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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA - 23JAN


SEM EDUCAÇÃO

A média das escolas de Assis no Enem continua vergonhosa. E não, não estou referindo somente a escolas públicas. A cidade não tem, hoje, um estabelecimento de ensino cujos concluintes do ensino médio apresentem, em média, patamar acima de 600 na nota geral de avaliação. Isso significa que o estudante assisense fica, via de regra, de fora dos cursos mais concorridos oferecidos por instituições públicas, principalmente de cunho federal. Essa média de nota coloca os assisenses fora, por exemplo, de programas como o Ciência Sem Fronteiras, que exige média mínima de 600 daqueles que conseguem vagas nas públicas.

SEM EDUCAÇÃO II

Não vou, agora, antecipar o dossiê que estou elaborando. Darei, pois, continuidade ao Dossiê I, publicado cá, no Blog, exatamente um ano atrás. Nessa sequência de publicações tento mostrar uma Assis que dá certo e uma Assis que não dá certo. A que dá certo eu foquei em 2014. Agora chegou a hora de colocar em pauta alguns números que comprovam uma situação nada boa para a Sucupira do Vale. Meu novo dossiê, pois, analisará o ensino, seja ele público ou privado, ofertado na cidade. Os parâmetros são números oficiais disponibilizados pelo Inep.

ÀS ESCURAS

Um projeto exemplar desenvolvido por oftalmologistas, em parceria com a Unesp-Assis e a Prefeitura, simplesmente parou. O motivo: uma das partes não está cumprindo seus compromissos no acordo. Digamos assim: continua havendo grande e crescente número de deficientes visuais, com cegueira irreversível, interessados em continuar sendo assistidos pelo projeto. Igualmente, os oftalmologistas dedicam parte de seus preciosos tempos a uma ação de cidadania poucas vezes vista. E a Unesp mantém sua estrutura de ensino-pesquisa-extensão à disposição. Sim, acertou quem adivinhou que a Prefeitura não está fazendo sua parte. Com a palavra, o prefeito dos 15 mil votos.

BUFANDO

O reservatório do Cervo, que abastece Assis, atingiu na primeira semana de janeiro a capacidade máxima de armazenagem de água. Com as chuvas de dezembro a Sabesp viu aliviar a perigosa circunstância em que, pela primeira vez desde que assumiu os serviços de água  esgoto na cidade, viu o Cervo operar com menos de 50% da capacidade. Água para os 97 mil habitantes locais até o final do ano, sem riscos.

LAVAN

A rádio Difusora AM continua dando mostras de que dificilmente perderá o trono de emissora de maior audiência no Médio Vale. Atenta ao movimento de interação transmídia de seus ouvintes, a rádio de Cícero Coelho Pedrosa criou um novo canal de comunicação direta com o público. Um número de telefone celular foi adquirido especificamente para receber recados, pedidos musicais e mesmo críticas dos ouvintes. A mediação é feita pelo aplicativo Whatsapp. Fiz, pessoalmente, o teste e interagi com meu amigo Luis Otávio Lavagnoli, com quem trabalhei em algumas ocasiões, no passado, na Cultura AM e na VIII Ficar.

PARTES BAIXAS

O estádio Tonicão já recebe melhorias para a temporada 2015 de Atlético Assisense e Vocem na Segundona do Campeonato Paulista. Gramado tratado e já aparado, agora falta a infraestrutura. Enquanto os sistemas de iluminação e cobertura não saem da forma de promessas políticas feitas em ano eleitoral, ao menos o risco de hemorróidas será diminuído entre os frequentadores daquela praça esportiva. Assentos plásticos serão instalados no setor de arquibancadas que fica em frente às cabines de imprensa. Nas cores predominantes da bandeira de Assis, quais sejam, azul e branco.

PISCANTE

Rola uma piadinha na Vila Santa Cecília sobre o seguinte desafio: o que vai demorar mais para acontecer? O semáforo do cruzamento entre a André Perini e Orozimbo Leão de Carvalho ser consertado ou haver troca de cadeiras na Secretaria Municipal da Educação? Ambos estão sem funcionar desde o final de 2014.

