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domingo, 16 de agosto de 2015

EU, DA ESCUTA - A rodada divisora de águas; quem plantou vento, colheu tempestade


QUASE
A rotina do blogueiro foi acrescida de permanência, em São Paulo, no período compreendido, semanalmente, de terça a quinta-feira. Cumprimento de disciplinas pelo doutorado, na ECA-USP, pré-requisito para o processo de qualificação, cujo prazo esgota-se em fevereiro de 2016. Até a primeira quinzena de dezembro, pois, tempo menor para a dedicação ao Blog. Tempo menor, e não encerramento das postagens.

QUASE II
Na semana passada a estada de três dias em São Paulo quase permitiu o atendimento a uma vontade antiga: acompanhar, presencialmente, ao sorteio da escala de arbitragem da Segundona. Imprevisto familiar na rotina de um professor deixou a tarde da quarta-feira, 12, livre. E, comumente, os sorteios na sede da Federação costumam ocorrer às quartas. Contato mantido com a Ouvidoria da instituição e, então, o convite foi formalizado.

QUASE III
Um detalhe, porém, foi destacado por Cangiano, ouvidor da Federação: o fato de a última rodada da Primeira Fase ter jogos em únicos dia e horário fez com que o sorteio ficasse agendado para a quinta-feira. E quinta-feira o blogueiro tem aulas nos períodos da tarde e noite, na ECA. Vontade, pois, adiada. Mas, o convite continua aberto. E oportunidade, crê-se, não faltará nas próximas dez semanas, quando desenrola-se a Segunda Fase.

RECOMPENSA
A vitória fora de casa sobre o América, nesse domingo, rendeu retribuição aos jogadores do Atlético Assisense. O bicho resulta de incentivo dado por empresários apoiadores do projeto do clube. A maioria deles, diga-se de passagem, instalada em Cândido Mota.

ENTRETER
A transmissão da rádio Interativa FM, de São José do Rio Preto, nessa manhã de domingo, valeu a Primeira Fase inteira da Segundona 2015. Com bom humor e informações precisas sobre o cotidiano de América e Atlético Assisense, a emissora foi pauta de postagens feitas por torcedores de Assis, nas redes sociais.

ENTRETER II
Lá pelas tantas, no segundo tempo, o jogo estava tão ruim que narrador, comentarista e repórter de campo começaram a recordar de brincadeiras da infância. A bola rolava, nada de importante acontecia, e com os microfones abertos foram detalhadas as regras de jogos como o "betis", uma adaptação do beisebol para as brincadeiras de rua. Os mais antigos usavam pirâmide feita de madeira, enquanto os, digamos, mais modernos recorriam a latas de óleo. Detalhe é que a lata foi substituída pelo plástico pete como embalagem há quase dez anos.

QUE FASE!
Os relatos vindos da imprensa esportiva de Rio Preto são assustadores, relacionados às condições com que o América encerrou a participação na Segundona 2015. Nesse domingo pela manhã não havia café, em pó, para os jogadores do time prepararem a primeira alimentação do dia. Um dos pais de atletas deu R$ 7, mas em seguida foi preciso mais um aporte. Não havia, também, açúcar. E não havia, também, nenhum dirigente do clube.

QUE FASE II
Na parada técnica do segundo tempo, estratégica para reidratação dos jogadores dos dois times, mais uma cena dramática. Enquanto os visitantes assisenses tomavam água mineral, os ameriquenses consumiam o que gandulas improvisavam retirando de torneiras à beira do gramado. Ainda assim, os únicos pontos de água que jorravam, pois os vestiários estavam à seca.

CC
Sem ter como tomar banho após a vitória sobre o América, a comitiva assisense saiu do estádio Teixeirão sem a necessária higiene pessoal. Havia risco de o almoço, reservado em uma churrascaria, ter ocorrido sem o necessário passar pelo chuveiro.

DESPEDIDA
Bandeirante x José Bonifácio foi o único confronto que, antecipado, ocorreu fora do horário único de disputa da última rodada do returno da Primeira Fase da Segundona 2015. Empate de 1x1 entre aqueles clubes que começaram bem a temporada, perderam-se com o Regulamento da competição e despediram-se nas última colocações. Jogo com 90 ingressos colocados à venda, mas assistido por apenas 12 pagantes. Arrecadação de R$ 110 no estádio Pedro Marin Berbel, ante despesas de R$ 847,18 e prejuízo de R$ 737,18 para o Bandeirante.

