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terça-feira, 12 de maio de 2015

EU, DA ARQUIBANCADA - Atlético Assisense 0x2 Osvaldo Cruz


QUASE
A meteorologia errou por apenas algumas horas a previsão de chuva para a cidade de Assis e, consequentemente, o estádio Tonicão na manhã desse domingo, Dia das Mães. Caiu apenas uma pancada de chuva no confronto Atlético Assisense 0x2 Osvaldo Cruz. Depois, caiu um pé-d´água de 42 milímetros em apenas uma hora, mas já no período da tarde, após o confronto.

SEM SENTIDO
A Polícia Militar inventa algumas modas difíceis de ser entendidas em Assis. É capaz, por exemplo, de cometer a grave falha de não separar torcedores de Atlético Assisense e Noroeste no primeiro jogo da temporada 2015 da Segundona, no setor de arquibancadas B, com entrada à direita pela portaria do Tonicão. Naquela ocasião, em abril, duas torcidas organizadas vieram de Bauru e ficaram misturadas com a torcida de Assis. Não deu outra: no segundo gol da vitória do Falcão do Vale, claro, saiu confusão. E nada de intervenção da polícia.

SEM SENTIDO II
Nesse domingo, no quarto jogo realizado no Tonicão pela Segundona, os policiais militares que estavam na portaria fizeram revista nos torcedores, o que provocou filas. Aqueles que levaram rádio de pilha para ouvir ao jogo pela competente transmissão da Cultura AM foram surpreendidos. Simplesmente, não puderam entrar portando o aparelho. O argumento é que os rádios poderiam ser arremessados no gramado para atingir árbitros, jogadores ou demais membros do espetáculo. Aparelhos de telefonia celular, que atualmente são maiores e mais pesados do que radinhos de pilha, entravam com seus donos sem maiores problemas.

SEM SENTIDO III
Estranhei o fato de somente nesse quarto jogo a Polícia Militar fazer a revista nos torcedores que chegavam ao estádio. Mais estranho ainda foi o policial me abordar, ainda fora da portaria, dizendo que eu não entraria com minha máquina fotográfica e com minha prancheta de anotações. Justifiquei que, jornalista, estava ali no exercício da profissão. Passada a fila e destacado o ingresso, na revista fui novamente questionado, por outro policial, sobre meus instrumentos de trabalho. Minha resposta foi a mesma e, então, fui questionado sobre o por que de não entrar pelo setor das cabines de imprensa, tipo de acesso que jamais utilizei nessas três décadas em que atuo no jornalismo esportivo, mesmo sendo associado da Aceesp. Minha resposta: faço questão de pagar ingresso. E entrei.

ATRASO
O imbróglio na portaria do Tonicão fez-me perder a entrada de Atlético Assisense e Osvaldo Cruz ao campo do Tonicão. Igualmente, não registrei a posição das equipes e da arbitragem para a execução dos hinos Nacional e de Assis. Soube, porém, que dessa vez os jogadores do Falcão do Vale aguardaram a execução do hino de Assis para somente depois iniciar os cumprimentos aos adversários e à arbitragem.

PROFISSIONALISMO
Fui procurado, na arquibancada Geral, por uma simpática moça que responde como responsável pelo setor de comunicação do Atlético Assisense. A bola já rolava em campo e nos cumprimentamos rapidamente. Foi dela, assessora, a informação de que os jogadores foram orientados a aguardar a execução do hino de Assis para, então, iniciar os cumprimentos protocolares. Não tive tempo nem circunstância para perguntar, mas, imagino que seja da simpática assessora a autoria dos textos jornalísticos que têm divulgado as notícias do Falcão do Vale. Belos textos, por sinal.

CORREÇÃO
Na postagem "Rápidas", feita na sexta-feira anterior ao jogo de domingo, o Blog informou que nos quatro confrontos entre Atlético Assisense e Osvaldo Cruz na inesquecível temporada de 2004 o Falcão do Vale venceu todos. Erro de arquivo do blogueiro. Na realidade, foram 3 vitórias e um empate.

EQUÍVOCO
No intervalo de jogo um torcedor chegou até mim, cumprimentou e disse que admira meu trabalho. Pegou no braço de seu amigo e disse, apresentando-me: "Nelson Cilo, quatro Copas do Mundo. Sabe tudo de futebol". Obviamente, fui confundido com meu amigo Nelson, atual editor do jornal Voz da Terra e com quem trabalhei no Oeste Notícias, na década de 1990, ocasião em que cobria aos jogos do Paraguaçuense, na Série A-2. Cilo era editor de esportes do jornal de Presidente Prudente. E sabe, sim, tudo e mais um pouco de futebol, carregando no currículo o privilégio de ter, também, feito a cobertura diária do Corinthians para grupos de comunicação como Estadão e Gazeta Esportiva.

INUSITADO
O árbitro Danilo da Silva seguiu à risca a nova determinação disciplinar de punir com cartão amarelo jogador que reclama exageradamente de marcações. Logo a 5 minutos de bola rolando, no Tonicão, amarelou o goleiro Felipe, do Osvaldo Cruz, que, inconformado com a marcação de uma falta, lascou um "não foi nada, filho da put*". Curiosamente, o árbitro foi até ele e, ao levantar o cartão amarelo, justificou, gritando ainda mais alto: "hoje não". O hoje a que Danilo da Silva se referia era Dia das Mães. O setor de Geral, claro, caiu na gargalhada.

