tratar-se-ia de uma lagartixa. Era e é, pois, um calango. Peguei o bichinho com jeito e o coloquei do lado de fora do prédio, deduzindo que ele, dando um perdido, esquecera o caminho de casa.

Hoje, passando um pano molhado no chão, eis que vejo que o calango estava lá, atrás da mala, novamente. Dessa vez, contudo, não o tirei do apartamento. Bichos de estimação são assim chamados quando escolhemos aquele tipo de animal que fará morada conosco. E quando somos nós os escolhidos, tornamo-nos os bichos de estimação dos bichos?

Dois meses de Campina Grande e, agora, uma companhia de morada. Luiz Inácio, o calango, foi flagrado comendo farelo de torrada no chão. E tem uma pequena pança. Mais adiante verifico se ele adere a uma gelada ou prefere aguardente.