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quinta-feira, 21 de maio de 2015

FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA - 21-MAI


NOVELA
Nem está chovendo demais, nem está faltando chuva em índices alarmantes. Mas, em Assis, o quilo do tomate bateu, novamente, a casa dos R$ 8, o quilo. E olhe que nem frio demais está fazendo. Dialogando com funcionários dos setores de hortifrútis de alguns supermercados da cidade soube que, 'do nada', esse novo preço chegou assim. E ficou.

PARÂMETROS
Recebi e-mail de rara e exceta leitora cobrando a divulgação, monitorada, dos preços dos derivados de petróleo e do álcool combustível em Assis, na comparação com outras praças que, situadas nos arredores do Médio Vale, têm população entre 100 e 200 mil habitantes. Simpática, a frequentadora do Blog escorregou ao definir o blogueiro como relaxado com assuntos mais importantes do que o futebol. Desleixo, tudo bem, pois o blogueiro assume não ter tempo integral para dedicar-se à atualização de conteúdos com a frequência que blogueiros profissionais disponibilizam.

HORA CERTA
Reencontro rápido com Ricardo Pinheiro, o prefeito dos 15 mil votos. E a garantia de que ainda em 2015 o Tonicão passará por reforma completa, inclusive com revisão do projeto de iluminação e adequação ao projeto de cobertura. Interessante saber que quem manda compreende as críticas feitas no Blog, enquanto quem é mandado... sem comentários.

PIMENTA NO OLHO ALHEIO
Meus amigos de Folha de S. Paulo que me desculpem, mas a postura do periódico em relação aos denominados Padrões de Comunidade, do Facebook, entra em rota de colisão com as normas de publicação do próprio jornal, que por décadas utilizou como parâmetro o seu Manual de Redação. A Folha trava briga editorial há alguns anos com o Facebook, plataforma em que mantém uma fan-page que periodicamente tem conteúdos excluídos pela rede social, especialmente aqueles relacionados a imagens contendo nudez. Em alguns editoriais o jornal chegou a classificar a postura do Facebook como censura. Um jornal que defende autonomia editorial sobre os conteúdos que publica contesta igual política de uma rede social que adota parâmetros próprios para as postagens que medeia.

'CEM' NEXO
Postagem do site Assiscity, de minha amiga Bruna Fernandes, aponta que Assis tem 101 mil habitantes. Mas, o texto inteiro passa dando referência ao IBGE, pelos 101 mil habitantes, e à Fundação Seade, que dá 97 mil habitantes para Assis. Somente quando a população centenária de Assis é citada a referência recorre ao IBGE. Nas demais, a fonte é a Fundação Seade. Para bom entendedor, Assis tem, mesmo, os 97 mil habitantes estimados pela Seade. Que chorem os sonhadores de uma cidade com 100 mil habitantes.

CORAGEM
O Assiscity teve a coragem que muitos impressos e grupos de comunicação tradicionais há tempos não têm, inclusive aqueles que dizem publicar o que os outros escondem. Registrou que em capotamento de uma S-10, na madrugada de sábado, em plena avenida Rui Barbosa, a família do motorista ordenou a não divulgação de seu nome para a imprensa, situação mais conhecida como omissão de sobrenome, à onda de tal pai, tal filho. Nos comentários, feitos nas redes sociais, havia uma minoria que defendia o site, mas uma maioria que detonava a divulgação, seu site autor e aqueles que condenavam a omissão do nome do autor do acidente. Essa Sucupira do Vale tem coronéis demais, para mandados de menos.

CORAGEM II
Falta, nessa situação, fugir da dependência do boletim de ocorrência para a divulgação de fatos que, ora, são transformados em notícia. Uma imagem do acidente, com respectiva identificação dos envolvidos, isenta o jornalista da dependência de beber na fonte daquilo que os policiais civis e militares relatam em B.O.. É a velha história de jornalista tirar a bunda da cadeira, suar a testa fora do ar condicionado e, enfim, ver o fato com os próprios olhos, sem o filtro das instituições polícia militar e civil. 

CORAGEM III
Nessa hora, as redes sociais fazem a sua parte, pois o nome do motorista da S-10 circulou, em grande fluxo, nas primeiras horas de domingo. E em tempos em que jornais impressos e emissoras de rádio e TV a cabo locais veem suas 'audiências' cada vez mais restritas, talvez a liberação do Boletim de Ocorrência tivesse menor impacto, na prática, do que o caso já teve nas redes sociais. E viva a democratização das formas de comunicação! Os coronéis precisam entender que podem até controlar os grupos tradicionais de comunicação, em decadência de audiência, mas não as redes sociais, cujos conteúdos são controlados na interação direta da audiência, que agora é quem cria os conteúdos.

