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domingo, 24 de maio de 2015

EU, DA ESCUTA - A rodada em que o filho chora e a mãe não ouve

COMO ASSIM?
As rádios Difusora 1160 AM, de Fernandópolis, e a 87,9FM, de Bauru, tiveram algo em comum na análise da atual composição do Grupo 1: ambas questionaram o fôlego do Vocem nesse início da Segundona 2015. O favoritismo, na retórica das emissoras, é do Grêmio Prudente, que iguala a campanha do Esquadrão da Fé mas perde nos critérios de desempate. Nos prognósticos de Bauru e Fernandópolis, cinco equipes brigam, com chances reais, pelas 4 vagas na Segunda Fase: Vocem, Grêmio Prudente, América, Noroeste e Fernandópolis. O resto é resto.

MENOS!
As análises em torno do Fernandópolis são no mínimo utópicas. O clube, que teve a capacidade de levar o técnico Venâncio em 2014, vem de uma irregularidade lamentável. Tem, reconheço, política de quem pode chegar, um dia, à Série A-3. Mas, pensa como time de Segundona e age como tal. Ao ponto de colocar a culpa do empate desse sábado frente ao Tanabi na arbitragem, e não nas falhas táticas que desde o início da temporada assolam o Fefecê. Clube que leva 300 pagantes a jogo como mandante tem, primeiro, que respeitar o trabalho de quem, com futebol, leva a massa às arquibancadas. Quem quer ser sério divulga, no ato, público e renda.

BARRIGA
Foram inúmeras as postagens e até mesmo as reportagens que dominaram redes e mídias sociais nesse sábado atribuindo a Müller, aquele, o gol contra que quase deu a vitória ao Tanabi sobre o mediano Fernandópolis. O autor do gol de abertura do placar no estádio Cláudio Rodante foi, na realidade, o zagueiro Miller Luan Barbosa Franco. Müller, de 49 anos, ficou apenas três rodadas em Fernandópolis (atuou somente em um jogo, na estreia, ocasião em que fez o gol de honra na derrota para o Grêmio Prudente), suficientes para concluir que fôlego, mesmo, ele só tem para ficar à beira do gramado. Sim, ele deixou o Fefecê para assumir a condição de técnico no futebol catarinense. Não sai, porém, da Segundona, pois comandará o Blumenau na Segunda Divisão do campeonato de Santa Catarina. Müller retorna como técnico àquele estado, onde já comandou o Imbituba. Outras experiências de treinador, dele, ficaram em Sinop, em Mato Grosso, e Grêmio Maringá, no Paraná.

REPARO
A qualidade da transmissão da rádio Fema FM melhorou significativamente no jogo América 1x3 Vocem, nessa manhã de domingo. Falta, ainda, ajuste entre a equipe que trabalha no estádio e a equipe que atua no plantão esportivo, em estúdio. Situação relacionada ao retorno, passível de ajuste definitivo para o jogo do próximo sábado, no Tonicão, no esperado confronto de líderes  Vocem x Grêmio Prudente. 

REPARO II
De novo, o resultado parcial do outro jogo, realizado em Assis, foi informado pela reportagem de campo, no Teixeirão. Ítalo Luiz foi quem alertou sobre a abertura do placar, pelo Grêmio Prudente, no Tonicão. E quando o plantão entrou para confirmar o resultado foi equivocadamente informado o segundo gol do time prudentino, na realidade resultado de lance em que a rede balançou mas a jogada foi anulada por impedimento no ataque do time visitante.

REDE
A rádio Cultura AM fez, novamente, boa transmissão do confronto no Tonicão. Destaque para a parceria com a rádio Globo AM 1380, de Presidente Prudente, que retransmitiu o sinal da co-irmã de Assis. Excelente o trabalho na locução de Cadu, reportagens de Francisco Luiz e comentários precisos e equilibrados de Victorino Neto. Os problemas técnicos das primeiras rodadas foram, aparentemente, solucionados, tornando a transmissão 'limpa'.

