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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA - 09JAN2017



RETORNO
Blogueiro retoma as postagens e depara com mais de 70 mil acessos desde a interrupção, em agosto de 2015. Via e-mail, alguns raros e excetos leitores ou lamentaram ou comemoraram a necessária pausa para término da tese de doutoramento, na USP. Aos que lamentaram, o abraço simbólico. Ao que comemoraram, lágrimas.

AVANTE
Nesses quase 18 meses de Blog quase sem postagens o blogueiro também ausentou-se das redes sociais. Mas não deixou de testemunhar cenário pior do que já vira antes de debruçar-se totalmente na tese. É de impressionar o quão verborrágicas, precipitadas e raivosas - para não dizer odiosas - estão as pessoas quando apropriam-se da palavra nas plataformas digitais.

AVANTE II
Continua sendo opção do blogueiro não entrar nem fazer o jogo da verborragia digital. Àqueles que excedem em ofensas e ameaças há o amparo legal. Já os insanos a própria comunidade trata de expelir. Prevalecendo, sempre, a retórica: se beber ou usar substâncias proibidas, não faça postagens nas redes sociais. Advertência do Ministério do Bom Senso.

PAUTA POSITIVA
Completada uma semana da gestão do prefeito dos 18 mil votos e a Sucupira do Vale parece ser a cidade perfeita. Não há uma notícia sequer que mostre a realidade de uma cidade com ruas esburacadas, precário atendimento na rede pública de saúde, serviço público de limpeza deficitário e uma rede municipal de ensino que não atende a totalidade que deveria.

ABISMO DE DIFERENÇA
Amigo que está no Japão a trabalho há mais de dez anos confidenciou ao blogueiro a perplexidade com que assistiu, na TV, entrevista em que secretário do prefeito dos 15 mil votos anunciara para 6 meses a entrega do trecho da avenida Perimetral destruído pela chuva da semana passada.

ABISMO DE DIFERENÇA II
Segundo o assisense que encontra-se no Japão, em sua cidade uma tempestade destruiu uma ponte alguns anos atrás. Como a via, expressa, mera fundamental para ligar uma região a outra na cidade japonesa, em três dias o tráfego foi parcialmente liberado. E em uma semana a ponte estava reconstruída.

ABISMO DE DIFERENÇA III
Blogueiro ponderou ao amigo que está no Japão sobre as diferenças, principalmente culturais, que envolvem situações similares de desastre natural. Lá, a cultura de não sentar e reclamar do problema antes de tentar resolvê-lo. Aqui, a morosidade da burocracia pragmática, uma vez que se um prefeito fizer obra da dimensão da passagem da avenida Perimetral em uma semana, termina o mandato cassado, uma vez que a legislação nacional, em especial a 8.666, tenta, em vão, fazer com que o erário não pague a mais por determinados serviços.

PONDERAÇÃO
Desastres como o da semana passada, que matou uma pessoa, geram discussões fervorosas nas redes sociais. Culpa-se o prefeito dos 18 mil votos por um problema urbano que, histórico, nem obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal) ajudaram a resolver. Situação que, convenhamos, é precoce para quem estava no comando da Prefeitura havia quatro dias, mas por demais antigo para um político que teve mais de um mandato de vereador, sendo um deles na presidência do Legislativo.

NÚMEROS
Um raro e exceto leitor contestou os números do blogueiro quando esse afirmou não ter votado, novamente, em um prefeito cuja soma total de votos foi inferior ao total de votos válidos. Vamos, pois, às contas.

NÚMEROS II
Estavam aptos a votar, em Assis, 70.443 eleitores. Desses, compareceram às urnas 52.891 cidadãos. Ou seja, não foram votar 17.552 eleitores. Mas, entre os que compareceram às urnas, 3.585 eleitores anularam o voto e outros 2.373 votaram em branco.

NÚMEROS III
O que a Justiça Eleitoral chama de votos válidos correspondeu, em Assis, a 46.933 eleitores, de um total de 70.443. Como o prefeito eleito obteve 18.817 votos, sua participação nos votos válidos foi de somente 40,09%, ou seja, não correspondeu sequer à metade da vontade das urnas.

NÚMEROS IV
Somando os votos de quem não foi às urnas e de quem foi e não votou em candidato algum, tem-se 23.510 votos. Ou seja, o prefeito dos 18 mil votos teve 4.693 votos a menos do que a soma de eleitores que não quiseram ou não puderam votar.

