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quarta-feira, 24 de junho de 2015

EU, DA ESCUTA - A rodada que separou homens de meninos


BOBO DA CORTE
Amigos de imprensa de mais de uma cidade da região de Assis mantiveram contato para lamentar que o bobo da corte tenha extravasado a ignorância e respingado veneno até em conhecidos, e não amigos. Sabedores, claro, de separar conhecido de colega e colega, de amigo. E enviaram, ao blogueiro, a incitação, via mídias sociais, daquela que é a mais surpreendente e baixa manifestação de ignorância já vista no universo do futebol de Assis. E sabem, agora, o fundamento da minha definição de Assis como a Sucupira do Vale, presente em minhas crônicas desde os anos 1990.

BOBO DA CORTE II
A condição ridícula desse bobo da corte, que é aquele que faz graça para agradar a realeza, resume-se ao fato de os colegas de imprensa acionados conceberem, pela atuação na comunicação, o conceito básico de liberdade de expressão. Bobo da corte, além de cada vez mais isolado e não agradando nem à realeza, que não o reconhece como parte do reinado, ainda vive nos tempos da ditadura e, pior, quando pensa que está abafando, na realidade aumenta sua imagem de pouca ou nenhuma credibilidade.

CORRERIA
Às vésperas de uma greve que, aparentemente, será duradoura, praticamente tripliquei, nos últimos dias, minha dedicação às atividades de ensino, pesquisa e extensão cá, na universidade, em Campina Grande. E, assim, ficou reduzido, mesmo no final de semana, meu tempo de hobby para monitorar o andamento da Segundona e, assim, atualizar as postagens no Blog. Os dados estão coletados. Faltam, apenas, minutos preciosos para debruçar e, assim, continuar com o Ranking das Bilheterias, que tem a Inter de Bebedouro como destaque, e a Classificação Geral, que a cada rodada separa os clubes que estão dentro e fora do G-12. E, também, o desfecho do jogo Olímpia x Palmeirinha, disputado nessa quarta-feira.

OLHO VIVO
Em entrevista à imprensa de Bauru, sábado, antes do início do jogo contra o Atlético Assisense, o técnico João Martins, quando questionado sobre o que mudava, em seu time, no comparativo com a derrota, em Assis, por 2x0, no primeiro turno, disse que muita coisa havia mudado.A começar pelo fato de somente 4 jogadores daquele elenco continuarem na equipe.

OLHO VIVO II
Comparando as súmulas dos dois jogos vejo que o Noroeste daqueles 2x0, em 19 de abril, tem, na realidade, 5 jogadores que constam, em comum, no elenco levado a Assis e na lista formal do último sábado: o quarto zagueiro Igor, o volante Filipe, o zagueiro Rafael, os meias Thiago e Leonardo. Não aparece, hoje, o nome de Rafael Silva, provavelmente dispensado até 9 de junho, prazo regulamentar para todas as equipes registrarem, no máximo, 28 atletas para a disputa da Primeira Fase. 

OLHO VIVO III
Algo nessa conta do Noroeste, portanto, não bate. Há, hoje, 28 atletas profissionais inscritos pelo clube de Bauru na Segundona. E não aparece a dispensa feita de jogador que, inclusive, estava listado na abertura do torneio.

UMA FESTA
As falhas individuais dos goleiros de Noroeste e Assisense, sábado, renderam uma observação bem humorada da reportagem de campo da rádio Auriverde AM, de Bauru. "A festa é junina, mas os goleiros estão fazendo uma verdadeira festa natalina para os adversários, tamanho o número de presentes". Na análise dos cronistas houve falhas em três dos cinco gols da partida, que terminou com placar de 3x2 para o time da casa.

RIVALIDADE
Se as torcidas de Atlético Assisense e Vocem começam a construir uma rivalidade que pode futuramente revelar-se histórica, o exemplo que vem de Bauru pode servir de parâmetro sobre o rigor com que um clube se relaciona com outro. E no caso do Noroeste a rivalidade nem é situada na própria cidade. O MAC, de Marília, é o motivo principal da rivalidade.

