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segunda-feira, 16 de junho de 2014

FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA – 15JUN



FORA DO AR
Uma semana de apartamento novo aqui em Campina Grande e continuo sem internet. A GVT não tem como passar o cabeamento nos dutos do prédio, já superlotados. Assinei, nesse ínterim, os serviços de modem da Tim e da Claro, mas como moro no térreo e há dezenas de blocos de prédios no condomínio, o sinal chega insuficiente. Uma loteria, pois, saber em que horário, em  qual local do apartamento e por quanto tempo haverá conexão.

MORRER NA PRAIA
Acordos feitos com outros blogueiros que cobrem futebol aqui, no Blogger do Google, e com parceiros de grupos de comunicação não puderam ser cumpridos, exatamente no momento mais crucial da coluna “Eu, da poltrona”. Escrevi, porém não consegui postar as análises dos jogos de Brasil, Holanda e Itália, escolhidos para assistir, na íntegra, dentro das minhas possibilidades profissionais.

AVANTE
Meu Campinense está no quadrangular final do Paraibano 2014. Nesse domingo recebe, no estádio Amigão, às 17 horas, o Auto Esporte, de João Pessoa. Campeonato bagunçado, vindo de uma Federação cuja presidente teve o ‘eterno’ mandado de décadas quebrado pela Justiça Comum. Um dos únicos do mundo que continuam concomitante à Copa. Estranho.

LIMPEZA
E para quem acha que campeonato estadual não tem peso, o Treze, daqui de Campina, provou o contrário. Foi eliminado pela combinação de resultados, na quarta-feira passada, e agora continua somente na Série C do Brasileirão 2014. No dia seguinte à eliminação, o clube dispensou 14 jogadores. E já anunciou reforços. Além do Paraibano, o Treze começou 2014 disputando a Copa do Brasil e a Série C.

BEICINHO
O ‘off’ que caracteriza dropes como esse, do Fiscalização Eletrônica, vem de informações oficiosas, que comprovam-se ou não enquanto fatos. No antagonismo da comunicação, agradam uma parte, desagradam outra. Inegável, contudo, que mostram um tipo de realidade que, fora das pautas, atrai a atenção da audiência. Há dropes que jamais tornar-se-ão notícia, da mesma forma que outros, com o tempo, ganharão manchetes na mídia.

BEIÇÃO
Nos dropes da coluna “Eu, da escuta” houve, na semana passada, quem reclamasse dos dois lados dos clubes de Assis. Como somente o Atlético Assisense manteve, desde o início do ano, feedback comigo, novamente o pedido de esclarecimento foi feito pela diretoria do Falcão do Vale. Mé, da equipe de gestão, garantiu não haver nenhum tipo de negociação com a cervejaria Malta, em respeito ao contrato mantido com a Ambev, que estampa uma marca de refrigerante no uniforme do time. Sobre as demais postagens, nenhuma contestação feita.

PROJETO
Para a Segunda Fase da Segundona 2014 o Atlético Assisense planeja manter a base do time que, no tapetão, conseguiu a classificação. De novo, como foi feito em 2013, contato com jogadores que se destacaram em clubes já eliminados no torneio. E, agora, com o apoio garantido do patrocinador máster. Basta relembrar que o volante Fernando, destaque na reta final do Falcão do Vale no ano passado, disputou a Primeira Fase no Osvaldo Cruz e, depois de passado o campeonato, acertou contrato com o Atlético Sorocaba e disputou a A-1.

PROJETO II
A classificação via tapetão, do Atlético Assisense, frustrou os planos de assédio de dirigentes que queriam ver jogadores que antes vestiam azul e branco passando a trajar outras duas cores na Segunda Fase. Cartolas que falam em ética e transparência ignoram os valores que só encostam nas pontas de suas línguas e, nas últimas semanas, fizeram propostas faraônicas para que atletas do Falcão do Vale assinassem a transferência. Vã tentativa de melhorar buscando o que há de melhor.

DESCRÉDITO
Sobre minha desconfiança com a Federação Paulista de Futebol, ela jamais deixou de existir. Sempre fui reticente com a instituição, por situações obscuras que marcaram os torneios que acompanhei como jornalista em quase três décadas. Nada, porém, contra canais que detêm a minha credibilidade na mesma instituição. Um deles é a Ouvidoria, que sempre me atendeu, na medida do possível, dentro daquilo que solicitei de informação.

