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segunda-feira, 28 de abril de 2014

EU, DA ARQUIBANCADA - Assisense 0x2 Bandeirante


COME QUIETO
A diretoria do Atlético Assisense colocou 574 pagantes no estádio Tonicão nesse domingo. O crescimento de público é superior a 35% em relação ao primeiro jogo. O valor do ingresso de R$ 10 fez gerar uma receita de R$ 4.685,00, que em valores brutos auxiliaria na cobertura de quase 1/3  da folha de pagamento do time. Com gestão enxuta, a ordem no Falcão do Vale é dar passos conforme as pernas.

SERÁ?
Desde sábado, na transmissão Grêmio Prudente 1x0 Vocem, um dos patrocínios da Rádio Assiscity Online anuncia esforços políticos para a cobertura do estádio Tonicão. O patrocinador da 'chamada' é o vereador Valmir Dionísio. Ele próprio tem queimado razoavelmente a careca que avança, pois está no Tonicão nos jogos de Vocem e Assisense, debaixo do sol de outono.

APAGÃO
Já está na conta da Prefeitura a verba de R$ 150 mil para instalação do sistema de iluminação do estádio Tonicão. A confirmação é do presidente da Autarquia Municipal de Esportes, Urubatan Lopes Paccini. No que depender dele, o estádio ganha iluminação de imediato. Mas, infelizmente, não é assim que as coisas funcionam. Trâmites que perpassam pelo gabinete do prefeito dos 15 mil votos fazem que com não haja sequer previsão sobre quando poderá haver jogos, à noite, de Vocem ou Atlético Assisense.

APAGÃO II
A justificativa, na Prefeitura, para o atraso na instalação do sistema iluminação está relacionada ao projeto. Ou seja, pediram o dinheiro mas não tinham o projeto. A dúvida, contudo, é se realmente não havia projeto. Recordo-me de projeto nas mãos do ex-vice-prefeito João Rosa, dando conta de um sistema de iluminação de fazer inveja a clubes da Série A-1. Projeto de 2005.

INTEIRO
A execução do Hino Nacional, obrigatória antes do início de eventos esportivos no Estado de São Paulo, pode ser feita somente na parte correspondente à primeira parte da composição, o que daria algo em torno de 50%. Nesse domingo, no Tonicão, foi feita a execução integral, o que somado ao tempo total do Hino de Assis, estabelecido em lei municipal, totaliza quase 5 minutos de formalidades. Isso gera reclamações de atletas e preparadores físicos, pois submete os atletas a um 'esfriamento' que pode comprometer parte do aquecimento feito, em campo, antes da entrada oficial das equipes.

OU PELA METADE
O Hino Nacional tem, ao todo, 3 minutos e 31 segundos de gravação oficial. Dividido em duas partes, quando executado parcialmente corresponde a 1 minuto e 53 segundos, ou seja, poupa atletas e comissão de arbitragem de uma parada complementar superior a 1 minuto e meio. O Hino de Assis, gravado, tem duração de 2 minutos e 23 segundos.

AUSÊNCIA
O goleiro Augusto, do Atlético Assisense, teve de fazer uma troca inesperada de uniforme. Entrou com camisa na cor amarela, mas jogou com uma que tinha cor predominante preto. O motivo: a cor do uniforme dos árbitros era o amarelo. Mais uma demonstração de falta de comunicação da Federação Paulista de Futebol com os clubes, pois, já que o sorteio e a escala de arbitragem são tornados públicos online, nada custa informar, junto, a cor do uniforme a ser usado pela comitiva. E isso, sabemos, não é exclusividade da Segunda Divisão, pois volta e meia o mesmo se repete em jogos inclusive televisionados. e quem tem de trocar de roupa é o jogador, jamais os árbitros.

AUSÊNCIA II
O cenário, pontualmente no horário marcado para o início de Atlético Assisense x Bandeirante, era de 21 jogadores em campo, mais o árbitro. Faltava, apenas, o goleiro Augusto, que providenciava troca de uniforme protegido pela cobertura do banco de reservas do time mandante. Fez barba, cabelo e bigode, pois o uniforme completo, de goleiro, coincidia com o de árbitro e seus auxiliares.

ENTRANDO NUMA FRIA
Venho de um tempo em que informações que podem ser consideradas irrelevantes não passam despercebidas de registro. O leitor, ouvinte, telespectador ou internauta pode ler e até pensar: "mas isso lá é coisa que se publique?". Mas, com certeza, haverá alguém que irá ler e ter aquilo como informação, mesmo que a encaixe como fútil, em detrimento do que é útil ou inútil. É, pois, essa a  razão, dos dropes, gênero jornalístico em que enquadro publicações como essa, do "Eu, da arquibancada" e o semanal "Fiscalização Eletrônica". Estou explicando isso para entrar em algo que foi registrado fora da partida Atlético Assisense 0x2 Bandeirante.