FÁCIL NÃO
Diálogo construtivo com meu amigo e eterno parceiro de jornalismo esportivo Augusto César, com quem trabalhei por mais de duas décadas nessa rotina de rádio esportivo, começando em Assis, continuando em Presidente Prudente e, por fim, retornando a Assis. Via chat do Facebook falamos sobre o excelente momento por que passa o futebol profissional de Assis, com dois clubes na Segundona. E, claro, o quão difícil está, hoje, fazer rádio, não só na cidade, mas no universo esportivo como um todo.

FÁCIL NÃO II
Augusto César, Carlos Perandré e Vandinho são a principal atração nas transmissões da rádio Fema FM, que optou, em 2015, cobrir somente jogos do Vocem. O trio junta-se à experiência de Mainha, que integra o plantão esportivo da emissora universitária, e faz a sua parte quando o assunto é qualidade atrás dos microfones, fruto de uma experiência que a prática propicia. Mas, quando o assunto é qualidade técnica da transmissão, aí o bicho pega. Sem LP, também conhecida como Linha Privada, ou seja, link telefônico que manda o sinal, limpo, das cabines de imprensa de qualquer estádio do planeta para a central técnica de uma emissora, as transmissões da rádio Fema resumem-se a um lamentável show de queda de transmissão e desencontros entre a equipe que está no estádio e quem encontra-se em estúdio. Gestão da comunicação requer, como primeiro passo, entender que não basta ter equipe esportiva, clube para cobrir os jogos e patrocinadores que banquem as viagens; tem que compreender que entre esses fatores e o som que chega aos ouvintes está a qualidade da transmissão, o que no caso específico do rádio está 100% relacionado a algo básico: Linha Privada.

REI
Nesse aspecto, de conhecimento sobre os parâmetros gerais que envolvem a transmissão, ao vivo, com qualidade, de um jogo de futebol, nosso amigo Gésner Dias, da rádio Comercial AM, de Presidente Prudente, dá show. Nessa temporada, ele negociou cotas de anunciantes que integram a competente carteira comercial da emissora e está cobrindo os jogos do Grêmio Prudente dentro e fora do estádio Prudente. Sempre, claro, com a estabilidade de quem, com CNPJ, faz reserva de LP junto à Telefónica. O resultado, óbvio, é uma qualidade que ecoa na frequência da emissora. Dá, digamos, gosto ouvir aos jogos do Grêmio Prudente na frequência da Comercial AM.

COINCIDÊNCIA
Estou desde abril do ano passado dividindo minha vida profissional entre Campina Grande, na Paraíba, e Assis, onde está minha família. Com a forçada estada de 3 meses na Sucupira do Vale, resultado da cirurgia cardíaca a que fui submetido em 13 de fevereiro, um detalhe chamou atenção. Agora, pago duplamente as contas de energia elétrica para a Energisa. Sim, a concessionária daí é a mesma daqui, de Campina Grande. Os valores cobrados, contudo, é que são díspares. Farei, posteriormente, postagem específica sobre isso, verificando, principalmente, quesitos como políticas tributárias e custos operacionais que incidem nas duas localidades.

FILTRO
Discretamente, o Google está mudando a metodologia de buscas, sua principal ferramenta enquanto grupo hegemônico de comunicação. Almejando atender aos leigos, ou seja, pessoas que transitam entre a condição de exclusão para inclusão tecnológica, o serviço de buscas faz a 'tradução' de termos populares, genéricos, para resultados com verbetes que representam, de fato, o significado almejado. Exemplo disso é digitar, na busca, o popularesca forma de denominar 'uatizápi', pronúncia do aplicativo Whatsapp, febre nos telefones celulares. O resultado mostra automaticamente Whatsapp.