CRÉDITO
O feedback, tão necessário nos processos comunicacionais formais, sempre existiu entre mim e a Ouvidoria da FPF. Basta ver o processo em que o Atlético Assisense foi punido – e multado – por ter produzido os tais ingressos ‘brancos’ no derby contra o outro time de Assis. O TJD só soube e julgou o caso porque a caracterização da produção paralela de bilhetes foi configurada em postagem feita cá, no Blog. Alguns mais ou menos beiçudos vão dizer que eu prejudiquei meu próprio time, uma vez que não escondo de ninguém que em Assis sou Falcão do Vale. Na leitura do TJD, porém, quem errou foi, exatamente, aquele que considerou normal mandar confeccionar ingressos em gráfica sem autorização da Federação.

ENFIM
Encerrando assuntos relacionados ao futebol de Assis, é consenso entre mim e meus canais na Federação que eventual postagem comprovando situação de jogador irregular do outro time de Assis, no jogo inaugural do campeonato da Segundona, seria suficiente para, igualmente, haver formalização do caso e, assim, a pauta chegar ao TJD. E como eu soube do caso através de fontes vindas de outros clubes da mesma chave, ou seja, do Grupo 1, entendi a circunstância como ‘plantio’ de denúncia e, vacinado, não fiz a postagem no Blog.

ENFIM II
Segundo fontes na Federação, ao contrário do que se especulou, na realidade não houve denúncia alguma relacionada ao caso. Ou seja, enquanto dirigentes choravam na tentativa de haver um defunto no episódio, ninguém, na prática, teve a coragem de abraçar o caso. O motivo: tendência de haver, mesmo, a eliminação só do Osvaldo Cruz no grupo, pelo tapetão. Com isso, as únicas modificações possíveis ocorreriam na posição dos três classificados que somavam-se ao Grêmio Prudente na passagem para a Segunda Fase. Para bom entendedor, mesmo sabendo da existência da irregularidade e tendo todos os elementos para, igual ao caso do ingresso branco, evidenciar os elementos de uma denúncia no TJD, optei por não fazê-lo. Torcer para o Falcão do Vale não significa que eu queira o mal para o outro clube. Afinal, clube é dedo, dirigentes são anéis.

PÉ FRIO
Estou participando de um Bolão da Copa com amigos de Assis. Fiz as apostas e enviei ao amigo que está fazendo a gestão. De 9 jogos realizados até esse momento só acertei 2 resultados, ainda assim errando o placar exato. Danado esse Mundial de seleções, que surpreende pela quantia de gols marcados (média acima de 3 gols por jogo). Há pouco o Equador salvava-me do vexame pior, mas numa dessas lições que o futebol dá, não marcou o gol claro que surgiu nos acréscimos finais e tomou o contra-ataque no mesmo lance para sofrer o tento da derrota por 2x1, intervendo o placar que eu havia apostado para o confronto.

ANÁLISE
Primeira rodada de Copa do Mundo não representa muita coisa, todos sabemos. Mas, dentro das perspectivas que tracei para esse Mundial um prognóstico se confirma. Vejo a Holanda avançando no grupo de elite das seleções mundiais desde 1994. E se a Espanha já comprovadamente deixou o estandarte de melhor do mundo, não tenho dúvidas de que a Holanda assume esse patamar. Azar do Brasil cruzar com eles antes de chegar à Final.

ANÁLISE II
Dos países sul-americanos, a meu ver, somente a Argentina duela com o Brasil em condições de avançar. E isso tudo ainda dependerá mais do sucesso de DiMaria do que necessariamente do badalado Messi. Esses dois jogadores atuando na plenitude de seu futebol colocam a Argentina como favorita a uma final, que pode, inclusive, ser contra o Brasil. Vejo, antes da Argentina, futebol na já comentada Holanda e, também, na Alemanha e na Inglaterra. Espanha, França e Itália ficam em um grupo somente intermediário.


FESTA
Começou no dia 6 o Maior São João do Mundo, aqui em Campina Grande. A festa estende-se até o dia 6 de julho no Parque do Povo. Algumas noites podem atrair, na média geral do dia, até 200 mil visitantes. Acompanhei a instalação de todo o circo do festejo que para a Princesa da Borborema, denominação carinhosa que a Paraíba dá a Campina. E fiquei impressionado com os relatos que recebi dos ‘homens de baixo’, ou seja, sujeitos sócio-históricos que participam da instalação da imensa estrutura que viabiliza a festa.

FESTA II
Foram instalados 120 quiosques na área externa da estrutura de shows. Nesses espaços são comercializadas bebidas, espetinhos, lanches e outros tipos de comida típica. Engana-se quem pensa que essa área externa fique fora do Parque do Povo. Não. Fica dentro do recinto. E no ‘interior’ da infraestrutura ficam outros 300 pontos comerciais, esses sim autorizados a vender comida com acomodação em mesas e cadeiras. Esses, pois, são os barraqueiros, enquanto os outros, de fora, são ambulantes.