FOLGA

Conveniados de planos de saúde em Assis encontram dificuldade para agendar consultas médicas em janeiro. Parte considerável dos consultórios da cidade está fechada. Em alguns casos, há especialidades cujos raros profissionais de medicina que aceitam atender conveniados simplesmente tornam Assis uma cidade sem opção para a realização de determinados exames, principalmente os mais complexos.

ESSAS MULHERES...

Os frequentadores das atividades desenvolvidas na piscina coberta e aquecida do Assis Tênis Clube bem que resistiram à ideia, mas, realmente, os vestiários da ala masculina estão sendo utilizados, pela manhã, pelas mulheres. É que os vestiários femininos começaram a passar pela mesma reforma que no final de 2014 deu aos homens confortáveis e modernas instalações. Os usuários da piscina aquecida precisam cruzar o clube e usar os vestiários da piscina descoberta.

DESVIO PADRÃO

Relatório divulgado pelo DER mostra, com propriedade, o impacto da implantação de praças de pedágio na SP-270, a rodovia Raposo Tavares, na região de Assis. Os números são referentes aos anos de 2011, 2012 e 2013. É o  denominado Volume Médio Diário de Tráfego (VDM). Tanto no sentido capital-interior quanto no inverso há, sempre, mais carros e veículos pesados passando nas praças de pedágio mantidas pela CART em Palmital, em comparação com as praças de Assis e Regente Feijó. A explicação, óbvio, está na possibilidade que os motoristas têm de desviar das praças de Assis e Regente Feijó, alterando a rota Prudente-Assis ao passar pelo itinerário Martinópolis-Rancharia-Paraguaçu.

DESVIO PADRÃO II

Em 2013 passavam, por dia, 5 mil veículos em cada um dos sentidos na praça de pedágio de Presidente Bernardes. Na praça de Regente Feijó esse número diário caía, no mesmo período, para 1,7 mil em cada um dos sentidos. Em Rancharia, pior ainda: 1,6 mil veículos por dia em cada um dos sentidos. Já a praça de Assis recupera um pouco o movimento, aumentando a média diária para 2,2 mil veículos em cada sentido. Já na praça de Palmital a recuperação dos veículos 'perdidos' entre Prudente e Assis é nítida: 4,9 mil veículos no sentido interior e 4,3 mil no sentido capital. A perda normal, média, de 1 mil veículos entre Prudente e Assis deve-se ao entroncamento que, na Sucupira do Vale, divide o tráfego no sentido Marília e, também, Londrina, ambos sem praças de pedágio em território paulista.

DESVIO PADRÃO III

O trecho de Assis da SP-270 é caracterizado pelo predomínio de veículos de passeio. Em 2011 trafegaram, em média, 1,3 mil carros, ante 700 veículos pesados, por dia, na praça de pedágio instalada entre Assis e Maracaí. Em 2012 essa média caiu para 1,2 mil carros por dia e 700 veículos pesados. Em 2013 os carros aumentaram para a média de 1,4 mil, nos dois sentidos, ante os mesmos 700 veículos pesados. Apenas para confirmar o desvio de caminhões pelo trecho Prudente>Martinópolis:Paraguaçu, em 2011 a praça de Presidente Bernardes registrava 1,3 mil veículos pesados, enquanto a praça de Palmital apontava 1,9 mil, ou quase o dobro em relação a Assis, Rancharia e Regente Feijó. Em 2012 Bernardes e Palmital anotavam 1,5 e 2,0 mil veículos pesados, respectivamente, ante 700 de Assis.

DA BOLHA

Uma notícia estremeceu, nessa semana, o mercado imobiliário de Assis. O esgotamento de forças de uma até então sólida empresa da construção civil fez gerar insegurança entre os especuladores. Efeito semelhante à estagnação implicada pela quebra da Melior, nos anos 1990, pode pairar sobre a Sucupira do Vale a se confirmar o ensaio de recuperação judicial que estaria por vir. Prevalece, pois, a sapiência dos veteranos do mercado imobiliário, que há pelo menos dois anos vinham antevendo os efeitos da bolha formada por empreendimentos de alto padrão inconclusos que predominam em diversos cantos da cidade.