VERGONHA ALHEIA
O Atlético Assisense fez a promoção e as mulheres realmente compareceram ao Tonicão nessa manhã de domingo, Dia das Mães. Na primeira pancada de chuva o espaço abaixo da marquise das cabines de imprensa ficou pequeno para acomodar ao público que queria se proteger da chuva. Estádio sem cobertura, cidade sem prefeito que tenha competência para dar uma praça esportiva digna para a população. Fica vã toda e qualquer iniciativa que tente colocar torcida no Tonicão, pois em Assis assistir a jogos de futebol significa ou queimar a moleira no sol ou molhar a roupa debaixo de chuva. Os clubes fazem a sua parte, mas a Prefeitura fica devendo, como sempre.

ONIPRESENTE
Ao sair do Tonicão um flanelinha cobrou-me gorjeta pela 'guarda' do carro. Disse a ele que pagaria caso tivéssemos combinado quando cheguei, o que não ocorreu. E cobrei sua presença antes do jogo, no local. A resposta: "eu não estava, mas Deus olhava por mim". Tá certo.

JUSTIFICATIVA
O blogueiro está postando os bastidores do jogo Atlético Assisense 0x2 Osvaldo Cruz com atraso. Resultado da correria de Dia das Mães, pois a presença de pai-marido, em casa, com dona Rozana, teve de ser dividida com a visita filho-caçula com dona Luzia, em Chavantes. Domingão, pois, de café da manhã com esposa e filhos, que depois seguiram para a casa da avó-sogra, jogo no Tonicão e almoço, às 14h00, em Chavantes. E deixar para postar na semana é dividir essa tarefa com os afazeres profissionais, que não são poucos.

MAIS
Nas próximas horas o Blog postará a coluna "Personagens", com registro das imagens que fizeram o jogo Atlético Assisense 0x2 Osvaldo Cruz no gramado, nas arquibancadas e nos arredores do Tonicão.

À DISTÂNCIA
Leitor do Blog perguntou, domingo, no Tonicão, sobre a condição em que fica o nome dessa coluna, "Eu, da arquibancada", a partir da semana que vem, quando o blogueiro estará de volta à rotina docente em Campina Grande. Foi explicado que, nesse caso, a coluna volta a se chamar "Eu, da escuta", uma vez que o monitoramento do futebol da Segundona passa a ser feito via emissoras de rádio que cobrem o campeonato em Assis e outras cidades com clubes inscritos.

NOTA DEZ
Para a torcida de Assis, que mesmo com previsão e confirmação de chuva vai ao estádio para prestigiar o futebol local.

NOTA ZERO
Ao prefeito dos 15 mil votos, que passados três anos de mandato nada fez para mudar a estrutura básica do Tonicão, um estádio sem cobertura de arquibancadas, sem sistema de iluminação e liberado pela Federação Paulista de Futebol com restrições em todos os aspectos apresentados no laudo de inspeção.

                    IMAGEM DO JOGO                  
VOLTA POR CIMA - O Osvaldo Cruz voltou a Assis três semanas depois de sofrer sonora goleada para o Vocem (5x1). Naquela ocasião, tinha um banco de reservas com número limitado de atletas e ainda engrenava desde uma pré-temporada de apenas três semanas. Fez um primeiro tempo de igual para igual, mas acabou levando quatro gols na etapa complementar. Deixou, contudo, a boa impressão de um time que, ajustado, por dar trabalho nessa Primeira Fase da Segundona 2015. Quem experimentou desse 'fator surpresa' chamado Osvaldo Cruz foi o Atlético Assisense. O Falcão do Vale foi melhor em campo, teve inúmeras oportunidades de balançar as redes, porém caiu perante um sistema tático que, fechado, explorou com perfeição os contra-ataques. O resultado final de 2x0 praticamente anulou o tropeço da rodada anterior, em Osvaldo Cruz, em pleno estádio Breno Ribeiro do Val, para o Tanabi (2x1). Terminada a batalha do domingo de Dia das Mães os jogadores visitantes não saíram de campo enquanto, juntos, não agradeceram aos céus pela conquista que os recoloca na briga direta por uma das vagas no G-4 do Grupo 1. Jovens que, ainda ensaiando para se tornarem os homens do futebol brasileiro, têm a humildade de reconhecer que por trás de cada conquista há, sempre, as mãos de Deus.

Um comentário :

Ingrid Brasielle disse...

Parabéns Claudio Messias pelas postagens em seu blog, muitas pessoas criticam o Clube Atlético Assisense, mas se quer tem informações coerentes da real situação do clube.
Estamos sim sem patrocino, contamos apenas com o apoio da torcida e de alguns amigos, porém a vontade de ver o time representando nossa cidade no âmbito estadual e a nível nacional, vai além de qualquer palavra negativa que ouvimos.
Seus artigos Messias, fala muitas vezes o que está engasgado em nossa garganta, eles alimentam cada vez mais a nossa vontade de vencer, acompanhamos tudo, aprendemos com os erros e fazemos o melhor para concertá-los.
Agradeço em nome de toda diretoria, jogadores e torcida do clube Atlético Assisense pelo apoio que estamos tendo da sua parte.

Atenciosamente

Ingrid Silva
Assessora de imprensa