FOLGA X FOLGADO
Marcos Elias Nicolau está aqui 'perto' de Campina Grande, em Salvador, onde comemorou, segunda-feira passada, o aniversário. Cardiologista que levou-me ao diagnóstico de isquemia miocárdica grave, em fevereiro, ele encontrou tempo nos dias de folga para, via redes sociais, orientar-me a procurar um hospital, aqui, para verificar um incômodo no peito, originário após a viagem, em voo direto, de Presidente Prudente a Recife, sábado passado. Recomendação médica aceita, lá foi o blogueiro parar na emergência do Hospital João XXIII, especializado em cardiologia, com o diagnóstico de ameaça de enfarto. Isso, pouco mais de 100 dias depois de receber quatro safenas e uma mamária. Implicações, pois, da pressão sofrida durante o voo direto, de 3 horas. Já cheguei dando trabalho.

GREVE À VISTA
A presidente Dilma Roussef terá mais um árduo desafio pela frente a partir da semana que vem. A grande imprensa ainda omite, mas as universidades federais iniciam, dia 28, uma greve que tende a ser tão longa quanto à de 2012, que estraçalhou o calendário acadêmico, até hoje ainda desajustado. As assembleias de servidores e professores iniciam na segunda-feira que vem, de maneira a aprovar a parada, por tempo indeterminado, das atividades. E, dessa vez, a cobrança sobre o governo do PT não está associada somente a perdas salariais. A fálica política educacional iniciada por Lula e mantida por Dilma é o epicentro da crise que afronta governo e classe trabalhadora.

RAPOSA
Vou conhecer, nessa noite de quinta-feira, o estádio Amigão, aqui em Campina Grande. Meu Campinense receberá o Auto Esporte, de João Pessoa, na segunda rodada do quadrangular final do Campeonato Paraibano 2015. A Raposa é líder com 3 pontos, favorecida com o empate entre Botafogo x Treze, nessa quarta. E vem de vitória sobre o arquirrival Treze, na semana passada, por 3x1. Irei na companhia de meu amigo Gilson Gonzaga, da secretaria administrativa da Unidade Acadêmica de Arte e Mídia, da UFCG, raposeiro roxo.

 ATÉ QUANDO? 
O jogo Botafogo 1x1 Treze, ontem, rendeu um episódio lamentável. Acusação de injúria racial. O protagonista? Simplesmente, o árbitro assistente Sousa Júnior. Ele é acusado de ter chamado de "porra preta" o atleta Panda, do Treze. A situação foi tão alarmante que não somente os jogadores do Treze, mas também do Botafogo partiram pra cima do árbitro auxiliar, após o fim do jogo. Em entrevista à imprensa, Sousa Júnior disse ser amigo pessoal de Panda, o que justificaria a 'brincadeira'. O jogador, por sua vez, garantiu não conhecer o bandeirinha e ressaltou que, mesmo se isso procedesse, não lhe permitira a liberdade.

NÚMEROS
Os raros e excetos leitores que acompanham o Blog questionaram sobre a relação arrecadação x receita de bilheterias de jogos de futebol organizados pela Federação Paulista de Futebol. A curiosidade é: se realizar um jogo da Segunda Divisão consome parte considerável da renda de bilheteria, quanto custa para um clube da Primeirona, a Série A-1, fazer o mesmo? Vamos à resposta.

NÚMEROS II
Na final da A-1, entre Palmeiras x Santos, o jogo realizado dia 26 de abril, na Arena Allianz Park, esgotou os 39.479 ingressos colocados à venda, gerando arrecadação de R$ 4.181.281,25 para o Palmeiras. Ingressos inteiros com valor máximo de R$ 300 e mínimo de R$ 120. As despesas para a realização do jogo, contudo, consumiram a impressionante marca de R$ 1.159.789,67, restando ao clube mandante R$ 3.021.491,58. Só a Federação Paulista de Futebol abocanhou 5% da arrecadação (e não da renda), consumindo R$ 209.064,06 'do bom'. A taxa de policiamento também impressiona: R$ 113.492,80.

NÚMEROS III
Campeão paulista, o Santos faturou menos no jogo da final em que foi mandante no estádio Urbano Caldeira, popular Vila Belmiro. Vendeu todos os 14.662 ingressos, cuja entrada inteira era vendida do mínimo de R$ 70 ao máximo de R$ 320. Arrecadação de R$ 1.555.280,00 para despesas totais de R$ 584.650,22, resultando em renda de R$ 970.629,78. Desses, R$ 77,7 mil para a Federação e R$ 81,6 mil para o policiamento.