FESTA III
Um ambulante paga, para a Prefeitura, taxa de R$ 70 para vender na área externa durante os 30 dias de São João. Na área interna, dependendo do tamanho do ponto comercial, essa taxa de concessão varia de R$ 300 a até R$ 10 mil. Por meio de licitação são feitas concessões maiores, como a que dá à Ambev a exclusividade de comercialização de bebidas alcoólicas e não-alcoólicas. Nesses casos, as empresas vencedoras comprometem-se a pagar o cachê cobrado pelas principais atrações artísticas.

FESTA IV
Nem tudo, porém, é aceito pela comissão formada pelos patrocinadores cuja concessão é vencida em licitação. Fala-se em um pedido de R$ 250 mil por uma noite de apresentação da banda Calcinha Preta. Não passou. Artistas de renome equivalente como Léo Marques, Elba Ramalho, Fágner e Skank cobram pouco mais da metade disso.

HEGEMONIA
O músico Luan, que levou o nome de Campina Grande ao circuito nacional através do programa Superstar, da Globo, era anônimo somente fora daqui. Cá, na cidade, ele era visto, somente, como filho de um dos mais tradicionais fabricantes de sanfona do país. Bom menino, cantor razoável, mas nada além disso. Volta para a terrinha, depois da participação no programa, com uma fama que precisa condizer, ainda, à sua condição de músico popular em formação. Tem feito mais de um show por dia nas últimas semanas, ou seja, tem agenda lotada.

CONTRA-HEGEMONIA
Aqui, no São João, Luan ainda é um nome a ser consagrado. Já tocou no ForróFest, evento organizado pela TV Paraíba, afiliada da Globo para a Paraíba, preliminar ao Maior São João do Mundo. Nesse evento, várias etapas classificatórias são realizadas em cidades do interior, reunindo cantores e bandas de forró anônimos. A final acontece no Parque do Povo, na véspera da abertura do São João. Luan tocou nessa noite, ocasião em que há mais torcida para os grupos finalistas do que necessariamente quem esteja interessado no artista convidado.

EXEMPLOS
Não há cobrança de ingressos para entrar no Maior São João do Mundo. Impossível, porém, entrar no recinto sem passar pelas três portarias oficiais. Ali, são feitas revistas por equipes de segurança terceirizadas, sob fiscalização da Polícia Militar. Mesmo o setor de camarotes, mais uma fonte geradora de receitas para a Prefeitura, tem o acesso controlado por intermédio dessas três portarias principais. Ou seja, é possível, sim, organizar um evento e não cobrar ingressos de acesso.

EXCEÇÕES
Apesar da rigidez na fiscalização a violência dentro do Parque do Povo durante o Maior São João do Mundo faz gerar, diariamente, manchetes nos noticiários policiais. Há pelo menos uma ocorrência por noite envolvendo esfaqueamento. Na noite de quinta, dia 12, uma das vítimas não resistiu aos ferimentos e chegou ao Hospital de Traumas já morto. Não há sequer suspeito para o crime.

PRECAUÇÃO
Acompanhei por dois meses os preparativos para o Maior São João do Mundo. É que o Parque do Povo ficava no meio do trajeto entre o apartamento onde eu residia, no bairro Monte Santo, e o Açude Velho, principal ponto turístico de Campina Grande e local que, numa espécie de Parque Buracão, é apropriado para a prática de exercícios físicos leves. E, claro, ir à maior festa popular da Paraíba estava nos meus planos. Porém, mudei de apartamento exatamente no dia de abertura do São João.

PRECAUÇÃO II
Agora, estou morando no bairro Bodocongó, que fica no sentido anverso ao do Açude Velho. A logística de locomoção mudou totalmente e, assim, ao passo em que fiquei mais próximo da Universidade Federal de Campina Grande, dobrei a distância em relação ao Parque do Povo. Resultado: deixei para visitar a festa do forró, à noite, quando retornar de minha viagem a Assis. Ficarei fora, pois, durante o ápice dos festejos, daqui a duas semanas, quando Campina Grande decreta feriado municipal no dia 24 de junho, dia de São João, mas praticamente para durante a semana inteira.

PRECAUÇÃO III
Temendo essas situações iniciais de violência tenho ido ao Maior São João do Mundo durante o dia. Não é a mesma coisa, claro, pois as cores da festa são mais nítidas à noite. Diria que 30% do recinto funcionam enquanto há sol, aos finais de semana, aguardando a chegada da noite para a plenitude. E se não há buchada de bode, cabeça-de-galo, escondidinho ou arrumadinho de carne-de-sol para comer, não faltam espetinhos que, na ampla variedade de carnes disponível, só não trazem, literalmente, o gato no cardápio. Ao menos pelo se saiba.