ORIENTE

A Nissan está chegando a Assis. Uma concessionária da montadora recém-chegada ao Brasil será instalada nos arredores do Hiper Center Amigão. Em Marília, de cada 10 veículos novos negociados pela marca, um vem para Assis e outro vai para uma das localidades pertencentes ao território do Médio Vale.

FORÇA

A franquia VSM Shop também aterrissa em Assis antes do Carnaval. Mais um ponto comercial que dá força ao consolidado pólo que se estabelece na Avenida Dom Antônio. O interessante dessa novidade é que a VSM nasceu em Assis, mas sempre mirando vendas no espaço virtual, ou seja, pela internet. Trata-se de uma loja que vende artigos diversos, em especial eletrônicos e de automação.


PET

Na mesma Dom Antônio a casa Ração & Cia vai mudar de endereço. Sai da rotatória em frente ao 'Posto Corujão' e passa para a quadra de cima, onde antes funcionava a Útil. Entre as novidades vindouras está o plantão permanente de um profissional para atendimento de saúde de animais domésticos.

INFERNAL

Palmital é a cidade da região que mais calor registra nesse verão. Na terça-feira passada a estação experimental mantida pela CATI naquela localidade registrou máxima de 39 graus. Tarumã ficou na vice-liderança, marcando 38 graus na mesma tarde. Cândido Mota e Assis registraram 37 graus.

STAND BY

Complicações de saúde tiraram-me da rotina de postagens e de produção acadêmica nessa semana. Retomando, aos poucos, o ritmo, conciliando trabalho, 'blogagem' e o trajeto clínicas>exames>médicos por mais uma semana.

CÁ ENTRE NÓS...
... qual é fim daquela ambulância abandonada na avenida 9 de Julho, nas proximidades do INSS?




               IMAGEM DA HISTÓRIA               



FORÇA ANIMAL - A passagem da linha férrea pela região de Assis, vinda de Botucatu e tendo como destino Presidente Epitácio, mobilizou uma mega estrutura para o período. Relatos dos mais antigos falam de centenas de burros e bois utilizados para o transporte, primeiro, dos trilhos de aço trazidos ora da Inglaterra, ora das fundições instaladas nas regiões de Minas Gerais, Rio de Janeiro e, em alguns casos, do próprio interior paulista. Tais peças, que chegavam a pesar 1 tonelada, saíam do Porto de Santos ou das fundições nacionais transportadas por marias-fumaças e chegavam até o ponto limite do final do trecho férreo em construção. Dali, seguiam por tração animal até os canteiros de obras, com as limitações, digamos, tecnológicas do período, datado de 1910. Na realidade, como o ponto de partida era Sorocaba, o que justifica a denominação Estrada de Ferro Sorocabana, o processo todo é datado de 1878, quando o governo inglês, interessado na exploração da agricultura paulista, em especial o café e a cana-de-açúcar, faz investimento pesado e envia, além dos trilhos, as marias-fumaças utilizadas no transporte. Se havia, pois, maquinário a vapor e trilhos, faltavam pedras e dormentes de madeira para dar sustentação à engenharia que levaria composições e vagões ao desbravável interior de São Paulo, modificando a geografia de crescimento daquele que viria a ser o estado mais rico da nação. Acima, na foto tirada em 1918, homens trabalham na retirada de madeira para a aplicação de dormentes no trecho Sussuí-Assis. Relatos mostram que chegavam a ser colocados 8 pares de bois para, na tração, transportar as toras principalmente de peroba e angico amarelo, espécies nativas da região e características do cerrado paulista. Madeira de lei, hoje praticamente extinta, para dar passagem ao ouro preto. Apenas complementando, a estação ferroviária de Assis foi inaugurada em 1917, mas o prédio atual, que funciona como museu, foi entregue em 1926, adaptado das casas que serviram de morada para os trabalhadores que aqui assentaram durante a construção da Estrada Sorocabana. A estação fica no km 601, mais 411 metros da linha que parte da antiga Estação Central Júlio Prestes, em São Paulo, hoje ponto final da linha de trem metropolitano da CPTM e palco de espetáculos da Casa São Paulo. 

Um comentário :

Sérgio N. Stampar disse...

Olá Cláudio. A Nissan não é a Iremoc de Marília? Abraços