NÚMEROS V
Essa estatística é tão preocupante quanto desanimadora. Aliás, demonstra o quão desanimado está o assisense com a política, e não é de hoje (já tratei desse assunto cá, no Blog, nas eleições passadas). Só para se ter uma ideia, a soma de votos do segundo e do terceiro colocados na eleição municipal passada totaliza 24.562 votos, ou somente 1.052 votos a mais do que o total de eleitores cujos votos não foram computados a candidato algum.

NÚMERO VI
Na Câmara de Assis o cenário não é diferente. O vereador mais votado reelegeu-se com 2.362 votos, mas ocupará a mesma cadeira que um colega edil que somou 512 votos nas urnas. Sim, Assis elegeu um vereador cuja soma de votos correspondeu a 1,08% do total. Ficaram de fora vereadores atuantes como Adriano Romagnoli e Reinaldo Nunes, que com, respectivamente, 676 e 615 votos, não reelegeram.

ANTAGONISMO
No quadro total de votos uma coincidência que o blogueiro considera, digamos, interessante (para não dizer deprimente). Houve uma representação de luta de classes que colocou Eduardo Camarguinho e Reinaldo Nunes com a soma respectiva de 616 e 615 votos. O patrão, pois, teve um voto a mais que o funcionário (refiro-me à relação entre ambos na rádio Cultura AM) e elegeu-se, pelo PSDB. Reinaldo, pelo PT, ficou na lista de suplentes. Se comparadas, pois, as balas na agulha de cada candidatura, mérito de Reinaldo, que tradicionalmente faz campanha simples, sem investimentos, e carrega consigo o peso histórico de sua trajetória por uma política local limpa e ética.

(APOSTO)
Blogueiro coloca-se na condição de suspeito para falar de Reinaldo Nunes, uma vez que o considera, nessas últimas três décadas, o único edil local a ocupar cadeira na Câmara e abrir a boca para enunciados concisos e construção de sentidos compreensível.

REGISTRO
Blogueiro satisfeito por rever Célio Diniz na Câmara. Menino educado, carismático, que volta a ter condições pragmáticas de assumir uma cadeira no Legislativo.

ANTÍTESE
Ao menos tentando acalmar aqueles que incomodam-se com o rótulo de prefeito dos 18 mil votos (já havia quem igualmente azedasse o leite pelo fato de o blogueiro denominar o administrador antecessor de 'prefeito dos 15 mil votos'), uma boa pá para encerrar o assunto pode estar no fato de os votos nulos para prefeito, ano passado, terem totalizado 3.585 eleitores, ante 2.801 eleitores que votaram nulo para vereador. Ou seja, 784 eleitores compareceram às urnas, votaram para algum vereador, mas recusaram-se a votar para qualquer dos SETE candidatos a prefeito. Se todos eles votassem num único vereador, esse teria ficado na oitava colocação entre os mais votados de Assis.

ESTRANHO
Blogueiro esteve em Presidente Prudente na semana passada e, entre os compromissos, fez uma parada na loja local da rede Makro. Alguns itens adquiridos, passagem pelo caixa. Pagamento feito, eis que uma funcionária, na porta, fazia formar outra fila. Para quê? Pamem. Para conferir item por item da compra feita.

ESTRANHO II
No mínimo constrangedor ter uma pessoa - por sinal nada simpática, pois sequer justificou o que fazia, muito menos para que finalidade procedia daquela forma - que estende a mão e, sem nada falar, indica para que você dê a nota fiscal, posteriormente verificando o que há no cupom e o que encontra-se no carrinho.

ESTRANHO III
Somos, em família, consumidores da rede Makro. Vamos com maior frequência à loja de Marília. E, ao menos até a última vez em que lá compramos, jamais fomos submetidos a esse tipo de, repito, constrangimento. Aliás, procedimento totalmente sem sentido, pois após passar no caixa é aparentemente impossível surrupiar com qualquer mercadoria, já que as gôndolas ficam no setor anterior.

ESTRANHO IV
Se há desconfiança, pois, o Makro desconfia de seus próprios funcionários. Mais da competência do afazer do que necessariamente da honestidade. Até porque se houver uma mercadoria no carrinho que não esteja no cupom fiscal, é porque não foi lançada pelo caixa, e não que o consumidor a tenha surrupiado.

(APOSTO)
Em Assis o Avenida Max adotou procedimento que ao menos tenta cercear a ação de consumidores que surrupiam mercadorias aproveitando-se da falta de ângulo de visão dos funcionários dos caixas. Tais sabidões mantinham mercadorias nos carrinhos e os avançavam sem pagar, geralmente aproveitando-se da ausência de empacotadores em dias de maior movimento, sem que o caixa visse. A solução: alças metálicas instaladas nos próprios caixas (no móvel, e não nas pessoas, obviamente) impedem a passagem dos carrinhos, exigindo que o transporte até o estacionamento ocorra em outro veículo do gênero.