ENTRANDO NUMA FRIA II
No confronto Atibaia 4x1 Jacareí, no final da fria tarde de sábado, passados os 90 minutos de jogo todos foram para os vestiários tomar o merecido banho, certo? Sim, seria certo se em Atibaia, região conhecida pelo clima ameno, esse banho ocorresse com água quente saindo do chuveiro. Mas, não foi bem isso o que aconteceu, vejam só, no vestiário reservado aos árbitros. Não, eu não estava lá, em Atibaia para provar isso. Muito menos frequento vestiário de árbitro quando vou a jogos, a lazer ou a trabalho. Apenas, tenho o vício de ler todos os documentos relacionados a determinados jogos e tornados públicos.

ENTRANDO NUMA FRIA III
Na súmula eletrônica do jogo o árbitro Paulo Alessandro Gonçalves Teodoro registrou o que parece ter sido uma partida normal, com dois cartões amarelos aplicados em cada uma das duas equipes e uma expulsão que tirou do jogo atleta do Jacareí, o tal do Rafael. Aliás, foi Rafael quem primeiro pode ter sentido o poder da água fria do vestiário do estádio municipal "Salvador Russani", na gelada Atibaia, uma vez que jogador expulso tem, como dita a lei popular do futebol, de ir para o chuveiro mais cedo.

ENTRANDO NUMA FRIA IV
O árbitro Paulo Alessandro Gonçalves Teodoro foi quem registrou o episódio nada solícito da parte do Atibaia. Na súmula, o mediador do jogo anotou no campo "observações eventuais": "Chuveiro com água gelada e sem água no banheiro". E ainda complementou: "vestiário da equipe visitante: chuveiro com água gelada, sendo informado pela comissão técnica da equipe Jacareí Atlético Clube". Difícil, pois, imaginar ter de fazer a necessidade 1, depois a necessidade 2 e, sem descarga, ainda não ter como tomar o merecido e justo banho.

SEM RUMO
No Tonicão, quem quase foi parar nos vestiários da arbitragem ainda no primeiro tempo foi o volante Roberto Baggio, do Assisense, que no jogo teve função de meia. Substituído logo após o Bandeirante marcar o primeiro gol, já aos 34 minutos iniciais, ele se deslocou direto aos vestiários, uma vez que estava sendo perseguido pelas provocações da torcida. Primeiro, Baggio entrou no portão do vestiário do Bandeirante, visitante, mas foi orientado por um funcionário do clube de que não era exatamente ali que deveria entrar. Depois, ao tentar entrar no portão seguinte, se deu conta de que o mesmo encontrava-se fechado por ser... dos árbitros. Só então o volante substituído se deu conta de que o portão do Assisense tinha um 'discreto' portal da Multi-ar.

CALMA DEMAIS...
Quem também conquistou a língua-preta das arquibancadas do Tonicão foi o massagista do Bandeirante. O simpático senhor cujos bigodes fazem inveja ao mais vaidoso dos mexicanos deslocava-se em velocidade cada vez mais reduzida a cada vez que era acionado para atender aos jogadores da própria equipe. Com um trote que nada mais é do que um andar compassado, o velhinho fazia ferver principalmente a arquibancada do setor A do Tonicão. Alheio às provocações e aos xingamentos, lascava largos sorrisos e gargalhadas, conquistando a torcida da casa pela simpatia e pela esportividade.

... NESSA HORA
No segundo tempo, quando foi atender ao zagueiro do Bandeirante, o massagista visitante tirou sorriso até mesmo do árbitro Rafael Emílio Acerra. É que o médico de plantão sempre saía em velocidade, pelo centro do gramado, enquanto o massagista seguia com sua corridinha, bem de leve, rente à linha lateral do gramado. Em todas, mas simplesmente todas as ocasiões em que foi acionado, o velhinho do bigode chegou ao local em que ocorrera a lesão e o jogador teoricamente machuado já estava recuperado, quando não, já de volta ao campo.

FRUTO VERDE
O técnico Alison Moraes deu mostras de que pode, em uma semana, ser o melhor e o pior técnico de um time. Tudo, claro, guardadas as devidas proporções, uma vez que é, comprovadamente, um treinador que entende de futebol. Nesse domingo, contudo, envolveu-se em uma discussão desnecessária com o auxiliar 1, Alex Alexandrino. E isso, em um momento em que o Atlético Assisense perdia o jogo e tentava, sem sucesso, reencontrar-se em campo. Alison, que via o time perdendo, ficava calado à beira do gramado, mas, depois da discussão ríspida com o árbitro auxiliar, passou a falar mais. Só que falava em reclamações contra a arbitragem, e não com o time.