Emocionante ouvir o reencontro entre Augusto César e Júlio Cézar Garcia na cabine de imprensa do estádio Teixeirão, após o jogo. Júlio Garcia, o melhor jornalista da história de Assis, está em Rio Preto desde 1997, ocasião e que deixou o jornal Oeste Notícias, de Prudente. E, nesse meio tempo, passou alguns anos em Brasília, além de viajar o mundo como correspondente para publicações da grande imprensa de São Paulo.

REALIDADE
A equipe esportiva da Sinal 2 FM, de José Bonifácio, lamentou o empate de 2x2 entre o time da casa e o Osvaldo Cruz, nesse domingo. Acreditava que com um resultado positivo pudessem ser levados, no próximo jogo, no estádio Antônio Pereira Braga, ao menos 400 torcedores pagantes, contra o Noroeste, domingo que vem.

GANDULA BOCUDO
A tarde de sábado não foi nada agradável para o ECUS, de Suzano. Além de perder para o São Bernardo (0x2), em casa, no estádio Francisco Marques Figueira, ainda foi parar na súmula do árbitro Hércules Ribeiro Paulino. Um gandula, aos 30 minutos do segundo tempo, dirigiu-se ao assistente número 1, João Edílson de Andrade, e proferiu a seguinte ofensa: "você está de sacanagem, vai se foder". Foi expulso. Punição pela frente para o União Suzano, no TJD.

IDEIA DE JERICO
Aos poucos os clubes vão pagando o preço de um Regulamento sem sentido inventado pela Federação Paulista de Futebol. Hoje, no empate de 2x2 com o Olé Brasil, no tradicional estádio Palma Travassos, em Ribeirão Preto, o Amparo atuou com somente 16 atletas à disposição do técnico Rubens Vanderlei Cardoso, que não; não é cantor. O treinador que tem nome de cantor fez as três substituições na linha, dentro de 4 opções que tinha no banco. E ainda assim segurou empate jogando na casa do time que tem como proprietário J. Ávila.

IDEIA DE JERICO II
Pior situação era a do América, que recebeu o Vocem e tomou de 3 a 1. O clube de Rio Preto listou 14 atletas para o confronto, ou seja, tinha um goleiro e dois jogadores de linha como opção ou, então, três jogadores de linha. Pelas substituições feitas, não havia goleiro reserva à disposição do técnico Carlos Donizete Pereira.

DIRIGENTE BOCUDO
Tem auxiliar técnico que colabora com o treinador e o clube ficando em casa do que indo ao banco de reservas. Não bastasse a campanha irregular nesse início de temporada, o José Bonifácio ainda foi parar na súmula do árbitro Jorge Torres. Tudo porque o auxiliar técnico Jorge Washington da Silva Lima inventou de se dirigir ao jogador Luan, do Osvaldo Cruz, e dizer a seguinte delicadeza: "vai se f*der rapaz; aqui você não fala nada, vai tomar no seu c* seu merda". Foi expulso, hoje pela manhã, e estará na pauta do TJD.

TODO MUNDO BOCUDO
Quem também foi parar na súmula do árbitro foi o jogador Igor, do Vocem. Expulso aos 32 minutos do primeiro tempo, ele estava no banco de reservas quando, reclamando de marcação do árbitro Daniel Destro do Carmo, proferiu o seguinte enunciado, que consta em súmula: "marca a falta, c*ralho, vai pra put* que pariu". Suspensão e multa à vista no TJD.

TODO MUNDO BOCUDO II
Além do jogo o América ainda perdeu, antes do término dos 90 minutos de bola rolando, massagista e técnico. Banco de reservas quase vazio, portanto, quando da confirmação da vitória do Vocem. Consta em súmula do árbitro Daniel Destro do Carmo, cuja atuação foi classificada como péssima pela equipe da rádio Fema FM, que aos 34 minutos do segundo tempo o massagista do time mandante, Paulo César Lopes, reclamou da arbitragem à beira do gramado, vindo de advertência anterior pelo mesmo motivo. Aos 45 minutos finais foi a vez de o técnico ameriquense Carlos Donizete Pereira, pelo mesmo motivo, ser retirado do banco de reservas.