CREDIBILIDADE
No retorno a Campina Grande despachei meu automóvel, desde Assis até São Bernardo do Campo e, assim, até aqui. Tudo ia bem depois que entreguei o veículo ao motorista do cegonhão que o levaria até o ABC. Era noite da quarta-feira, 13 de maio, ocasião em que o telefone de minha residência tocou. Era um policial militar, solicitando conferência de algumas informações sobre o nosso automóvel. Placa, nome do proprietário que consta no documento, itinerário a ser feito no transporte e razões para levar a carga para tão longe. Em resumo, uma viatura, em ronda pela Vila Progresso, deparou com meu veículo sendo colocado no cegonhão e fez a abordagem. Confirmada a licitude do transporte, o policial desculpou-se pelos transtornos, comprovando que a instituição Polícia Militar é, definitivamente, outra se comparada a décadas passadas.

CREDIBILIDADE II
De minha parte, fiz questão de ressaltar, no mesmo telefonema, o elogio àquela ação dos policiais militares. Afinal, fosse meu carro furtado e eu, naquela ocasião, o teria recuperado. Graças, claro, ao olhar atento de dois policiais militares, que comprovam que as ações preventivas fazem, sim, parte da práxis efetiva da instituição Polícia Militar. Acostumamos a lamentar a falta de segurança nos dias atuais e acabamos incorporando a retórica de que a polícia não combate o crime, o que na maioria dos casos é injusto. Se 30 anos atrás deparar com uma viatura da polícia gerava, via de regra, sensação de temor, hoje, seguramente, esse encontro gera sensação de alívio.

ZERADO
Depois dos problemas técnicos que a tiraram do ar semanas atrás, a versão online do Jornal da Segunda não mostra mais o contador de acessos.

NOTA 10
Para a dupla de vendedores do quiosque da Chilli Beans no Assis Plaza Shopping. Vender qualidade requer qualidade de atendimento.

NOTA ZERO
Para a concessionária Cart, pelo péssimo estado de conservação do asfalto na rodovia Raposo Tavares, trecho Assis- Presidente Prudente, cujos valores de pedágio são elevados e não correspondem ao serviço oferecido.

                  IMAGEM DA SEMANA                 
HISTÓRIA AMEAÇADA - A administração do Cemitério da Saudade está, desde o ano passado, fazendo o recadastramento das câmaras mortuárias, também conhecidas como túmulos. A intenção é identificar famílias que, proprietárias, não ocupam o espaço que foi, no passado, concedido e, também, não fazem a manutenção considerada ideal. Sem espaço para expandir, o cemitério local demarcou alguns túmulos e convocou as famílias detentoras das concessões para, primeiro, manifestar interesse em continuar com o repasse de propriedade e, depois, providenciar imediatamente a reforma dos jazigos. Essa demarcação consta de um "x" pintado na cor amarelo, sobre os túmulos. Decorridos e vencidos os prazos, haverá desapropriação e repasse, posterior, a famílias que hoje têm dificuldades para encontrar jazigos, especialmente em situações emergenciais. O lado triste dessas demarcações é que túmulos que representam parte importante da história de Assis correm o risco de, caso as famílias responsáveis não apareçam dentro dos prazos especificados pela administração do cemitério, ser demolidos ou reintegrados. É o caso, por exemplo, dos jazigos utilizados para enterrar as dezenas de crianças que na década de 1940 faleceram, vítimas de uma onda de doenças como tuberculose e meningite. Túmulos pequenos que ainda hoje guardam o registro, exposto em enunciados escritos, das mensagens das famílias lamentando a perda precoce de suas crianças, geralmente com idade abaixo de 5 anos. Aquelas crianças, se vivas ainda hoje estivessem, teriam entre 70 e 80 anos de idade, e seus pais, entre 90 e 110 anos. Entre os funcionários do cemitério prevalece a lenda de que as famílias responsáveis pelos jazigos optaram, no século passado, por não ocupar os espaços com novos sepultamentos, hipoteticamente temendo que em eventual remoção dos restos mortais ocorresse a propagação dos vírus que levaram os pequenos ao falecimento, hipótese que a medicina descarta totalmente. Soa estranho dizer que a preservação de alguns túmulos represente manter, no conceito de memória e patrimônio, viva uma parte importante da história de uma localidade. No caso dos jazigos que guardam os restos mortais das crianças precocemente levadas por doenças diversas seria o caso de a Prefeitura adotar os espaços, em detrimento da manifestação dos familiares herdeiros responsáveis, uma vez que tratam-se de poucas unidades, mas muito valor simbólico histórico, igual em importância a outros jazigos comumente visitados em períodos sazonais como dias de Finados, das Mães e dos Pais.

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