FRUTO MADURO
Pelo lado do Bandeirante sobrava experiência até demais. O técnico Benedito de Sousa Miranda não respeitava a área técnica delimitada para seu banco e por vezes invadia o gramado. Eram vãs as tentativas do quarto árbitro Ilton Aguari, de tentar contê-lo. Ao ponto de, ainda no primeiro tempo, o árbitro auxiliar 1, desafeto do treinador do Assisense, cruzar o meio de campo e ir até o treinador visitante colocá-lo literalmente no devido lugar. Por alguns minutos, o falante e hiperativo técnico do Bandeirante não respeitou as delimitações durante os 90 minutos oficiais.

DESFALQUE
Imprevistos de última hora tiraram o comentarista Edmar Frutuoso do jogo desse domingo na Rádio Assiscity Online. O bancário e ex-jogador teve de resolver situações em família e sequer ao Tonicão compareceu. Nas conversas que tivemos nesses últimos dias, ele questionou o poderio tático do Atlético Assinse, fruto do que havia visto contra Osvaldo Cruz e Vocem. Edmar queria tirar a prova dos 9 nesse domingo, contra o Bandeirante. Fez falta nos microfones da Rádio Assiscity.

CONEXÃO
O torcedor que vai ao estádio Tonicão tem a opção de sintonizar a Rádio Assiscity Online sem precisar usar créditos de seu plano de telefonia celular. É que a empresa Penze, que dá assessoria tecnológica ao portal Assiscity, abre o sinal wi-fi dentro do estádio. O sinal fica mais forte nas proximidades das cabines de imprensa.

VOZ DE VELUDO
Equilibrado, ético e companheiro de trabalho dos mais amigos, o locutor Márcio Ribeiro dá mostras, em público, do por quê de seu sucesso enquanto escritor de contos infantis. Foi dele a animação do som ambiente do Tonicão nessa manhã de domingo. Extremamente simpático, fala ao microfone como realmente está, ou seja, dialogando com uma roda de amigos. Fez, sem alarde nem confusão, o sorteio de dois fornos elétricos da marca Midea, brinde da Multi-ar, patrocinadora master do mandante Atlético Assisense. Fez-se entender e, assim, cumpriu o objetivo principal de qualquer processo comunicativo. Admiro demais o trabalho desse moço, cuja voz é eternizada pelas ondas da Difusora AM.

CADÊ?
Alguns torcedores têm cobrado a presença do prefeito Ricardo Pinheiro no estádio Tonicão. Pinheiro, nesse domingo, só tinha Carlinhos, da OAB, especulado como candidato a deputado nas eleições de outubro. Ricardo Pinheiro foi figura presente, no Tonicão, em boa parte dos jogos do Atlético Assisense na temporada de 2013.

COMÉRCIO
A diretoria do Atlético Assisense fez parceria com a Word Sports e colocou uma máquina de cartões dentro do estádio Tonicão. Com isso, comercializou camisas oficiais do time. Havia opções de todas as numerações, inclusive em camisas 1 e 2, que têm, respectivamente, cores predominantes azul e branco. As vendas podiam ser feitas à vista, no crédito ou, então, parceladas em até 12 vezes.

TAPETE
Um terço da minha crítica à estrutura do estádio Tonicão, feita há um ano, está eliminada. Reconheço que o gramado do estádio está um tapete, favorecido pelo sistema de irrigação instalado na 'entressafra' das temporadas 2013/2014. Normalmente, a partir do outono a grama esmeralda torna-se amarelada, seca e enfraquece. Com a irrigação, está verde e poupada, mesmo recebendo jogos todos os domingos, já que nesse ano há dois clubes em disputas oficiais.

BANHEIROS
Não consigo conceber, ainda, como o Tonicão pode ter autorização de funcionamento, seja pelos Bombeiros ou pela Vigilância Sanitária, com o falho de serviço de banheiros para atendimento ao público. Quem esteve no jogo Amigos de Daniel x Assis, em 2005, sabe bem o quão difícil foi, para o público, formar longas filas para usar os sanitários. Água potável, só saquinhos distribuídos pela Sabesp, naquela ocasião. Passadas mais de duas décadas, não houve, até hoje, um prefeito com suficiência para resolver esse que é apenas um dos tantos problemas superficiais do único estádio da cidade que pode receber jogos oficiais da Federação Paulista de Futebol.

