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quinta-feira, 22 de maio de 2014

EU, DA ESCUTA - Surge a lista negra dos clubes devedores na Federação



CORRERIA
O início da rotina relacionada ao primeiro semestre letivo de 2014 fez com que minha disponibilidade para atualização de conteúdos no Blog diminuísse. Tempo escasso não significa, contudo, desligamento sobre aquilo que ocorre nos bastidores do cotidiano esportivo e geral dos meus círculos de vivência, seja em Assis, seja em Campina Grande. Justificativa, portanto, para o atraso nessa postagem de agora.

AUDIÊNCIA
A equipe de esportes de meu amigo e ex-aluno Gesner Dias (estudou Jornalismo na Uniesp, em Prudente, onde lecionei durante 4 anos), da rádio Comercial, de Presidente Prudente, transmitiu o derby Grêmio Prudente 1x1 Presidente Prudente, no estádio Prudentão, e apressou-se na revisão dos equipamentos. Viajou na madrugada seguinte para o histórico trabalho de cobertura do jogo Corinthians 0x1 Figueirense, domingo à tarde, inaugurando a Arena Corinthians, o popular Itaquerão, palco de abertura da Copa 2014.

AUDIÊNCIA II
Os dois times prudentinos, porém, não têm empolgado comercialmente as emissoras de rádio locais. Alguns jogos no Prudentão não são transmitidos por nenhuma equipe esportiva. Jogos fora, nem é preciso comentar. Os altos custos de transmissão são o fator que mais pesa. Daí, portanto, o espaço conquistado cada vez mais por emissoras que exploram a tecnologia e transmitem jogos em plataformas digitais, as denominadas rádios online.

AUDIÊNCIA III
Situação totalmente diferente vivem as emissoras de rádio daqui, de Campina Grande, na Paraíba. Cinco emissoras de rádio cobrem todos os jogos de Treze e Campinense, seja pelo Campeonato Paraibano, seja pela Série C ou pela Copa do Brasil, e se acotovelam nas cabines de imprensa dos apertados estádios paraibanos. Empresas investem em patrocínio em forma de cotas de transmissão na mesma proporção com que os dois clubes da cidade, profissionais ao extremo, captam investimentos no comércio local. Campinense é o atual campeão da Copa do Nordeste e o Treze representa a Paraíba na elite do futebol brasileiro.

AUDIÊNCIA IV
Hoje, pelo Campeonato Paraibano, jogam Auto Esporte x Treze, em João Pessoa. Estão na capital do Estado as emissoras campinenses Rádio Cariri AM, Rádio Caturité 1050 AM, Rádio Clube 1350 AM, Rádio Esperança 1310 AM e a Rádio Panorâmica 97,3 FM. Elas somam-se a Rádio CBN 920 AM, Rádio Jovem Pan 1230 AM, Rádio Tabajara 1110 AM e Rádio Voz da Torcida Online), todas de João Pessoa, para a cobertura do jogo isolado da rodada do Paraibano.

AJUSTES
Quem está aprendendo conforme as dificuldades é minha amiga Bruna Fernandes. Sua Rádio Assiscity Online fez das transmissões de Vocem e Atlético Assisense, na Segundona, uma plataforma para transitar do estágio beta (fase experimental) para o definitivo. Investimentos em equipamentos têm melhorado a qualidade do som e visam resolver o principal empecilho encontrado desde que entrou no ar: a instabilidade das transmissões, que caíam e exigiam que o internauta ficasse constantemente atualizando a página para retomar o áudio.

LÍNGUA PRETA
A diretoria do Clube Atlético Assisense vai adotar a política da precaução a partir dessa semana. No sábado, os dirigentes do Falcão do Vale chegaram à conclusão de que a maioria absoluta dos boatos que envolveram o nome do clube e seus bastidores, na semana passada, partiu de pessoas que transitam nos territórios dos dois clubes da cidade. Ganha razão, pois, a versão do técnico Tupãzinho, que quando assumiu o comando técnico recomendou, como ação primeira, a mudança da sede de concentração dos jogadores, por onde passavam os tais corneteiros mal intencionados.

SEM CRÉDITO
Mesmo estando aqui, em Campina Grande, a 2.800 km de Assis, fui "informado", via conversas confidenciais nas redes sociais, sobre determinadas ocorrências nos bastidores do Atlético Assisense. O único fato que fugiu das especulações foi o desentendimento entre jogadores no alojamento, resultado da derrota, em casa, para o Grêmio Prudente. Nada que alterasse ou agravasse a decisão de Tupãzinho de praticar severa lista de dispensas. O que comprovou-se na semana. O resto das especulações não passou de boatos, colocando em xeque, a partir de agora, toda e qualquer informação que chegar, vinda dos linguarudos que ou são mal informados ou são mal intencionados, ou, então, reúnem as duas 'qualidades'.

