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domingo, 26 de abril de 2015

EU, DA ARQUIBANCADA - Vocem 5x1 Osvaldo Cruz

COM TROCO
Ao contrário da semana passada, hoje, na bilheteria do Tonicão, nenhum torcedor precisou sair para trocar cédulas de R$ 20 ou de R$ 50 no comércio dos arredores do estádio. Havia troco suficiente para todos. E o preço cobrado pela entrada correspondia ao impresso no bilhete: R$ 15.

SEM GRAÇA
O cidadão que destacava ingresso e canhoto, na portaria, equivocou-se e, ao pegar meu bilhete, rasgou-o ao meio. Percebendo a besteira que havia feito, destacou o canhoto da metade correspondente e, com a cara lavada, meu deu os dois pedaços de papel rasgados. E ainda lascou: "vai que não tem problema".O que tem problema, mesmo, é ingresso na portaria do Tonicão em Assis. Afinal, a partir do momento que paga-se ingresso, tem-se propriedade sobre o mesmo para uma série de direitos previstos no Estatuto do Torcedor. Mais zelo, e cuidado, não faz mal a ninguém.

BOA CONVERSA
Encontrei, na fila da bilheteria, meu amigo Alex Guaíra, do Laboratório de Rádio e TV da Fema. Responsável pelo projeto de implantação da Rádio Fema FM, ele não integra o projeto de cobertura, pela emissora, dos jogos do Vocem. Acompanha tudo à distância, mas torce pelo sucesso de trabalho, tanto de Vocem quanto da equipe de transmissão.

MISTÉRIO
Pergunta sem resposta feita por um torcedor no setor das gerais do Tonicão: qual a marca da cerveja que estava sendo consumida no interior do estádio? Afinal, segundo os apreciadores da bebida, a Conti, patrocinadora oficial do Vocem, não fabrica cerveja sem álcool.

MISTÉRIO II
O preenchimento parcial das arquibancadas do Tonicão fez muitos torcedores questionarem, hoje, sobre o real público de domingo passado, no jogo Atlético Assisense 2x0 Noroeste. Calcula-se que havia o triplo de torcedores hoje, se comparado ao público de uma semana atrás. Visualmente, pois, era para ter entre 200 e 300 pessoas no jogo do Assisense, ante os 80 pagantes declarados pelo clube.

SÓSIA
Para bons entendedores da cultura da Vila Operária, a língua afiada de alguns torcedores no Tonicão, hoje, tinha um fundamento. Segundo a boca maldita, o mascote Belininho, apresentado à torcida, é a cara do radialista, vereador e vocemista histórico Reinaldo Nunes, o Português, uma das figuras mais queridas e respeitadas da V.O.. Português que, por sinal, estava, claro, em frente ao bar abaixo das cabines de imprensa do Tonicão.

DESFALQUE
Durante a semana foi anunciado que a rádio Cultura AM transmitiria ao jogo Vocem x Osvaldo Cruz com as reportagens de campo a cargo de Reinaldo Nunes e Alves Barreto, que pertencem ao quadro da emissora gospel da família Camargo. Seria o resgate do destacado trabalho de dois dos repórteres de campo que, junto com Carlinhos Perandré, mais história fizeram na história do rádio esportivo de Assis. Seria.

FORA DO AR
Saí de casa ouvindo a rádio Cultura AM, no carro, e adentrei ao estádio Tonicão mantendo a sintonia, via celular, pela versão online da emissora. Antes de a bola rolar, contudo, o sinal caiu. Nas vezes em que tentei retomar a sintonia, via web, não consegui. Mudei, então, para a sintonia direta, via aparelho celular, da rádio Fema FM. Dois jogos no Tonicão e duas tentativas, em vão, de ouvir a Cultura AM.

TRIO PARADA DURA
Augusto César, Vandinho e Carlos Perandré não têm diploma, nem de Jornalismo, nem de qualquer outro curso superior. Mas, são a comprovação, na equipe da Rádio Fema FM, de que no caso específico do rádio ter o diploma não é sinônimo de competência na prática do jornalismo esportivo. Augusto na narração é garantia de emoção; Vandinho nos comentários é garantia de conhecimento de quem já vestiu a camisa do Vocem, e Carlinhos Perandré nas reportagens é a prova de que vai demorar, e muito, para surgir um novo, e bom, repórter de campo na cidade. O trio não tem culpa alguma de a Fema, formadora de comunicadores diplomados, fazer a questionável opção de contratação da equipe para transmitir aos jogos do Vocem. Com o microfone ligado esse time é garantia de uma transmissão de qualidade. Os três são a cereja do bolo, com certeza.

