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quarta-feira, 11 de junho de 2014

EU, DA ESCUTA - TJD ainda pode trazer surpresas


MISTÉRIOS
O Bandeirante tentou acionar o Vocem no TJD, na semana passada. Ficou somente na tentativa. Não conseguiu cobrar o clube de Assis pela duplicidade de inscrição do jogador A.S.S. O atleta apareceu com um registro no jogo contra o Presidente Prudente e com outro no confronto seguinte, nas duas primeiras rodadas da Segundona 2014. Perda de, no mínimo, 6 pontos. Desde que o TJD tivesse acatado a denúncia e submetido-a a apreciação. Não foi o que ocorreu.

MISTÉRIOS II
O que surpreendeu a todos foi a passividade do Presidente Prudente diante dessa situação. Afinal, o clube prudentino foi derrotado naquele confronto inaugural do campeonato, contra o Vocem, e poderia, no TJD, obter os 3 pontos, já que saiu de campo derrotado. Vale ressaltar que foi o mesmo Presidente Prudente quem denunciou o Osvaldo Cruz, que anteontem perdeu 6 pontos no Tribunal de Justiça Desportiva. Na prática, mesmo com esses novos 3 pontos, o time prudentino não atingiria a pontuação mínima de 13 pontos, obtida pelo Atlético Assisense, para chegar à Segunda Fase.

MISTÉRIOS III
O Bandeirante, que não teve denúncia acatada pelo TJD, venceu o até então invicto Grêmio Prudente, em pleno estádio Prudentão, na última rodada (1x2). E, com isso, ficou na segunda colocação isolada do grupo 1, carimbando passagem para a Segunda Fase, na bola. E eu continuo não acreditando nem um pouco nesse TJD.

LÓGICA
Lá no primeiro turno eu postei, aqui nesse espaço, que um clube precisaria de 13 pontos para passar para a Segunda Fase. Alguns ‘desinteligentes’ questionaram, nos comentários, esse cálculo. A esses acéfalos, uma recomendação: observem a pontuação dos clubes que classificaram como quartos colocados. E, a partir de agora, passem a entender melhor o que é a Segunda Divisão. Eu, de meu humilde lugar, cubro esse torneio, como jornalista, desde 1985.

TRANSPARÊNCIA
A viagem do empresário que detém a condição de patrocinador máster do Atlético Assisense a Birigui, na penúltima rodada da Segundona, teria sido decisiva para que o projeto rumo à Segunda Fase do torneio fosse remodelado. Sem verba sequer para o jantar, no retorno, os atletas, que calaram a boca de muitos críticos – inclusive, a minha -, conquistaram o placar que deu a classificação. Isso sem contar o ônibus que, quebrado, quase não chegou para o confronto contra o Bandeirante naquele histórico 2x3.

APOIO
Quem trabalha com honestidade vê o retorno chegar. É sob essa premissa que a cervejaria Malta está retornando o apoio comercial ao Atlético Assisense. A empresa, que patrocinou o projeto do Falcão do Vale em 2004, voltará a expor a marca no uniforme do clube que representa a cidade há ininterruptos 13 temporadas. Com isso, haverá alterações na composição das marcas que estampam o uniforme na Segunda Fase.

NA BOLA
Meus amigos que viram os dois times de Assis jogarem em Birigui, Osvaldo Cruz e Presidente Prudente não têm dúvidas sobre aquela agremiação que, na bola, encantou aos olhos. Assim como ocorreu nos dois derbys de Assis, o Falcão do Vale tem um futebol que agrada a quem entende de futebol. Pena, porém, que mesmo sob o comando do experiente e reconhecidamente competente Tupãzinho, tenha tropeçado diante de adversários frágeis, inferiores. Pontos a corrigir na Segunda Fase.

RETORNO
A Segunda Fase da Segundona começará no dia 16 de julho, e não no dia 12. A correção foi feita pela Federação, nessa semana, de maneira a contemplar os clubes que têm condições de receber jogos principalmente à noite. Continua não sendo o caso dos dois clubes de Assis, que mandam jogos no vergonhoso Tonicão, inacabado desde a inauguração.

PANO PARA MANGA
O TJD ainda terá mais uma sessão, antes de entrar em recesso para a Copa. Os suspeitos membros do tribunal máximo da Justiça Esportiva paulista se reúnem para o desfecho da Primeira Fase da Segundona, semana que vem. Há quem garanta que pode haver novidades, de maneira a alterar, ainda mais, a composição dos grupos já estabelecidos. Será¿

JOGO SUJO
Aqui, na Paraíba, o campeonato local ainda desenrola. O meu Campinense sofre para chegar ao quadrangular final, enquanto o rival Treze só é salvo pela matemática. Exemplos crassos de como, na Justiça Comum, enfiar o futebol profissional em um mar de lama. Situação muito parecida com a que vejo na minha Assis em 2014. Vergonhoso.



CARAS NOVAS, IDENTIDADES VELHAS
O Atlético Assisense deve realizar eleições nesse dia 13. Uma sexta-feira 13. Data bem à altura de um pleito feito sem divulgação, às escuras, e que deve repetir as mesmas figurinhas carimbadas dos últimos anos. Como se as vergonhas de 2014 não tivessem servido de exemplo. Que a nova diretoria, sob a égide de patrocinador, tenha ao menos profissionalismo, quesito que faltou, e muito, nesse primeiro semestre do ano na agremiação que há mais tempo representa Assis.