ROUPA SUJA
Alguns jogadores dispensados pelo Atlético Assisense têm usado o espaço das redes sociais para expressar opinião sobre a atual fase do clube. André Tobias, trazido após o início do torneio da Segundona, foi elegante e, apesar de visivelmente ter críticas, controlou-se o suficiente para, mostrando-se profissional, expressar no grupo "Assisense Rumo à Série A-3" que apesar das dificuldades e dos problemas, deseja o melhor para a equipe daqui por diante. As demais postagens, contudo, não apresentavam igual teor. Digo apresentavam porque, depois de discussões ríspidas entre os atletas e os torcedores do clube, conteúdos oram apagados por seus autores.

CAIXA VAZIO
A situação financeira dos clubes da região não está nada fácil, sem exceções. O próprio Marília, que disputou a Série A-2 e conquistou acesso à Série A-1 de 2015, recebeu ultimato para pagar dívidas que mantém junto à Federação Paulista de Futebol. O clube da cidade vizinha deve R$ 1.546,00 em taxa de fiscalização do jogo do dia 26 de fevereiro desse ano. O cheque dado pelo clube como garantia foi devolvido. O MAC, assim, foi suspenso pelo TJD até que regularize a situação. Despacho desse dia 19 de maio.

CAIXA VAZIO II
E tem mais clubes devendo para a Federação. Muitos deles, na disputa da Segundona. São Bernardo, Barretos, Taquaritinga e Taboão da Serra não pagaram taxa de arbitragem para a disputa de categorias como sub-15/17 e sub-11/13 e também estão na berlinda. O Barretos deve R$ 1.716,00 em taxas, o maior valor, e o Taboão da Serra, R$ 577,00, o menor.

PREÇO ALTO
O Tribunal de Justiça Desportiva da Federação não está fazendo vistas grossas para comportamentos trogloditas de dirigentes dos clubes da Segundona. O presidente do União São João, por exemplo, está suspenso por 15 dias, o que significa que não pode comparecer às praças esportivas em datas formais do calendário do Campeonato Paulista. Falou o que quis à arbitragem, recebeu o que talvez não quisesse. Coisas da quarta e última divisão do futebol paulista.

PATRIOTISMO
A não-execução do Hino Nacional no confronto contra o Jabaquara (2x2) custou R$ 300 aos cofres da Mauaense, fenômeno de público na Segundona de 2014. O incidente ocorreu no dia 10 de maio, no estádio Pedro Benedetti, onde compareceram 2.689 torcedores pagantes. A decisão é do TJD. Naquele confronto o Mauaense faturou R$ 19.630,00 com bilheteria, ante despesas de R$ 2.405,00.

PATRIOTISMO II
O Guariba caminha para a mesma punição por não executar o Hino Nacional. No confronto, domingo, contra o Taquaritinga (2x1), falhas no sistema de som impediram a obrigatória execução do hino. Registrado na súmula.

TEMPO AO TEMPO
Ainda há treinador que acredite que 1 ou 2 minutos façam o que seu time não fez em 90. O treinador do Taquaritinga, Vitor Hugo Siqueira, é desses que a cigana enganou com o engodo do tempo extra. Foi reclamar de minutos a mais na derrota para o Guariba, exaltou-se e está registrado na súmula. Talvez tenha mais calma para receber a punição vindoura do TJD.

BARRACO
A ousadia do técnico Benedito de Souza Miranda, que se passou por maqueira no jogo Bandeirante 2x1 Osvaldo Cruz, no dia 4 de maio, continua rendendo assunto no TJD. O Tribunal adiou, nessa semana, a decisão sobre a briga entre o treinador do Bandeirante e Carlos Pinoza, técnico do Osvaldo Cruz. Ainda no primeiro tempo do jogo, quando o Osvaldo Cruz vencia por 1x0, o lendário treinador do Bandeirante tomou a maca dos responsáveis e entrou em campo para apressar a retirada de jogador adversário. Foi contido pelo colega Pinoza e no desentendimento a troca de sopapos foi contida pelo quarto árbitro. Ambos foram expulsos.

ATRASO SAI CARO
Taquaritinga e Pirassununguense entraram com atraso para o jogo do dia 11 de maio. Esse jeito brasileiro de levar as coisas rendeu aos dois clubes uma multa de R$ 500, no TJD. Naquele jogo o Taquaritinga venceu por 1x0, no estádio Dr. Adail Nunes da Silva, sua casa. Junto com o Pirassununguense, entrou em campo às 9h57, ou seja, 5 minutos de atraso. Cem reais para cada minuto de atraso.

