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domingo, 3 de maio de 2015

EU, DA ARQUIBANCADA - Atlético Assisense 2x1 José Bonifácio


COM TROCO
Havia troco para todo mundo nas bilheterias do Tonicão nesse domingo. O valor do ingresso também mudou: R$ 15 para quem comprava no estádio. Antecipadamente, esse valor era de R$ 10.

PARCEIRA
A cerveja comercializada no bar do Tonicão, setor das cabines de imprensa, era Malta. Sem álcool e sem constrangimentos. Até porque o refrigerante vendido em copos era Tropicola. Tudo assim, na mais perfeita harmonia e democracia, sem inferno astral ou ataques persecutórios.

APOIO
Dono da mais bela voz do rádio de Assis na atualidade, meu amigo e também historiador Márcio Ribeiro foi o locutor oficial do jogo no Tonicão. Comandou o sistema de som levado pela lenda viva do rádio chamada Tapera. A cada abertura do microfone para informações Márcio fazia do sistema de som uma rádio-de-estádio, com tradicionais abraços aos amigos. Pessoa extremamente do bem!

PAIXÃO
Quem não arreda o pé do Tonicão em jogos aos domingos é o também radialista Marcos Paiva. Pai de Matheus, cujo nascimento registrei na época de editor da hoje extinta Gazeta do Vale, Marcão orgulha-se do filho, que faz Jornalismo em Bauru. Com certeza, mais um competente jornalista para colaborar com essa Sucupira do Vale carente de novos talentos da comunicação.

SOLIDÁRIO
Reencontrei, enfim, José Luiz Garcia, hoje vereador pelo PT. Iniciamos amizade quando Zé era um comerciante de doces em ponto comercial no Mercadão. Eu e a hoje esposa, Rozana, éramos funcionários na loja Sertaneja Discos. Zé, pé quente, é bom de palpite: no intervalo de jogo prenunciou: Assisense vai fazer 2x1. Vocação profética desse vereador.

PRECIPITAÇÃO
Hoje ficou confirmado que não foi a árbitra Katiucia Lima a responsável pelo não respeito à execução do hino de Assis no jogo Atlético Assisense 2x0 Noroeste, duas semanas atrás. Os próprios jogadores do Falcão do Vale é que deixam a formação imediatamente após a execução do Hino Nacional. Alguém precisa avisá-los de que tanto no primeiro jogo quanto hoje, árbitros e adversários permaneceram postados em seus lugares, respeitando o hino local.

PRECIPITAÇÃO II
Nas arquibancadas do Tonicão, hoje, a torcida, ainda em pé para a execução do hino de Assis, gritou e tentou alertar aos jogadores sobre o fato de o hino da cidade, cuja execução é prevista em lei municipal, ainda estar tocando no sistema de som. Foi em vão.

DELAY
Impraticável assistir ao jogo, no Tonicão, e ouvir a transmissão da Cultura AM pela internet, via telefone celular ou demais mídias móveis. O lance visto in loco por quem estava no estádio ia ao ar na competente transmissão da emissora da família Camargo com média de 30 a 40 segundos de atraso. A culpa, claro, não é da equipe esportiva, nem da emissora, mas, sim, um fenômeno técnico que a Tecnologia da Informação ainda carece de solucionar.

FIM ANALÓGICO
Busquei, nas lentes da câmera fotográfica, um torcedor que tivesse ido ao Tonicão portando rádio de pilha, único recurso técnico para ouvir a transmissão da Cultura AM em tempo real. Não encontrei.

APROVADO
As transmissões da Cultura AM, independente dos obstáculos técnicos, são muito boas e precisas. Visões táticas certeiras nos comentários, locução profissional e reportagens de campo que fazem jus ao retrospecto de emissora AM mais tradicional na cobertura do futebol profissional de Assis.