FATALISMO
Torço, em Assis, pelo Atlético Assisense, e isso jamais escondi. De tudo que há de mais podre no futebol profissional de minha cidade natal, o Falcão do Vale ainda guarda o que há de menos carnificina. Isso, contudo, não faz com que eu concorde com o modelo de gestão do clube. Nem no futebol varziano vi o que protagonizou a diretoria do clube nessa temporada da Segundona 2014. E olha que considero-me parceiro dos diretores do CAA. Sou, pois, torcedor. Mas, não calo e não escondo.

FATALISMO II
Para a Segunda Fase da Segundona 2014 muita coisa terá de mudar para que o Atlético Assisense classifique. Agremiação que está sem pagar salários não pode ter diretor que, na falta de comida na mesa de jogadores, poste fotos de soberbas férias pelo Nordeste do país. Tem banana comendo macaco, como diria Tião Carreiro, nessa história toda. E ninguém precisou me dizer. Eu vi nas redes sociais.

AMIZADE
Meu amigo André Amaral, chefe maior do Globoesporte.com, torcerá contra o Atlético Assisense na Segunda Fase da Segundona. Nascido em Mauá, ele é torcedor do Mauaense, que está no grupo 8, junto com o Falcão do Vale. Ano passado, André amargou a eliminação já na Primeira Fase. Que fique na Segunda em 2014, pois, pelo jeito, a primeira vaga do grupo ficará com o Grêmio Prudente.

NO AR
Nesse dia 17 retorno a Assis, em voos da companhia aérea Azul. Passo os feriados de Corpus Christi (nacional) e de São João (aqui, em Campina Grande), com a família. Comprei a passagem de ida, descendo em Presidente Prudente, há mais de um mês. E não atentei ao detalhe de que no dia 17 a Seleção Brasileira faz o segundo jogo na Copa. E justo no horário em que estarei  no trecho Petrolina>Belo Horizonte.

NO AR II
O alento é que as aeronaves da Azul têm sinal, ao vivo, da Sky. Desde que funcione, essa opção de sintonizar, em tempo real, os canais abertos possibilitará que a aeronave acompanhe o jogo da Seleção. Tenho dúvidas, pois em meus dois últimos voos as aeronaves Embraer, no trecho Petrolina>BH, estavam sem sinal da Sky.

POSIÇÃO
Alguns torcedores do Vocem cobraram para que eu pegasse leve no comparativo entre o futebol do outro clube de Assis, que retornou em 2014, e o Falcão do Vale, ativo desde 2001. Recusei, pois, como torcedor, vejo mais futebol em meu clube. E, nessa hora, sou torcedor. Gosto de futebol jogado. E, claro, reconheço que só estamos na Segunda Fase, sorrindo, tendo o lamento choroso do Osvaldo Cruz, que em campo foi mais time na Primeira Fase.

VELHOS TEMPOS
Reencontrei, aqui em Campina Grande, o zagueiro Márcio Alemão, do Campinense. Defensor do Marília na década de 1990, ele é, hoje, um dos líderes da Raposa na cidade. E deverá, aposentado, aqui continuar, cuidando das categorias de base. Bons ares para o Atlético Assisense, brasão que detém a simpatia de Alemão, futuro diretor de futebol daqui.

FOLGA
Alemão não reclama da falta de parada do Campeonato Paraibano para a Copa. Lamenta, mesmo, que não haja espaço para curtir o Maior São João do Mundo, festa popular que reúne mais de 100 mil pessoas por dia no Parque do Povo, no centro de Campina Grande. O zagueiro do Campinense queria, mesmo, é forrezerar.

CRÉDITO ZERO
Externei para a ouvidoria e não escondo de ninguém. Não confio mais nos boletins financeiros das partidas do Campeonato Paulista. Depois dos ingressos ‘brancos’ protagonizados pelo meu Atlético Assisense no segundo derby contra o Vocem, passei a olha com desconfiança sobre o que é declarado como público oficial de jogos, principalmente pela Segundona.

FIASCO
Mas, se o que a Federação Paulista de Futebol diz ser sério, as bilheterias dos estádios da Segundona mostram que o torneio é um fiasco de público. Na última e decisiva rodada, domingo, não houve um confronto sequer, entre os 18 disputados, que levasse mais de mil torcedores a pagar ingresso. Nem em Assis o decisivo Falcão do Vale 1x0 Presidente Prudente mereceu mais do que 156 testemunhas financeiras, rendendo R$ 1.345,00 ‘lucro’.

FIASCO II
Nos bastidores do imundo futebol da Segunda Divisão de 2014 dizia-se que o Osvaldo Cruz havia convencido o TJD a adiar por uma semana a eliminação da agremiação do torneio. Tudo, para conseguir renda no derradeiro jogo contra o Vocem, que se dizia um ‘fenômeno’ de público no torneio. Pois esse fenômeno atraiu 138 pagantes no estádio Breno Ribeiro do Val, ou seja, menos do que foi registrado, no mesmo horário, no Tonicão.

FIASCO III
O jogo com maior público, domingo passado, foi Pirassununguense x Guariba, que teve 287 pagantes. O estádio Belarmino Del Nero recebeu 140 pagantes de entrada inteira e 147 pagantes de meia entrada. R$ 2.135,00 de receita, R$ 113,00 de despesas. E uma vergonhosa situação de bilheteria desse questionável torneio.

FIASCO IV
O pior público da última rodada da Segundona 2014 foi registrado no confronto São Vicente x Mauaense. O time de meu amigo André Amaral foi assistido, como visitante, por 27 pagantes. Renda de R$ 270, ante despesa de R$ 825,30. Ou seja, alguém teve de desembolsar R$ 555,30 para fechar o boletim financeiro.


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