RIVALIDADE II
Segundo a equipe de esportes da rádio Auriverde, o setor de cadeiras do estádio Alfredo de Castilho pode passar por reforma ainda em 2015. A intenção é retirar os assentos de cor azul e substituí-los pela cor vermelho, do Noroeste. Azul celeste, é bom ressaltar, é a cor predominante do Marília Atlético Clube, que em 2015 amargou o rebaixamento da Série A-1 para a A-2, mas vê o Noroeste no fundo do poço do futebol paulista chamado Segunda Divisão.

FUNDO DO POÇO
Na noite do mesmo sábado as notícias que vieram do estádio Benedito Teixeira, o Teixeirão, em São José do Rio Preto, através dos microfones da rádio Interativa FM, mostravam a caótica situação do América, que não saiu do 0x0 com o Tanabi na tela da Rede Vida de Televisão. Um total de 130 ações trabalhistas pendentes, R$ 30 milhões em dívidas e o leilão do estádio Teixeirão, palco, inclusive, de jogo da Seleção Brasileira frente à Bolívia, na década de 1990, em sua reinauguração.

OTIMISMO
Nos microfones das rádios de Presidente Prudente e Fernandópolis a diretoria do Fefecê confirmou a contratação de Abuda, ex-Corinthians. O atacante, porém, depende de classificação do Fernandópolis para a Segunda Fase para poder, aí sim, entrar em campo, uma vez que o prazo para inscrição de reforços esgotou-se em 9 de junho. O Fefecê foi ao Prudentão e segurou empate sem gols contra o líder do Grupo 1, sábado. Com 13 pontos, está a 3 pontos do G-4. Nesse ano, o clube já contratou o veterano Müller, que chegou a atuar contra o próprio Grêmio Prudente, no primeiro turno, mas dias depois abandonou o barco e foi ser técnico na segunda divisão do futebol catarinense.

ATRASO
Alguns jornalistas assisenses não sabiam, no final de semana passado, que o jogo Atlético Assisense x Bandeirante havia sido antecipado de domingo para sábado que vem, às 15h00, no estádio Tonicão. Detalhe é que essa alteração consta no site da Federação Paulista de Futebol desde as 11h23 de 1 de abril passado, antes mesmo do início do campeonato da Segundona 2015. Ajuste de calendário feito para que jogos dos torneios sub-11 e sub-13 aconteçam no domingo, no mesmo Tonicão. Ordem da Federação Paulista de Futebol. Manda quem pode, obedece quem tem juízo, fica informado quem não vive no mundo da lua.

ARROGÂNCIA
Não é só em Assis que prevalece a ditadura (ou tentativa de controle dos conteúdos e da informação) nos bastidores dos clubes de futebol tidos como profissionais. Em Olímpia, a atuação dos amigos de jornalismo esportivo também não está nada fácil. Depois do jogo contra o Amparo, na nona rodada, a equipe de esportes da rádio Espaço Livre 720 AM criticou a atuação daquele que vem sendo um dos melhores clubes da Segundona em 2015. Resultado: a diretoria do Olímpia determina que os atletas não concedam mais entrevistas à reportagem de campo da rádio Espaço Livre AM, de Olímpia. Depois, quando nenhuma emissora ou profissional aceita sacrificar seu precioso tempo de finais de semana para cobrir o futebol, a imprensa é classificada como injusta e autora de abandono ao esporte. Pasmem.