VIROU MODA
A torcida do Atlético Assisense é pequena se comparada à rival, isso todos reconhecem. Mas, a criatividade é marca registrada desse grupo que não deixa o Falcão do Vale com arquibancadas vazias. Hoje, a cada vez que o goleiro Silvano, do José Bonifácio, soltava a bola em jogo, ecoava um grito de "*icha". Trata-se, na realidade, de uma adaptação ao que a torcida do Corinthians já trouxe adaptado da torcida mexicana do Cruz Azul, que solta um palavrão, em espanhol, quando o goleiro adversário solta a bola. Aqui, no Brasil, a torcida do Corinthians solta esse grito, de "*icha", quando de confronto com o São Paulo, em perseguição ao goleiro Rogério Ceni. Nas finais do Paulistão a torcida do Palmeiras imitou a rival e, no primeiro jogo, domingo passado, fez igual 'homenagem' ao goleiro do Santos.

PUXÃO DE ORELHAS
Após o gol do José Bonifácio, logo a 10 minutos do primeiro tempo, a torcida organizada Força Jovem, do Atlético Assisense, ensaiou alguns gritos de apoio ao Falcão do Vale, mas logo ficou mais assistindo do que incentivando ao time. Torcedores, digamos, mais antigos provocaram, cobrando: "vamos gritar aí, rapaziada. Vocês não são jovens?". Motivo, claro, de muitos risos, pois equilíbrio emocional é uma característica marcante entre aqueles que apoiam ao Atlético Assisense e frequentam as arquibancadas.

RAZOÁVEL
Os mais obcecados por lotação de estádio, que confundem preenchimento de arquibancada com qualidade dentro de campo, quebram a cara quando o assunto é comparar jogos no Tonicão e jogos realizados fora. Se hoje havia 342 pagantes para ver a vitória do Atlético Assisense, ontem, em Bauru, cidade com mais de meio milhão de habitantes, somente 352 torcedores pagaram ingresso para ver o Noroeste perder para o Vocem. E olha que lá o prefeito não vai ao estádio em jogos do Norusca, mas há arquibancada coberta, sistema de iluminação, enfim, conforto a quem paga ingresso. é fato: por pior que seja o estádio da Segundona fora de Assis, com certeza ele será melhor que o eternamente inacabado Tonicão.

MISTÉRIOS
Na divulgação de público e renda, hoje, um fator chamou atenção e virou tema na boca maldita da Geral. É que a arrecadação com os 342 ingressos vendidos foi de R$ 1.994,15. O instigante está exatamente nos 15 centavos que fecham a conta. Ora, se o bilhete é vendido a R$ 15 e a meia a R$ 7,50, onde entram, aí, os cálculos que permitem 15 centavos? Mais motivos, claro, para risos e sorrisos no agradável clima que reinou nas arquibancadas.

CONTAS
De novo as minhas anotações de falta não coincidem ou se aproximam das registradas em súmula pela arbitragem. O Atlético Assisense, na minha planilha, cometeu 18 faltas, sendo 6 no primeiro tempo e 12 no segundo. Na súmula o Falcão do Vale cometeu 13 faltas no total. Já o José Bonifácio, no meu controle, cometeu as mesmas 18 faltas, sendo 7 no primeiro tempo e 11 no segundo. Para a arbitragem foram 17 faltas dos visitantes. Para a Federação, 30 faltas no jogo. Para mim, 36 faltas no total.

NÚMEROS
Alguns fatores mostram o por quê de o Atlético Assisense ter merecido a vitória no jogo de hoje no Tonicão. O Falcão do Vale teve 4 escanteios, contra apenas um do adversário. Foram 8 finalizações do time da casa, ante 5 dos visitantes. No fundamento cruzamentos na área o Atlético Assisense colocou a bola, aérea, na defesa do José Bonifácio 7 vezes. A bola sobrevoou a defesa da casa três vezes.

TRADIÇÃO
Cicinho da Mota, ex-presidente do Vocem, repetiu o que faz há mais de duas décadas. Acompanhado de cinegrafista, registrou os bastidores do jogo Atlético Assisense 2x1 José Bonifácio para o programa InFoco. Amigos de jornada que somos há longa data, demos forte abraço. E, juntos, compartilhamos de igual não compreensão sobre interpretações isoladas e desequilibradas dadas a entrevista que cedi a ele, Cicinho, domingo passado. Conclusão coletiva comum no Tonicão hoje: tão grave quanto não saber ler e entender é assistir e não saber interpretar o que se está vendo e ouvindo. Coisas de um Brasil que precisa, urgentemente, fazer prática de seu lema de Pátria Educadora.

