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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA - 16DEZ2014



O RETORNO I

Para a alegria de poucos e frustração de muitos, estou retomando o Blog. Planejei fazê-lo após 100 dias desde a última postagem. Só que esse prazo esgotou em outubro, período do ano em que mais fui sacrificado pelo excesso de atividades envolvendo universidade, pesquisa de doutorado e família. O faço agora, em momento que julgo oportuno.

O RETORNO II

Ausentei-me das postagens no dia 10 de junho, ocasião em que um pico de pressão arterial levou-me ao setor de emergência de uma clínica daqui de Campina Grande. Ataque hipoglicêmico agudo, uma isquemia parcial e lá se foram minhas condições de controlar razão e emoção. Nessas circunstâncias, o melhor a fazer é parar um pouco. Até porque, acessar os arquivos da memória vinha sendo atividade das mais difíceis.

O RETORNO III

Nesse período de ausência vi, ouvi e li de tudo, vindo da Sucupira do Vale. Nada comparado às estapafúrdias e covardes análises políticas relacionadas ao primeiro turno das eleições na cidade. A incompetência e a falta de capital político são jogadas debaixo do tapete e candidatos derrotados nas urnas verborragizam contra os eleitores, acusando-os de responsáveis pelo fato de Assis não ter, de novo, um representante nem na Assembleia Legislativa, nem na Câmara dos Deputados. Pasmem. Primeiro, convençam-me de que há político sério em uma cidade que faz 7 candidatos a prefeito, elege o chefe do Executivo com menos de 16 mil votos e vê 1/4 de seu eleitorado, desanimado, recusar-se a ir às urnas. Logo, eleitor não tem culpa de nada. Culpada é a inexpressiva classe política de Assis. Vai ter de mudar muita coisa para que tenhamos um deputado eleito.

DADOS

Durante os 5 meses em que não foram feitas atualizações de postagem o Blog recebeu, ainda assim, 13 mil acessos.

CONQUISTAS

Em meus retornos mensais a Assis vi, nos últimos meses, confirmarem-se conquistas anunciadas exclusivamente pelo Blog. As mais recentes delas são as franquias locais de Burguer King, da rede de hotéis Ibis e do Habib's. Não esquecendo, claro, do condomínio de alto padrão Dhamas. Isso, sem contar a novidade, agora, da bandeira Graal, que chegará no início de 2015 no trecho reformado da SP-333, na saída para Tarumã.

CONQUISTAS II

De todas as novidades, porém, tem gente que considera como sendo a maior conquista de assisenses em 2015 a linha São Paulo/Barra Funda>Assis no horário das 18h55, pela Andorinha. Para quem não sabe, antes os passageiros que descem em Assis tinham de pegar a linha São Paulo>Presidente Prudente, às 19h00, disputando os escassos lugares disponíveis com os prudentinos. Agora, os lugares do horário das 18h55 são exclusivos para quem desce em Assis.

BOCA NO TROMBONE

A professora Ana Maria Oliveira, do departamento de Literatura da Unesp-Assis, publicou no Facebook seu repúdio contra a empresa Andorinha. Ela, a exemplo de muitos passageiros, adquire as passagens online, no site da empresa. Nessa semana, a docente, que tem apartamento no litoral paulista, retornava a Assis e soube que sua passagem havia sido trocada para outro horário, sem nenhum comunicado prévio. Detalhe: não bastasse não ter sido avisada, Ana foi colocada em um ônibus que iria para... Ourinhos, saindo antes do que ela havia programado.

BOCA NO TROMBONE II

Ana Maria não estava indignada somente com a alteração de horário e de destino de seu ônibus. A professora da Unesp não se conforma com o fato de, nos últimos meses, os usuários de serviços online para aquisição de passagens rodoviárias no país serem obrigados a fazer ou refazer cadastro, informando, além de todos os números de documentos pessoais, endereços e telefones para contato. Logo, se a Andorinha tem essas informações, então por que não usou seu próprio banco de dados para informar à usuária sobre a arbitrariedade de alterar detalhes da compra efetuada?

