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segunda-feira, 20 de abril de 2015

EU, DA ARQUIBANCADA - Atlético Assisense 2x0 Noroeste

TROCO
O Atlético Assisense fixou em R$ 15 o valor do ingresso para o confronto contra o Noroeste.Mas, na bilheteria, esse valor era de R$ 5. Muita confusão, pois faltava troco para quem tentava pagar com cédulas de R$ 20 ou R$ 50. Esses torcedores recebiam o dinheiro de volta e eram aconselhados a trocar o dinheiro. Restava saber onde efetuar a troca, pois não há comércio aberto aos domingos naqueles arredores do Tonicão. E o único bar aberto não dava conta de atender a todos.

TROCO II
No meu caso, comprei dois ingressos, mesmo tendo ido sozinho. Fazendo isso, tive a cédula de
R$ 50 trocada. Dei o outro ingresso a um torcedor do Noroeste, que estava na fila logo atrás de mim. Sorte igual não tiveram 5 torcedores de Assis, que ficaram sem saber o que fazer, ao lado do guichê, portando suas cédulas de R$ 20 e R$ 50. Definitivamente, administrar bilheteria, ingressos, não é o forte do Clube Atlético Assisense.

TROCO III
Quando o radialista Tapera anunciou, em seu sistema de som volante, o público de 78 pagantes, ouviu-se um zum-zum-zum na arquibancada do Tonicão. Visivelmente, havia mais de 78 pessoas no setor que fica abaixo das cabines de imprensa. A brincadeira que rodou pelo setor era de que o Atlético Assisense havia equivocado e divulgado somente o número de ingressos vendidos para o setor oposto, onde ficaram alguns torcedores de Noroeste e Assisense.

TROCO IV
Aliás, a diretoria do Atlético Assisense e a Polícia Militar não tiveram tato suficiente para separar as torcidas de Noroeste e Assisense que ficaram no setor oposto ao das cabines de imprensa. Quando saiu o segundo gol do Falcão do Vale, no segundo tempo, houve confusão. Torcedores das organizadas do Noroeste partiram pra cima dos assisenses que comemoravam a vitória. À base do deixa-disso a situação foi controlada, sem que nenhum policial militar fizesse intervenção. A própria torcida resolveu, sozinha, o impasse.

PISADA
A boa árbitra Katiucia da Mota Lima não soube respeitar a lei municipal que determina a execução do Hino de Assis em competições esportivas realizadas na cidade. Ela própria deu início aos cumprimentos aos jogadores das duas equipes logo após a execução, completa, do Hino Nacional. Resultado: os jogadores de Assisense e Noroeste se cumprimentavam enquanto era executado o Hino de Assis. A torcida, por sua vez, manteve-se em pé, em respeito ao hino.

LEI SECA
O Paulistão Itaipava 2015 mantém a restrição de venda de bebidas alcoólicas nos estádios. Assim, no Tonicão, nesse domingo, os bares vendiam cerveja sem álcool. Mas, em vez de Itaipava, a marca comercializada era Malta.

RIDÍCULO
O papel da Federação Paulista de Futebol na gestão do Paulistão continua pífio. O critério de inscrição de somente 28 jogadores nas quatro divisões do torneio fez com que clubes pequenos, sem estrutura, abrissem a Segunda Divisão com número reduzido de atletas inscritos. O Atlético Assisense, com isso, só tinha dois jogadores de linha no banco de reservas, mais um goleiro. O Noroeste trouxe 5 jogadores de linha na reserva, além do goleiro.

FUNDO DO POÇO
A distância das arquibancadas do Tonicão em relação ao gramado prejudica a visão dos torcedores, seja qual for o setor em que se encontre. Assim, poucos puderam notar que as bolas fornecidas pela Federação Paulista de Futebol para o jogo desse domingo eram... velhas. Ou, para ser mais tênue, são bolas já usadas. Que se rasgue e queime o documento que afirma haver algum tipo de legado cultural, para os gestores do futebol brasileiro, após a realização da Copa do Mundo de 2014. Nossos cartolas continuam brincando com a nossa cara. O futebol muda, revoluciona, mas a cabeça dos dirigentes continua pequena demais para a grandeza do futebol brasileiro.

ANALÓGICO
A Rádio Cultura AM esbarrou em um, digamos, problema técnico para trabalhar na transmissão de Atlético Assisense 2x0 Noroeste. É que os torcedores se habituaram a ir ao estádio ouvindo rádios sintonizadas em aparelhos celulares, mediante uso de fone de ouvido que, por sua vez, serve de antena para o dispositivo móvel. E aparelhos celulares não sintonizam a frequência de Amplitude Modulada, ou seja, AM. Resumindo, não testemunhei um torcedor sequer que estivesse ouvindo a emissora da Família Camargo nesse domingo no Tonicão.