QUEDA
O cratera aberta na avenida Perimetral provocou queda acentuada de movimento na loja de Assis da rede Walmart durante dois dias. Já a partir do terceiro dia o movimento voltou ao normal, tranquilizando parte dos consumidores que, iguais ao blogueiro, têm o Walmart como uma das salvações para compra de determinados artigos, principalmente aos finais de semana, em horário em que o comércio já está fechado.

(APOSTO)
Há, desde o ano passado, principalmente após o fechamento da loja de Marília da rede Walmart, forte rumor sobre o encerramento das atividades em Assis. Algumas dispensas de funcionários, nas últimas semanas, assustam ainda mais a nós, que temos onde comprar mercadorias com marcas alternativas e, ah!!!, cervejas com preços muitas vezes imbatíveis. Na torcida, cá, para que o Walmart permaneça e continue fazendo frente ao coronelismo mercantil da Sucupira do Vale.

FALA MUITO
No que depender dos linguarudos não fica uma loja de fora aberta em Assis. Nesses últimos meses ouvi de tudo, desde o fechamento do Walmart até o encerramento das atividades das Americanas. Que a língua preta continue errando.

INIMIGO OCULTO
Desde outubro está chovendo abaixo da média histórica na região de governo de Assis. Dezembro, por exemplo, que costuma registrar bons índices pluviométricos, não atingiu 80% do volume histórico para o período. Pior, de acordo com a meteorologia, pouco ou nada deve chover, satisfatoriamente, até dia 15 de janeiro, domingo que vem, atingindo, em média, 30% dos 214 milímetros que tradicionalmente o mês registra em chuvas no primeiro mês do ano.

INIMIGO OCULTO II
Blogueiro sabe bem o que é padecer com a falta de água. No sistema Boqueirão, na Paraíba, não chove com frequência regular há sete anos. Boqueirão é o sistema que abastece a minha Campina Grande, cidade de minha residência profissional desde 2014. Usemos, pois, com racionalidade a água de que dispomos cá, no Sudeste.

PÁREO DURO
O comando do CIVAP ficou nas mãos do prefeito de João Ramalho, Wagner Mathias. Filiado ao PMDB, ele é considerado nome simpático à corrente política regional que mantém diálogo estreito com os Palácios dos Bandeirantes e do Planalto. Cabendo ressaltar que 2018 pode selar a contradição histórica de um reatar entre PMDB e PSDB nas eleições gerais.

(APOSTO)
Cabe registrar que líderes como Zeca Santilli, Mário Covas, Fernando Henrique Cardoso, Franco Montoro e José Serra, dissidentes, saíram do PMDB de Orestes Quércia e fundaram o PSDB, nos anos 1990.

CÁ ENTRE NÓS...
... o que será do jornalismo assisense nos próximos quatro anos?


SINCERIDADE SEM TAMANHO - A mãe tentava acalmar o menino, dizendo que aquelas figuras mascaradas eram do bem, pois tinham a missão de alegrar e ao mesmo tempo proteger outro menino, Jesus. Mas, a criança não cedia. Assustada com as máscaras e os trejeitos dos palhaços, sequer arriscava tocá-los. E olha que por trás de uma das máscaras saía uma voz feminina que, tênue, tentava dialogar com o garotinho, sem sucesso. Essa cena foi registrada sábado passado na folia de reis da Água do Café, em Platina, SP, onde o blogueiro esteve com as famílias. Família na representação da esposa, Rozana, e da sogra, Chica, e também na representação da amizade sincera que mantemos com os Palma Tomilheiro. Mílton, o patriarca, colaborou com um sem-número de quilos de carnes bovina e de frango e lá compareceu com a esposa, Rosana, e filhas, Guta e Luli, além dos tios José Palma, vindos de São Paulo - foi pra lá há mais de 40 anos -. Um tipo de ocasião em que todos ficamos iguais, comendo da mesma fartura de comida, sentando-se sob o improviso, no chão, e tomando da mesma água de bica e de iguais refrigerantes ou cervejas. Rico ou pobre, estudado ou sem estudos, doente ou sadio, todos que foram à festa de reis lá se encontraram sob o mesmo propósito: uma crença. Aquele menininho da foto um dia crescerá e, quando filhos tiver, também talvez tentará convencer que os palhaços mascarados são do bem e, por representar o bem, protegem. Lições que a vida e as representações de crença nos dão, pois, quão bom é, primeiro, ter medo e receio. Afinal, está cheio de corajoso por aí que, sem ter medo do palhaço espalhafatoso na infância, hoje não é temido nem por uma criança de 5 anos de idade.











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