ATRASO SAI CARO II
Quem também deve colocar a mão no bolso para compensar atraso na entrada em campo são ECUS e Guarulhos. Na rodada passada, as duas equipes demoraram 6 minutos para entrar no gramado do estádio Francisco Marques Figueira, em Suzano. Foram parar na súmula do árbitro Roberto Pinelli.

ATRASO SAI CARO III
O São Vicente também entrou para o rol dos clubes lerdos da Segundona. Devagar, entrou no gramado do estádio José Batista Pereira Fernandes com 4 minutos de atraso. E de tão devagar, perdeu o jogo por 2x1, para o mandante Diadema, do técnico Ataliba Sorriso, a lenda. Não sem antes entrar para a súmula e ir parar no TJD.

CABEÇA VAZIA
O Diadema venceu o São Vicente em campo, mas o visitante também perderá fora dele. Na saída do gramado, no jogo de sábado passado, um torcedor do São Vicente inverter a ordem das coisas e, em vez de comer o copo plástico e jogar a água fora, tomou a água e jogou o copo nas costas do árbitro assistente Klelson da Costa Pires. Alguma dúvida de que haverá punição no TJD?

SALIVA CARA
Existem campeonatos de cusparada mundo afora. Mas, em Santos, domingo passado, teve torcedor da Portuguesa que confundiu os torneios. Em vez de futebol, quis ser parte do espetáculo e começou a lançar torpedos de catarro para o gramado. Atingiu as costas do auxiliar Rogério Pablo Zanardo aos 20 minutos do primeiro tempo e o caso foi parar na súmula. Policiamento acionado, o jogo, que teve 36 faltas, terminou 0x0 no confronto Portuguesa x Mauaense.

TIPO NET
O confronto Vocem 0x0 Bandeirante também foi parar na súmula do árbitro Edson Alves da Silva. O motivo: falhas no sistema de internet do estádio Tonicão. Não bastasse a estrutura vergonhosa do estádio de Assis, o serviço de internet impediu que o lançamento da súmula fosse feito digitalmente, tendo o árbitro de recorrer ao velho formulário. Vergonhoso.

EGO MASSAGEADO
Que atletas, dirigentes e outros membros do espétaculo do futebol revejam seus conceitos sobre a atuação cada vez mais frequentes de mulheres na arbitragem do futebol paulista. Domingo passado, no jogo Inter de Bebedouro 2x3 Barretos, o massagista H.S. invadiu o campo diversas vezes.  Caiu no flagrante da bela assistente Maria Eliza Barbosa e foi expulso. E, ao sair, foi ser machão contra o quarto árbitro Marcelo Ferreira Vicente, contra quem vociferou: "vai tomar no c*. Você vai no vestiário depois". Sim, claro, os árbitros foram ao vestiário depois do jogo. E relataram o caso em súmula e, agora, o massagista bocudo e machão aguardará o que o TJD lhe reservará como punição.

SAÚDE É O QUE INTERESSA
No confronto SEV-Hortolândia 1x4 Primavera o árbitro Filipe Buglia Cordeiro teve de paralisar tudo por duas vezes. O motivo: falta de ambulância no estádio Tico Breda, em Hortolândia. A primeira parada ocorreu aos 13 minutos, por 5 minutos, tempo em que um atleta foi retirado do estádio e levado ao hospital. No intervalo, nova saída da ambulância, fazendo com que a etapa complementar começasse com 2 minutos de atraso.

SAÚDE É O QUE INTERESSA II
O confronto Osvaldo Cruz 1x0 Atlético Assisense, no estádio Breno Ribeiro do Val, em Osvaldo Cruz, também começou com 15 minutos de atraso devido à falta de estrutura médica que atendesse ao confronto. Havia ambulância, faltava desfibrilador.

ATRASO BOLEIRO
O árbitro Giulliano Pellegrini registrou no súmula que Osvaldo Cruz e Assisense chutaram bolas com um ano de atraso. Ele registrou em súmula que o supervisor do time da casa alegou não ter recebido as bolas de 2014.

TERREIRO
Nem sempre, o gramado ruim proporciona um péssimo espetáculo de futebol. No confronto Jabaquara 1x2 São Bernardo o estado do gramado foi definido pelo árbitro José Paulo Canale como "muito ruim, com buracos e lama". A realidade dos 90 minutos no estádio Espanha, em Santos, contudo, mostrou algo diferente. Jogo com menor número de faltas na rodada (23) e com 3 gols.

ESTATÍSTICA
O jogo mais faltoso da sétima rodada da Segundona foi Inter de Bebedouro 2x3 Barretos. Os mandantes cometeram 21 infrações e os visitantes, 17. Sem expulsões. Já SEV-Hortolândia 1x4 Primavera foi o jogo menos faltoso. Os mandantes cometeram 14 faltas e os visitantes, 9. Mas, houve uma expulsão.

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