MUITO É POUCO
O Desportivo Brasil, que pertenceu a J. Hávilla, tem um centro formador de atletas em Porto Feliz, no interior de São Paulo. Mas, no jogo de abertura do returno da Primeira Fase da Segundona 2015, levou somente 15 atletas para o confronto com o Lemense, sofrendo a sonora goleada de 6x0. O técnico Osvaldo Pereira colocou os três jogadores de linha que tinha como opções no banco de reservas. Detalhe: o Desportivo Brasil tem um dos maiores elencos profissionais da Segundona 2015, totalizando 40 jogadores profissionais inscritos, nenhum deles com idade acima de 23 anos. O time é o penúltimo colocado no Grupo 2, com 5 pontos, e pode ser ultrapassado pelo Palmeirinha, agora à tarde, no jogo que fecha a décima rodada, contra o Olímpia.

MUITO É POUCO II
O Guarulhos foi a Suzano e arrancou empate de 1x1 com o time da casa. Guarulhos com 14 jogadores listados, ou seja, 11 titulares e somente três reservas. O técnico Nelson Kerchner fez duas substituições das 3 que poderia. Todas elas na linha, pois a terceira opção do banco de reservas era goleiro. Circunstâncias proporcionadas pelo vergonhoso Regulamento do Campeonato Paulista.

MUITO É POUCO III
Também o Olé Brasil levou somente 3 reservas para o empate em 1x1 com o Elosport, em Capão Bonito. Naquele caso, porém, o técnico Ivair dos Santos fez somente uma substituição no jogo, mesmo tendo um atleta expulso aos 15 minutos finais.

BRAVA GENTE
Demorou, mas apareceu uma das circunstâncias comuns, na Segundona, em que clubes mandantes praticam assédio moral para cima da arbitragem. Sábado, no estádio José Ferez, em Taboão da Serra, o mandante Taboão protagonizou a lamentável cena de acuar o quarteto de arbitragem comandado por Luciano Rodrigues Zacharias.

BRAVA GENTE II
O Jabaquara venceu o mandante Taboão por 2x1. Aos 30 minutos do segundo tempo o jogador Renan foi expulso no banco de reservas mandante, por ter, segundo está na súmula, feito a seguinte afirmação em prosa moderna: "seu filho da put*, ladrão safado, não estava impedido". Acerto em vista no TJD.

BRAVA GENTE III
A súmula de Luciano Rodrigues Zacharias agravou a situação do Taboão da Serra com relatos do pós-jogo. De acordo com o árbitro, após a partida dirigentes do clube mandante partiram em direção aos árbitros, tentando agredi-los com socos e pontapés. Mesmo contidos pelo policiamento esses dirigentes teriam dito: " seu safado, ladrão, quanto você ganhou, tá tudo arrumado. Hoje vocês não sairão daqui vivos. Vão apanhar." De acordo com o árbitro principal, socos e pontapés chegaram a atingi-los e a entrada nos vestiário só foi possível mediante intervenção da Polícia Militar, que enviou reforço para o estádio. Não há, porém, registro sobre denúncia das circunstâncias em boletim de ocorrência policial, como desdobramento criminal pelas agressões alegadas.

    NA PAZ    
O jogo Mathiqueira 6x1 ECUS foi um dos mais tranquilos do ano na Segundona. Foram registradas somente 20 faltas, sendo 11 do time visitante, de Suzano. Cinco cartões amarelos, dos quais 4 foram para o ECUS.

FUTEBOL DE FATO
O empate Grêmio Prudente 0x0 Fernandópolis foi, até agora, o jogo em que a bola rolou por mais tempo nessa Primeira Fase. Ao todo, segundo controle do árbitro Filipe Buglia Cordeiro, a bola rolou durante 65 minutos e 21 segundos. Partida com 28 faltas, 15 delas cometidas pelo Fernandópolis.