SOL NA MOLEIRA
Instalar o tal do sistema de iluminação de R$ 150 mil permitiria que a cidade recebesse jogos oficiais no período da noite, poupando a torcida do forte sol que bate em Assis o ano quase inteiro. Esse 'quase' é que torna-se outro problema agregado, uma vez que quando não faz sol, chove em abundância aqui, nessa Sucupira do Vale. Sistema de iluminação, pois, sozinho, é cobertor curto, pois de nada adianta um jogo ocorrer em noite que seja chuvosa. Ninguém quer queimar sob sol, mas voltar no final da noite molhado para casa também não é o que necessariamente um torcedor deseja para uma jornada de futebol.


FOTO DA SEMANA
BASTA - O episódio em que o técnico Buião, do Vocem, foi ofendido com agressões verbais por parte de, todos sabemos, uma minoria ignorante que foi ao estádio municipal "Pedro Marin Berbel", o Pedrão, em Birigui, três semanas atrás, foi lido como uma ofensa de uma cidade a outra. A demonstração dessa leitura do episódio foi feita pela diretoria do Bandeirante Esporte Clube, que confeccionou uma faixa para que seus jogadores entrassem em campo, domingo, no Tonicão, dando recado de sua postura perante ao ocorrido na segunda rodada dessa primeira fase da Segunda Divisão. As ofensas racistas foram feitas contra o técnico do Vocem e o adversário era outro, o Atlético Assisense. Mas, o respeito trazido pelos representantes da cidade de Birigui era um aceno de paz racial entre os povos que civilizadamente habitam as duas localidades. Quase ao mesmo tempo, infelizmente, o jogador brasileiro Daniel Alves passava pela circunstância em que um torcedor espanhol, adversário, arremessou-lhe uma banana, episódio fartamente divulgado pela imprensa, seja ela esportiva ou não, do mundo todo nessa segunda-feira. O basta precisa, sim, partir dos dirigentes. A iniciativa, contudo, tem de ser nossa, que ocupamos as arquibancadas. Punição extrema a quem confunde cor com superioridade racial.

                FOTO DA HISTÓRIA                
QUASE - O ano de 2004 mostrou que o número 4 ao final de cada período traz entusiasmo na torcida assisense, porém a sensação de que o 'quase' não deixa a cidade avançar de fases nas divisões inferiores do Campeonato Paulista. O Vocem de 1984 foi e continua sendo o melhor time de Assis de todos os tempos, mas esbarrou no quase para chegar à Primeira Divisão. Em 2004, o Clube Atlético Assisense adotou um modelo de gestão em que o poder público municipal adotou políticas de incentivo para que os principais fornecedores da Prefeitura apoiassem comercialmente o único time da cidade habilitado para a disputa do futebol profissional. Afora nomes como Roberto Carlos Mé Amorielli, Vidotti e Marinho, os demais eram desconhecidos personagens de um projeto que tinha por meta levar o Falcão do Vale à Primeira Divisão. O patrocinador master era a cervejaria Malta, que rivalizava com a concorrente regional Conti, patrocinadora do basquete, uma febre naquele período. Mais um 'quase' lá no desfecho, na última rodada, no último segundo do fechamento da rodada da antiga Série B do Campeonato Paulista. Um gol de saldo tirou a vaga de Assis na Série A-3, mas jamais apagará da memória o futebol tecnicamente perfeito implantado por Sérgio Caetano, o treinador que, a meu ver, foi o melhor a já pisar aqui, na Sucupira do Vale. Sérgio Caetano foi injustamente demitido por não fazer o jogo de parte da diretoria do Atlético Assisense naquele ano, mas tem seu nome gravado na história dos competentes que fizeram de 2004 o ano do futebol arte de Assis. Saiu de Assis sem uma homenagem sequer na Câmara Municipal. Fotos como essa, acima, precisariam ser colocadas em forma de placa, no estádio Tonicão, pois lá fora, em 2004, quando falava-se em Falcão do Vale, os adversários tremiam. O Atlético Assisense era um time a ser batido. Como complemento de registro, dou importância a essa foto porque eu estava no estádio municipal "Tenente Carriço", em Penápolis, na manhã de domingo em que o Assisense enfiou 2x1 na Penapolense e manteve a liderança do grupo, na segunda fase. Uma ensolarada manhã de domingo que teve, no estádio, a presença da então aspirante de celebridade Sabrina Sato, uma ex-BBB nascida na cidade e que hoje é apresentadora da TV Record. Trabalhava, eu, como  comentarista, na Rádio Cultura AM, com a narração de Augusto César (eu e Augusto aparecemos na cabine da esquerda, trabalhando, ao fundo) e as reportagens de Carlos Perandré, dupla que hoje está nas ondas virtuais da Rádio Assiscity Online. Perandré, por sinal, que aparece nessa foto e era dono do Uno branco que, dirigido por mim, cruzava esse estado nos levando, com as bençãos de Deus, no compromissado e ´serio trabalho de cobrir futebol e basquete para uma cidade ouvinte apaixonada pelo esporte.






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