MENOS É MENOS
A maior goleada da Segundona 2015 até aqui tem uma justificativa. O ECUS, de Suzano, compareceu ao estádio Pedro Benedetti, em Mauá, com apenas 9 jogadores listados. Sim, NOVE atletas. O clube, que vem de derrota por WO, há duas semanas, levou 14 gols do Mauaense. E, o que é incrível, mesmo tendo dois jogadores a menos, ainda marcou 2 gols.

MENOS É MENOS II
A escassez de membros na equipe foi tamanha que o ECUS tinha, no banco de reservas, somente a figura do técnico Ednei Faustino dos Reis. Mas, os problemas não pararam por aí. Mesmo entre os 9 atletas listados para o jogo, ainda houve um caso de registro vencido. E, conforme consta em súmula, era para o ECUS jogar com 10 atletas. Um deles teve a documentação apresentada, mas não apareceu para jogar.

MENOS É MENOS III
O jogo Manthiqueira 4x2 Guarulhos também teve um dos lados com apenas 9 jogadores listados. De antemão, porém, nada de irregular com aqueles que foram listados, entraram em campo e também fizeram dois heroicos gols.

ZORRA TOTAL
A situação em Mauá foi tão vexaminosa que mesmo o Mauaense deu suas presepadas. Não havia, por exemplo, aparelho de som para a execução do Hino Nacional. A punição financeira que virá do TJD costuma ter valor mais alto do que o que se paga para locação desse tipo de som volante.

ZORRA TOTAL II
A décima oitava rodada da Segundona 2015 estava, nesse domingo, com cara de último dia de trabalho no ano, daqueles em que se fazem festinhas, amigos-secretos, etc. A própria Federação Paulista de Futebol, nesse momento, às 23h09, disponibiliza metade das súmulas dos 14 jogos realizados. Via de regra, dificilmente uma rodada fica sem a totalidade das súmulas lançada online na noite de domingo.

CALMARIA
As redes balançaram 16 vezes em Mauá nesse domingo. E ainda assim a bola rolou em média histórica nessa temporada: 69 minutos no estádio Pedro Benedetti. Impressionantes 9 faltas no total, sendo 5 cometidas pelo Mauaense e 4 pelo desfalcado ECUS. Somente um cartão amarelo foi aplicado pelo árbitro Rodrigo Pires de Oliveira, para o Mauaense.

PERCALÇO
O Olímpia confirmou, no estádio Maria Tereza Breda, ser o melhor time da Segundona 2015 até aqui. Fez 3x0 no Amparo, mas entrou para a súmula do árbitro Leonardo Vinícius Pereira. Segundo ele, o jogo, no segundo tempo, foi atrasado em seu reinício por 6 minutos. Tempo para ambulância e médico de plantão antederem e transportarem ao hospital um torcedor que passou mal nas arquibancadas.

PERCALÇO II
A despedida da Portuguesa Santista também teve interrupção de jogo, no estádio Ulrico Mursa, em Santos. Vitória, insuficiente, por 1x0 sobre o classificado Jabaquara, e parada de 9 minutos para que a ambulância saísse para conduzir torcedor ao hospital.

INTOLERÂNCIA
As bizarrices da arbitragem brasileira continuam tirando o brilho do futebol. No jogo Lemense 2x0 Barcelona Esportivo, realizado no estádio Bruno Lazarini, em Leme, o jogador Higor, do time da casa, foi expulso aos 42 minutos do segundo tempo. O motivo: tirou a camisa para comemorar o segundo gol, convertido por ele, para o Lemense. O atleta, de acordo com a súmula do senhor Leonardo Ferreira Lima, havia recebido o primeiro cartão amarelo 15 minutos antes. Lemense, classificado para a Segunda Fase, não terá Higor na primeira rodada.

 NOTA  DEZ  
Para o Atlético Assisense, que venceu mais uma fora de casa e conquistou a simpatia de mais uma cidade da região, agora São José do Rio Preto. Trabalho de gestão de relacionamentos do técnico Carlos Alberto Seixas, que por onde passa espalha simpatia, bom humor e, acima de tudo, profissionalismo.

NOTA  ZERO 
Àqueles que cultivam ventos e, no fim, colhem tempestades.

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