DIGITAL
Já a Rádio Fema FM, que transmitia José Bonifácio 0x1 Vocem, ressoava pelos fones de ouvido no Tonicão. A emissora universitária, que por concessão não pode ter veiculação comercial, atua em Frequência Modulada, tipo de frequência acessível dos aparelhos de telefonia celular. Não escapava, porém, da afiada língua dos torcedores das gerais. Por exemplo, dez minutos após o primeiro gol do Atlético Assisense o plantão esportivo da Rádio Fema informava que o jogo no Tonicão estava 0x0. "Eles ainda aprendem", observou um crítico torcedor, sentado atrás de um professor que dá aulas para o curso de Publicidade na Fema.

LÍNGUA PRETA
Nada escapa à língua afiada da torcida que ocupa o setor de gerais dos estádios de futebol. Nesse domingo a árbitra Katiucia Mota teve os atributos físicos, estéticos, diversamente definidos no linguajar popular da torcida de Assis. Bastou a bola rolar, porém, e uma falta não marcada a favor do Atlético Assisense rendeu desaforos. Um dos torcedores mais exaltados lascou: "Vai ralar a barriga no tanque, v*di*". Recebeu, de prontidão, cutucão da mulher que estava exatamente ao lado, que questionou: "como assim, amor?". Aparentemente, era a esposa do bocudo.

LÍNGUA PRETA II
As polêmicas que envolveram os bastidores de Vocem e Atlético Assisense na temporada de 2014 também não foram esquecidas pela torcida que foi ao Tonicão. A cada destaque individual de atletas do Assisense durante o confronto com o Noroeste um torcedor cutucava o outro e ironizava: "Vocem já tá de olho nesse lateral". Tudo, claro, dentro do espírito esportivo, afinal eram brincadeiras feitas por torcedores assumidamente apaixonados pelo futebol de Assis, frequentando a mesma arquibancada em jogos tanto de Assisense quanto de Vocem.

PAIXÃO PELA BOLA
Reencontrei, na porta do estádio, o competente repórter de campo Amarildo José Ramos, de Paraguaçu Paulista. Sem o retorno do Paraguaçuense ele vem a Assis prestigiar Atlético Assisense e Vocem. O irônico nessa história toda é que quando conheci Amarildo, nos anos 1990, ele trabalhava na cobertura e nós, de Assis, é que lá íamos, no estádio Carlos Afini, ver o Paraguaçuense, pois Assis não tinha clubes disputando competições oficiais. A diferença é que naquele tempo o Paraguaçuense disputava a Série A-2, e dava trabalho, muito trabalho aos adversários.

EXEMPLO
Fazendo meus registros técnicos da partida notei que trës pessoas sentavam exatamente no degrau abaixo do meu, na arquibancada. Era Luiz Zanini, acompanhado do filho. O neurologista está recuperado da delicada cirurgia por que passou no final do ano passado. Ouviu, de um torcedor, a boa brincadeira de que poderia ter ido a José Bonifácio, onde o confronto entre o time da casa e o Vocem atrasou 10 minutos, por falta de médico. Zanini atuou, de forma voluntária, inúmeras vezes em jogos de Atlético Assisense e Vocem.

FORA DO AR
Torcedores que aguardaram publicação sobre a atuação do Vocem em José Bonifácio na versão online do Jornal da Segunda ficaram na mão. O site www.jornaldasegunda.com.br ficou fora do ar durante parte do dia nesse domingo.

FORA DO AR II
O site da Federação Paulista de Futebol também deixou muita gente na mão quando o assunto é informação relacionada à Segunda Divisão. Fora do ar nessa segunda-feira, o portal da FPF impediu que, por exemplo, esse blogueiro fizesse o ranking das bilheterias da primeira rodada da Segundona.

SEI...
A árbitra Katiucia Mota fez um registro inusitado na súmula do jogo Atlético Assisense 2x0 Noroeste. Nas observações, ela relatou que o técnico Carlos Alberto Seixas dirigiu-se, após a partida, a seu vestiário. Foi, segundo ela, parabenizá-la pela atuação.

MINUTO DE SILÊNCIO?
Ao contrário de outras praças esportivas, no Tonicão não foi respeitado um minuto de silêncio antes de a bola rolar. Era em memória de um antigo delegado da Federação Paulista de Futebol, tipo de homenagem que se repetiu no domingo inteiro, inclusive nos dois clássicos das semifinais do Paulistão. Na súmula, porém, está registrado que houve um minuto de silêncio.

TRUNCADO
A bola rolou somente durante 59 minutos nessa manhã de domingo, em 90 possíveis. Foram 30 minutos no primeiro tempo e 29 minutos de jogo prático na etapa complementar. Houve registro de 33 faltas, sendo 20 cometidas pelo Assisense e 13 pelo Noroeste. Em cartões amarelos o equilíbrio foi maior: 5 para os visitantes, 4 para os donos da casa.








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