NO AR
O serviço de atendimento ao cliente da Azul confirmou que na viagem de retorno a Presidente Prudente nós, passageiros que embarcamos em Campina Grande com destino a Viracopos, em Campinas, poderemos acompanhar, pela operadora Sky, o jogo Brasil x México. É que as aeronaves Embraer, da companhia, passaram por completa revisão do sistema de recepção via satélite, justamente visando à Copa do Mundo. Assim, verei ao segundo jogo da Seleção no trajeto entre Petrolina e Belo Horizonte. No aeroporto de Confins assistirei ao segundo tempo.

SOBE E DESCE
A Azul está sendo a companhia aérea mais procurada pelos passageiros que estão em trânsito pela Copa do Mundo de 2014. E Campina Grande, o ponto de cruzamento de rotas mais acionado do país.  Mais de 20 voos extras têm passado pelo aeroporto João Suassuna todos os dias. É o maior volume do país nesse Mundial, pois Campina acaba tornando-se rota de passagem tanto para torcedores estrangeiros ou brasileiros como para turistas que querem aproveitar dois eventos concomitantemente: Copa e São João.

OUTRO BRASIL
Muitos amigos e parentes têm perguntado como é viver em Campina Grande. Minha resposta tem mudado muito. Aqui cheguei, em finais de março, com temperatura de 35 graus durante o dia e a tradicional queda de temperatura à noite, características que alguns pesquisadores definem como ‘desertificação’ do sertão. E a noite começa a aparecer depois das 16 horas, quando o sol, digamos, ‘esfria’. Sim, o anoitecer vem muito rápido nessa parte extrema do leste brasileiro.

OUTRO BRASIL II
Com um mês de moradia em Campina já percebi mudança no clima. A chuvarada que se inicia em maio trouxe uma sensação térmica interessante. Abafamento dentro de casa e uma garoa que lembra, em muitos detalhes, a paulistana de verão. Termômetros sempre acima dos 30 graus durante o dia, só que as noites cada vez mais frias. E o mais interessante nisso: o dia começa antes das 5h00 aqui, o que faz com que às 7h00 já haja calor. Usar lençol e manta fina, portanto, só entre meia-noite e no máximo 6h00, a partir de quando o dia esquenta, literalmente.

OUTRO BRASIL III
Nesse cenário de contrastes o que vejo são paraibanos não sentindo o calor que me atinge durante o dia, e eu, não sentindo o frio que eles sentem durante a noite. Professor totalmente suado logo às 8h00 e alunos com blusas nas aulas da noite. O frio que eles sentem eu não sinto, e o calor que me afeta não os atinge.

OUTRO BRASIL IV
Hoje, domingo, o dia amanheceu chuvoso, como estava ontem. Termômetro nos 30 graus, mas vindo de uma madrugada em que pela primeira vez precisei colocar uma manta fina para proteger do frio. Fez 15 graus dentro do apartamento, mas a brisa da madrugada proporcionava sensação térmica de pelo menos 12 graus.

CÁ ENTRE NÓS...
... por que não forma-se uma comissão de políticos e empresários de Assis para vir a Campina Grande e conhecer a estrutura de gestão do Maior São João do Mundo¿ Aqui, a identidade cultural prevalece, em detrimento da cada vez mais hegemônica marca do evento. De minha parte, entendo que o evento promovido pela Aprumar esteja o mais próximo da proposta que há 3 décadas dá certo aqui, na capital nacional do forró.

IMAGEM(NS) DA SEMANA




FESTANÇA – O Maior São João do Mundo remete a uma festa que é realizada há 31 anos consecutivos. Aqui, mais importante do que destacar XXXI é dar foco à manifestação popular presente nos festejos. Torneios de quadrilha junina são realizados semanalmente, ao passo em que os frequentadores do Parque do Povo, recinto de realização do evento, podem, sim, consumir o que há de mais tradicional na comida paraibana, enfim, no vasto cardápio nordestino. As ilhas de forró distribuídas pelas vilas internas fazem com que se dance o quanto quiser. Há informação sobre ilha de forró que amanhece o dia, principalmente aos finais de semana. Aqueles que não são adeptos de dançar forró podem, além de consumir em bares e restaurantes, assistir aos shows que ocorrem no palco principal e, também, na pirâmide, grandiosa estrutura fixa que recebe as competições entre quadrilhas juninas mas, também, acolhe shows musicais de artistas da região.

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