APARANDO
Alguns ajustes foram feitos na transmissão da rádio Fema FM em relação ao jogo de estreia do Vocem, em José Bonifácio, na semana passada. Emissora universitária, a 105,9 MHZ não pode ter conteúdo comercial em sua programação.

PRECAUÇÃO
Havia duas viaturas de plantão para eventuais atendimentos de saúde a atletas, comissões técnicas, árbitros ou público em geral que compareceu ao Tonicão nesse domingo. Uma ambulância da Prefeitura de Assis e a unidade de resgate do Corpo de Bombeiros ficaram atrás do gol de fundo do estádio. Com isso, o atendimento, no segundo tempo, a um jogador do Osvaldo Cruz, levado ao hospital, não implicou em paralisação do jogo.

NÃO BATE
Levo aos jogos que assisto uma planilha em que anoto, por exemplo, os principais lances de jogo, com o correspondente tempo de registro, além de faltas, chutes e cabeceios a gol, cruzamentos nas áreas, impedimentos, cartões aplicados, entre outros detalhes que podem ou não virar dropes aqui no Blog. É curioso, mas sempre os meus números de faltas anotados não batem com os divulgados nas súmulas pelos árbitros. Hoje, por exemplo, nas minhas anotações o Vocem cometeu 21 faltas, sendo 11 no primeiro tempo e 10 no segundo, enquanto na súmula consta registro de 18 faltas. O Osvaldo Cruz, nas minhas anotações, cometeu 16 faltas (10 no primeiro tempo e 5 no segundo), ante 19 registradas na súmula. Ou seja, para a arbitragem o Osvaldo Cruz foi mais faltoso, enquanto nas minhas anotações foi o Vocem. 

LIMPEZA
A reforma feita nos arredores do Tonicão surtiu efeito em um aspecto: acabou o estacionamento irregular de veículos no gramado em frente à entrada do estádio. Até ano passado, debaixo do nariz da Polícia Militar, veículos eram estacionados sobre a calçada, prejudicando o fluxo de pedestres, sem que nada fosse feito. A desorganização deu lugar a um jardim que, bem cuidado, muda radicalmente o aspecto do Tonicão em dia de jogos. Um estacionamento fechado, atrás das cabines de imprensa, garante o lugar a quem quer o veículo com garantia de segurança.

AJUSTES
Comentário de torcedores que conheceram, hoje, os planos do Projeto Sócio-torcedor Mariano: criança não tem de fazer parte dos planos opcionais, já que há limitação de idade, para acesso gratuito, garantido pelo Estatuto do Torcedor. Fica a dica para meu amigo Fábio Manfio, diretor de futebol, vice-presidente e principal responsável pelo Sócio-torcedor do Vocem.

NOTA DEZ
Para o técnico Sérgio Caetano e, em conjunto, a diretoria do Vocem, que comprova profissionalismo na condução dos trabalhos em 2015, bem diferente da forma atropelada com que iniciou os trabalhos em 2014. O treinador soma 100% de aproveitamento em dois jogos, e com um detalhe: nas duas ocasiões fez o placar final no segundo tempo, sua característica marcante.

NOTA ZERO
Para a infra-estrutura do estádio Tonicão, pois quanto maior o público nas arquibancadas, mais tempo se perde em filas para usar, por exemplo, os sanitários. Isso sem contar a falta de cobertura, a ausência de um serviço fixo, profissional, de som, enfim, detalhes de um estádio inacabado desde a inauguração.

                         IMAGEM DO JOGO                         


JAILGOL VOLTOU - Esse rapaz esteve em Assis em 2013 e fez parte de um projeto que, mais um da história do futebol profissional de Assis, ficou no 'quase'. Faltou pouco para que Jailton comandasse, na dupla com Kairo, Assis à Série A-3. Mais experiente e, agora, com alguns fiapos de barba na cara, Jailgol veste a camisa do Vocem e continua fazendo história. Quase balançou as redes em José Bonifácio, na semana passada, mas artilheiro matador não fica dois jogos sem marcar. Hoje, Jailton jogou ao lado de Fabiano Gadelha, no ataque, como se ambos tivessem os mesmos 36 anos do experiente recém-contratado. Foi dele o gol que abriu a goleada de 5x1, além de sua peculiar participação em todos os setores de campo. O atacante é um dos três com idade superior a 23 anos, mas fica a impressão de que corre mais do que qualquer outro atleta mais novo na equipe. Foi substituído no final, merecidamente, ocasião em que recebeu os aplausos de uma torcida em pé. Alguns jogadores nascem para se destacar, outro para apenas atuar. Jaílton nasceu para ser ídolo em Assis.

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