FÔLEGO
A maior goleada da rodada foi registrada pelo Olímpia, que recebeu o Lemense no estádio Maria Tereza Breda e aplicou 5x0 nessa manhã de domingo. Foi o único dos 15 jogos em que o árbitro, no caso, Givaldo Alves dos Santos, autorizou parada de 2 minutos no primeiro e no segundo tempos para hidratação dos atletas. Ao menos, é o único caso registrado em súmula.

PANCADARIA
O jogo Diadema 0x2 Suzano, realizado no estádio Giglio Portugal Pichinin, em São Bernardo do Campo, foi o mais violento da rodada e um dos mais faltosos da temporada. Ao todo, os dois times cometeram 51 faltas, distribuídas por 23 infrações para o Diadema e 28 para o visitante Suzano. A bola, claro, também rolou em tempo menor: 57 minutos, sendo 29 no primeiro tempo e 28 na etapa complementar. Nove cartões amarelos distribuídos, sendo 4 para Diadema e 5 para Suzano. E uma expulsão, pelo lado do Diadema.

PÂNICO NA BAIXADA
A Portuguesa Santista não perdeu só o embalo no campeonato, mas, também, a razão. O clube da Baixada tomou 3x1 da Mauaense nessa manhã de domingo, em pleno estádio Eurico Mursi, em Santos, e deixou repleta a súmula do árbitro Gilmar Pedroso Rocha, que foi auxiliado por duas mulheres: Márcia Bezerra Caetano e Tatiane dos Santos Camargo.

PÂNICO NA BAIXADA II
Logo aos 23 minutos, quando o Mauaense fez o segundo gol com Caio, um líquido foi arremessado sobre o banco de reservas da Mauaense. O árbitro também registrou o arremesso de um isqueiro no gramado, ambos por parte da torcida da Portuguesa.

PÂNICO NA BAIXADA III
A exaltação da torcida da Lusa da Baixada só aumentou e, no intervalo do jogo, para agravar a situação do clube, uma pessoa identificada como treinador de goleiros do time da casa, se dirigiu à arbitragem para contestar a anulação de um gol e a marcação de uma penalidade contra. Ficou registrado o enunciado: "Tá mal intencionado, seus porr*s, c*ralho, cacete".

PÂNICO NA BAIXADA IV
Considerando baixo o efetivo policial instalado no estádio Eurico Mursi, o árbitro Gilmar Rocha atrasou em 22 minutos o reinício da partida, no segundo tempo. No relato do árbitro, ele, suas auxiliares e o quarto árbitro Samuel Aguilar de Lima ficaram acuados, dentro dos vestiários, durante o intervalo, ouvindo torcedores da Portuguesa Santista baterem à porta com ameaças. A mesma violência teria sido praticada contra os vestiários do visitante Mauaense.

PÂNICO NA BAIXADA V
No intervalo o jogo estava 3x0 para o Mauaense e havia somente 3 policiais trabalhando no estádio. O árbitro Gilmar Rocha só autorizou o reinício da partida com a chegada de 13 novos policiais, sob o comando de uma mulher, a tenente Manuela Cristina de Souza, da 5.a Companhia de Santos.

PÂNICO NA BAIXADA VI
A árbitra assistente Tatiane Santos Camargo também fez registro em súmula. Segundo ela, no intervalo o preparador de goleiros da Portuguesa invadiu o campo, seguiu em sua direção e proferiu as seguintes palavras: "você errou o impedimento, porr*, c*ralho, cacete, você está de sacanagem".

TÊNUE
Ao menos dentro de campo os jogadores da Portuguesa perderam dignamente. Nenhum deles foi expulso e o saldo geral da partida foi de número normal de faltas, sendo 12 pela Lusinha e 22 pelo Mauaense, total de 34.

BATEDOR
A fama do Tanabi de time batedor, nessa temporada, é confirmada pelas estatísticas da Federação Paulista de Futebol. Agremiação mais faltosa do Grupo 1, havia cometido 108 infrações até o início da sexta rodada. Ontem, em Fernandópolis, o Tanabi cometeu 22 faltas, exatamente o dobro do mandante Fefecê, e chegou às 130 faltas no torneio. É recordista, também, em cartões amarelos: 24 em 7 jogos e uma expulsão. Só ontem foram 6 amarelos, ante 2 do Fernandópolis.

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