SUSTO

A lorota de que os preços das passagens aéreas cairiam no país após a Copa do Mundo só enganou a trouxas. Faço uso quase mensalmente desse tipo de transporte, de Assis a Campina Grande, e nunca mais encontrei os preços praticados pelas companhias aéreas antes do Mundial de futebol. Como meu salário de professor de universidade federal não aumenta na proporção das passagens, tenho de fazer peregrinações para não inviabilizar meu projeto profissional. Por exemplo, se antes saía de Campina Grande e descia em Presidente Prudente ou Marília, agora tenho de ir a Recife e descer em Londrina.

SUSTO II

Mesmo considerado o meio de transporte mais seguro que existe, o voo em aeronaves reserva sustos. Dia 11 de novembro saí de Recife a São Paulo no voo 9933 da Gol, às 6h10. Era uma terça-feira e eu havia pago R$ 227 pela passagem. Pela Azul, saindo de Campina Grande, esse valor iria para R$ 1.040,00, ainda assim descendo em Viracopos, Campinas. Mas, não é a esse susto que me refiro.

SUSTO III

Quando o piloto havia comunicado à tripulação sobre o início do procedimento de aterrissagem no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, o Boeing 737 deu uma sacolejada parecida com turbulência. Mas, que turbulência seria aquela se estávamos próximos ao solo e em movimento de descida? Mais alguns segundos e uma 'turbulência' ainda mais forte, causando a sensação de termos, todos, sido jogados ao ar, como se a aeronave passasse imageticamente sobre um obstáculo.

SUSTO IV

Já em solo, muita demora para a liberação dos passageiros e a estranha sensação de que poderia ter havido algo errado na aterrissagem. Até que o piloto comunicou a todos o ocorrido: uma aeronave havia cruzado a nossa frente a uma distância perigosa, sem que os comandantes de voo nada pudessem fazer. Ou seja, mais um desses quase acidentes que nunca chegam à tona e resumem-se a laudos de avaliação do Cindacta, órgão do Ministério da Aeronáutica responsável por investigar incidentes aéreos em território nacional.

SUSTO V

Via Facebook, no trânsito entre Cumbica e a Barra Funda, acionei o assisense Daniel Bergamasco, editor de Veja São Paulo, sobre o ocorrido. O jornalista, que cobriu, entre outros episódios famosos, a queda do Airbus da Tam, em Congonhas, na década passada, manteve contato com as fontes primárias mas, pelo visto, nada foi formalmente confirmado sobre o episódio. Eis, pois, um exemplo prático do abismo existente entre fato e notícia quando o assunto é a comunicação enquanto edição da realidade. Não sabemos, pois, praticamente de nada sobre o que realmente ocorre nesse mundo. E o que sabemos, óbvio, é editado.

SEM CHANCE

A Azul refez, realmente, sua malha aeroviária nacional no mês de novembro. A companhia aérea trabalhava com a possibilidade de instalar um voo em Assis, para desafogar principalmente Londrina e, ainda, ter um plano B para eventuais faltas de teto para descer em Bauru e Marília, circunstâncias em que os passageiros são, muitas vezes, forçados a descer em Rio Preto ou mesmo Prudente. O Novembro Azul, porém, contemplou outras cidades. Assis, com aeroporto politicamente medíocre, que é a cara da força política da cidade, continua fora dos planos.

ATRASO

Com estádios cada vez mais abandonados por suas prefeituras, cidades do interior de São Paulo não conseguem se enquadrar nos padrões exigidos pela Federação Paulista de Futebol e, assim, perdem a condição de sede do mais importante torneio de futebol juvenil do país, ou seja, a Copa São Paulo. Anualmente, em dezembro a Federação sai atrás de cidades que possam substituir aquelas cujos estádios estão vetados.