RESERVA BOCUDO
O Bandeirante conseguiu, em Birigui, importante vitória sobre o Osvaldo Cruz, esboçando reação milagrosa. Mas, o jogador Dodô, da casa, não foi bom anfitrião. Aos 49 minutos finais, ocasião em que o placar já estava definido em 3x1, o jogador reserva dirigiu-se, segundo a súmula, ao banco do Osvaldo Cruz e disse: "chupa, chupa, vai tomar no c*". Na volta, ainda chutou a placa de publicidade atrás do próprio gol. O árbitro Rafael de Araújo Pereira foi chamado e aplicou cartão vermelho direto, que dá igualmente direto o caminho para punição no TJD, agravado pelas palavras proferidas após a expulsão: " vocês são uns filhos da put*, vão se fod*r, eu não fiz nada".

RESERVA BOCUDO II
Após o jogo a comissão técnica do Bandeirante dialogou com a arbitragem, justificando que Dodô, durante o jogo, teria sido chamado de 'macaco' por atletas do Osvaldo Cruz. Rafael Pereira, contudo, descreveu na súmula não ter relato formal desse tipo de agressão verbal, principalmente da parte do quarto árbitro Davi Alexander Costa.

   TITULAR BOCUDO   
Logo após a confusão envolvendo a expulsão de Dodô, o jogador Luciano Gigante, do Bandeirante, também recebeu cartão vermelho. Na súmula consta o 'educado' enunciado: " você é um merd*, vai tomar no seu c*, você não apita nada, vieram aqui pra prejudicar a gente". E ainda teve mais. Depois da expulsão, Luciano Gigante ainda lascou: "nunca vi esses paus no c*, apitar em lugar nenhum, não merecem nem água no vestiário". O detalhe é que o Bandeirante venceu o jogo. E, daí, fica a pergunta: e se tivesse perdido?

RECORDAR É VIVER
Já houve polêmica envolvendo o confronto Osvaldo Cruz x Bandeirante, no primeiro turno. Naquela ocasião, um dirigente do Bandeirante foi parar na delegacia, acusando a arbitragem de racismo. Na hora H, porém, na frente do delegado, o boletim de ocorrência não foi registrado, mas o caso foi parar no TJD, com punição disciplinar.

SEM VIOLÊNCIA
O jogo São Carlos 2x0 Amparo registrou somente um cartão amarelo, e nenhuma expulsão. Jogo de 22 faltas, sendo 13 cometidas pelo Amparo. E foi a equipe visitante, também, que teve a única punição com cartão amarelo: Júnior, aos 23 minutos finais.

TERRA SEM DONO
O estádio Eurico Mursa, em Santos, continua sendo palco de episódios lamentáveis. Agora, pelo número de expulsões no confronto Portuguesa Santista 0x1 Diadema. Os mandantes perderam 3 jogadores por cartão vermelho, ante uma expulsão de atleta do Diadema. Uma das expulsões foi informada pela árbitra assistente Renata Ruel Xavier de Brito, que flagrou pisão de Guilherme, da Portuguesa, sobre a barriga de Vitor, do Diadema.

ESSA FEDERAÇÃO...
No jogo de desfecho da décima rodada, em Olímpia, um fato curioso. O árbitro escalado, Leandro Rodrigo Finotello, de 36 anos, fez sua estreia em jogo profissional. Até aí, tudo bem. Nada bem é saber que Leandro é nascido em Olímpia e, pasmem, foi jogador do próprio Olímpia, vencedor do jogo contra o Palmeirinha nessa tarde de Dia de São João. O árbitro confirmou essas informações à equipe de esportes da rádio Espaço Livre 720 AM, de Olímpia.

  NOTA  DEZ   
Para o público da Segundona, que esboça reação e volta a comparecer aos estádios que são sede de jogos. Com o boletim financeiro do jogo Olímpia 1x0 Palmeirinha deve ser confirmado público superior a 1 mil pagantes no estádio Maria Thereza Breda, em Olímpia, somando no possível recorde de rodada nesse certame.

NOTA ZERO
Para a Federação Paulista de Futebol, que fez testes demais no Campeonato Paulista de 2015 e os resultados não correspondem, na prática, ao que foi anunciado.

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