SOLIDARIEDADE
Foram muitas as manifestações de apoio feitas pessoalmente, hoje, sobre o lamentável episódio que, ocorrido exatamente uma semana atrás, envolveu diretamente o Blog e o blogueiro. E a pergunta prevalente era uma só: afinal, discordou-se de quê? A cada vez que isso era colocado em conversa o blogueiro tomava a iniciativa de mudar o rumo da conversa, pois se tem uma coisa que não vale a pena é tentar entender o que se passa na cabeça de pessoas desequilibradas. E ali, hoje, havia predomínio de pessoas equilibradas e de convivência extremamente harmoniosa.

SECANDO A TERRA
Pessoas que torcem pelo futebol de Assis, em detrimento de camisa, frequentam arquibancadas de estádio, palco, via de regra, de palavrões e insultos contra equipes adversárias e arbitragens. São pessoas que estavam domingo passado no Tonicão e lá se encontravam, hoje, novamente. Pagam ingressos, ajudam os clubes e nem de longe torcem para que uma ou outra equipe da cidade tropece ou não avance no campeonato. Pessoas acostumadas a ouvir e a ver de tudo em se tratando de repertório de palavrões, mas que reconheceram ter ficado boquiabertas com o nível das ofensas feitas ao Blog e ao blogueiro uma semana atrás, nas mídias sociais. Empresários, professores universitários, sindicalistas, comerciantes, trabalhadores comuns, enfim, cidadãos que, uníssonos, distinguem de que lado está a ignorância.

TERRA SECA
Solidários, esses torcedores mostraram-se tranquilizados quando souberam que todas as ofensas, feitas nas plataformas do Facebook e do aplicativo de celular Whatsapp, foram resgatadas e já estão servindo de objeto para construção da ação formal que tratará do caso. Pessoas de bem, esses torcedores imaginavam que o fato de as postagens terem sido deletadas pelo autor inviabilizaria as providências que, todos concordam, precisam ser tomadas. O Google, cuja plataforma abarca o Blog e seus conteúdos, é excelente nesse aspecto de vasculhar o que é postado na rede mundial de computadores. Trabalhar com informação, postagem, é, pois, uma responsabilidade. Para poucos.

VERGONHA ALHEIA
Desde quarta-feira o Blog e o blogueiro têm recebido, via eletrônica, manifestações de repúdio às ofensas feitas uma semana atrás. De médicos e profissionais da comunicação a professores e até lideranças políticas, de Assis ou outras cidades, de dentro ou de fora do país, todos repudiam o que foi escrito e, não tem jeito, não separam autor e obra. Duas partes, pois, direta e indiretamente relacionadas. De minha parte, o que lamento é que vejo essas pessoas, a maioria formada por amigos, tirarem a mesma conclusão de que nada muda do outro lado, principalmente na obra, pois o autor quem conhece, define. E os esforços de construção de uma imagem positiva vão pelo mesmo ralo de onde saiu o nível das ofensas.

NOTA 10
Para a diretoria e a comissão técnica do Atlético Assisense, que com dificuldades conhecidas e visíveis, desenvolve trabalho que coloca Assis como, definitivamente, uma das forças do futebol da Segunda Divisão, competição cujo formato será totalmente reformulado a partir de 2016. O Falcão do Vale disputa o torneio, de forma ininterrupta, há mais de 13 anos e por duas temporadas quase garantiu o acesso à Série A-3.

NOTA ZERO
Não houve pauta que justificasse, hoje, esse status.

                    IMAGEM DO JOGO                    
DOR - Ainda na primeira etapa o técnico Carlos Alberto Seixas teve a primeira baixa no elenco. Aparentemente sozinho, em lance isolado, o zagueiro Magno machucou o tornozelo e teve de ser substituído por Pedro Henrique. Isso, aos 24 minutos iniciais. Lesionado, Magno permaneceu sentado atrás do banco de reservas do Atlético Assisense durante a segunda metade restante do primeiro tempo, até que fosse providenciada uma ambulância extra e o conduzisse ao hospital. A suspeita, então, passou a ser de fratura, gerando preocupação. Sob tratamento do massagista Mário Pereira, Magno suportou a dor para que não fosse utilizada a ambulância de plantão utilizada no estádio, o que implicaria em paralisação do jogo até que outra unidade fosse providenciada.


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