ATRASO II

Assis foi sondada por mais de uma vez, nos últimos anos. Em 2014 não foi diferente. Seria, pois, a chance de Atlético Assisense ou Vocem disputarem a Copa São Paulo, condição que é propiciada pela cidade-sede. Tudo esbarra, porém, no eternamente inacabado Estádio Tonicão. Anunciado como 'reformado' no início desse ano, o velho "Antônio Viana Silva" não atende aos pré-requisitos exigidos pela Federação. Vergonha municipal um estádio sem cobertura de arquibancada e com sistema de iluminação que nunca fica pronto. Isso, fora outros detalhes estruturais inconcebíveis.

ATRASO III

É nesse momento que volta à tona a necessidade de cobrança dos deputados que, eleitos, tiveram votos em Assis nas eleições de outubro passado. Lanço o desafio e comprometo-me a ajudar a pagar os custos de um banner que deveria ser fixado na entrada do estádio Tonicão, com os nomes de todos os deputados federais e estaduais que receberam a confiança do eleitorado de Assis. Ora, se reformar completamente o Tonicão custa R$ 10 milhões, que esse valor seja rateado entre essas dezenas de paraquedistas que só aparecem uma vez a cada 4 anos na cidade. E que a nota de cobrança seja enviada aos coordenadores de campanha que representaram esses estrangeiros até outubro passado.

DA CASA

O ligeiro Rafael Palma Tomilheiro, o Rafinha, revelado no Clube Atlético Assisense, passou semanas em férias em Assis no final de novembro. Jogando no Trang FC, na Tailândia, o jogador trouxe a namorada, Gemma, para a família conhecer. Recebeu um presente meu, que na realidade é uma retribuição a outro presente que recebi. Explico: quando Rosana, mãe de Rafinha, foi visitar o filho na Tailândia, no meio do ano, trouxe, pra mim, uma camisa oficial do Trang FC, enviada por Rafinha. Via Facebook, ofereci ao jogador, como retribuição, uma camisa de Treze ou Campinense. A opção, dele, foi por um uniforme de treino do Treze, clube onde Fabinho, amigo seu, disputou a temporada 2014. Rosana foi à Tailândia acompanhada da filha, Luisa, namorada de meu filho, Júlio César. Daí a relação familiar de amizade.

VOO ALTO

Aqui em Campina Grande o meu Campinense já fez a apresentação de elenco e comissão técnica para a disputa da temporada 2015. A Raposa já conhece seus adversários para a disputa dos principais torneios do primeiro semestre do ano que chega. Pela Copa do Nordeste estreia contra o Bahia, na Arena Fonte Nova, no início de fevereiro. No mesmo mês, dia 26, recebe o Grêmio pela Copa do Brasil. Alemão, zagueiro que teve passagem, entre outros clubes, pelo Marília, na década passada, continua no time. Ele e outros 21 atletas foram apresentados em almoço por adesão no sábado, dia 6.

GESTÃO

Compus chapa e, no conjunto, fomos eleitos com 96% dos votos válidos para formar o novo corpo administrativo da Unidade Acadêmica de Arte e Mídia da Universidade Federal de Campina Grande. Com os trâmites formais em andamento, é prevista para fevereiro a posse de nosso grupo. Com isso, assumo a coordenação do curso de Comunicação Social>Educomunicação da UFCG, junto com o docente Diogo Lopes. Cá estou, efetivo, desde abril desse ano.


TUDO BEM

O neurologista Luiz Zanini recupera-se, e bem, de saúde. Um dos profissionais mais competentes que conheci e entrevistei em Assis, dr. Zanini é, também, um dos mais ecléticos torcedores de futebol da cidade. Por décadas compôs o banco de reservas de Vocem e Atlético Assisense, em trabalho voluntário. Está, entre outros, sob os cuidados do amigo de medicina Eduardo Andreghetti.

CÁ ENTRE NÓS...

... que tal a Câmara Municipal de Assis excluir de seu orçamento, para 2015, os mesmos R$ 370 mil que 'sobraram' em 2014?


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